sábado, 1 de setembro de 2012

Via Email: BRASIL! BRASIL!



BRASIL! BRASIL!


Posted: 31 Aug 2012 06:08 PM PDT



Luis Nassif, Luis Nassif Online

'A falta de limites de Serra o acompanhará até o final.

No meio da semana, divulgou-se história do caminhoneiro José Machado com catarata, que estava aguardando dois anos para ser operado na rede municipal. O Estadão repercutiu a denúncia. Para responder ao episódio, a Secretaria da Saúde rompeu com a ética médica, divulgando a ficha  do paciente. Sustentou que não padecia de catarata, mas de pterígio (uma espécie de pele que cobre a córnea). O que permitiu a Serra defender-se acusando a campanha de Fernando Haddad de "manipulação" - como se a mudança de diganóstico invertesse o resultado final.

Na sabatina do jornal Estadão, confrontado com a acusação de falta de ética médica, Serra despejou acusações sobre o próprio jornal e sustentou que a divulgação foi um "serviço de utilidade pública".

"É a primeira vez que vejo um jornal ficar do lado dos transgressores". Serra diz que não houve quebra de sigilo. "Você pisaram no tomate, francamente. O PT saiu falando 'pega ladrão, pega ladrão' e você cairam nessa. Esse cidadão não tinha catarata".

Na verdade, o caminhoneiro tem pterígio e também catarata. Devido à repercussão do episódio, antecipou-se de dezembro para agora sua operação de catarata, colocando-o na frente de outros pacientes cujo caso não mereceu a mesma repercussão.

Na entrevista, Serra considerou "natural" sofrer rejeição, por ser o mais conhecido. Ainda que seja absolutamente fora do normal 43% de rejeição."


Posted: 31 Aug 2012 06:00 PM PDT



Mauro Santayana, Jornal do Brasil

"A Justiça, conforme o pensamento grego, se faz quando o tribunal  devolve à vítima o bem que lhe foi tomado, de forma a que as coisas voltem ao seu estado anterior. Devolver o bem tomado deve ser visto em sentido amplo: a justiça não trata apenas do furto ou roubo, mas, da mesma forma, da honra e, também, dos homicídios. Nesse sentido, a justiça não atua somente tendo em vista as duas partes de um processo, e, por isso mesmo, o Estado, em nome da sociedade, está presente. O assassino, por exemplo, não tem como devolver a vida ao morto, mas a sociedade, em nome do morto, pode condená-lo à morte (o que é sempre um risco de injustiça absoluta), onde há a pena capital, ou à prisão, por muito ou pouco tempo.

Podemos, por exemplo, considerar uma injustiça contra o povo da Noruega e uma ofensa aos sentimentos universais, a condenação do nazista norueguês a apenas 21 anos de prisão em aposentos de boa hotelaria – mas a legislação penal de cada país é uma prerrogativa de seus parlamentares.

O Supremo Tribunal Federal se aproxima do final do julgamento da Ação 470. É certo que a decisão da Justiça não será aplaudida. Melhor teria sido que não tivesse havido o que houve.

Podemos entender que os atos de que foram acusados os envolvidos no processo sempre se cometeram no país, e sempre foram tolerados, como infrações apenas eleitorais, ao serem considerados como de financiamento não contabilizado de campanhas políticas. Quando se examina o governo Lula, ao qual serviram muitos dos acusados de hoje, é difícil não aceitar seus êxitos. A simples eleição do trabalhador manual, de escassa escolaridade, nascido no sertão pernambucano, para a presidência da República, constituiu uma revolução social e política que não deve ser ignorada. A redução da pobreza secular do Brasil, da qual sempre se nutriu a classe dos opressores, bem nascidos e bem protegidos pelo Estado, é um fato histórico que será sempre lembrado, quando o julgamento da Ação 470 for apenas um registro nos feitos de nosso tribunal supremo, perdido entre tantos outros julgamentos de seu denso arquivo de trabalho.

Entendemos o sentimento de decepção de grande parte dos cidadãos brasileiros. Identificamos também a espúria origem da denúncia de Roberto Jefferson que, apanhado na teia menor da corrupção na empresa estatal dos correios, resolveu desafiar tudo e todos, com a confissão de que recebera 4 milhões dos 20 que – disse ele – lhe foram prometidos. A propósito, até hoje não se sabe exatamente o que Jefferson fez com tais – e tão pingues – recursos.

Como resumiu o Ministro Ayres Britto, presidente do STF, ao votar integralmente com o relator, nos casos examinados até agora, não é agradável condenar. A condenação tem o sabor dos frutos amargos.

Os cidadãos de bem tampouco exultam com as condenações. Como o sofrimento é o melhor mestre, temos que repensar a política em nosso país – e no mundo, onde o cenário tampouco é  agradável, neste momento em que a paranóia se associa ao assalto dos grandes bancos aos recursos públicos e privados, e em que os paraísos fiscais são os refúgios dos grandes salafrários. Em nosso caso, a reforma do sistema partidário e eleitoral, de forma a dar mais legitimidade ao voto, é um dos passos exigidos. Uma medida necessária é mudar o acesso ao palanque eletrônico, de forma a impedir os acordos políticos que visam  obter mais tempo para esta ou aquela coligação. E aceitar o financiamento público das campanhas, que sempre será mais transparente. É melhor que a campanha volte às ruas, no debate entre os candidatos e os eleitores, sem a interferência dos especialistas em maquiar faces e idéias." 


Posted: 31 Aug 2012 05:53 PM PDT



Posted: 31 Aug 2012 05:46 PM PDT



"Segundo Datafolha, maior crescimento do petista se dá entre os eleitores mais jovens, onde rejeição ao candidato do PSDB chega a 50%

Redação, Rede Brasil Atual

O início do horário político no rádio e na TV, em São Paulo, provocou efeitos opostos nas candidaturas Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB). Os números da pesquisa Datafolha divulgados ontem (29), e cujo detalhamento foi colocado hoje (30) no site do instituto, mostram quadro favorável ao petista, com potencial de crescimento, enquanto o tucano apresenta queda em todos segmentos, inclusive entre os que se dizem eleitores do PSDB.

Segundo a pesquisa, o candidato Celso Russomano (PRB) mantém a dianteira das intenções de voto, mas em situação de estabilidade, com os mesmos 31% do último levantamento, na semana passada. A movimentação maior se deu na disputa pela segunda segunda posição: Serra caiu de 27% para 22% e Haddad subiu de 8% para 14%.

Além dos números gerais, conta a favor do petista o fato de ele ainda ser completamente desconhecido por 25% dos entrevistados. Dos que dizem conhecê-lo, apenas 18% afirmam ser "muito bem", contra 30% que dizem "um pouco" e outros 27% só de "ouvir falar".

Já a imagem de Serra está consolidada, com um nível de conhecimento de 99% do eleitorado (75% "muito bem"). Russomano também tem pouco para crescer nesse aspecto, já que 96% dizem conhecê-lo (42% "muito bem").

Partido

Outro ponto favorável a Haddad é sua crescente identificação ao PT – partido que, segundo a pesquisa, tem a preferência de 25% do eleitorado, contra 9% do PSDB e 2% do PMDB."
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Posted: 31 Aug 2012 05:13 PM PDT
Altamiro Borges, Blog do Miro



"O sítio Comunique-se, especializado em mídia corporativa, publicou nesta semana que o portal do jornal Folha de S.Paulo perdeu 16% da sua audiência no trimestre. A queda abrupta ocorreu depois que o diário da famiglia Frias passou a cobrar pelo seu conteúdo online. Com base em dados do sítio Alexa, que mede a popularidade das páginas da internet no mundo, "a análise mostra que a Folha teve no período 14% menos de visitantes únicos", informa Nathália Carvalho.

Ainda segundo a matéria, "o rival Estadão perdeu 1,73% de audiência no mesmo trimestre e aumentou em 2% o número de visitantes únicos. Os blogs lideram entre as páginas mais visitadas". Estas informações não devem ter agradado a direção do Grupo Folha, que aposta tudo na cobrança do conteúdo online para tentar superar a crise que atinge a mídia impressa. A Folha, a exemplo de outros jornalões, tem perdido tiragem com a "revolução" do mundo digital e está desesperada com o declínio do seu modelo de negócios.

A aposta desesperada no "paywall"

O modelo de cobrança por acesso às edições digitais, o chamado "paywall" (muro de pagamento), vem sendo testado em várias partes do mundo. Mas os monopólios midiáticos ainda não estão seguros de que ele é a solução para crise da mídia imprensa – expressa nas quedas vertiginosas de tiragens e, inclusive, na extinção de inúmeros jornais. Recente pesquisa do Ibope aponta que apenas 50% dos leitores brasileiros mantêm a fidelidade ao veículo após a sua migração para as plataformas digitais."
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Posted: 31 Aug 2012 05:06 PM PDT


Assange concede entrevista à teleSu
"O jornalista e fundador do Wikileaks, Julian Assange, concedeu, nesta quinta-feira (30), a primeira entrevista desde que fugiu de sua prisão domiciliar e pediu asilo político à Embaixada do Equador em Londres. Na conversa, Assange qualificou a decisão do Equador de conceder-lhe asilo como "correta", porque é uma pessoa "perseguida política pelos Estados Unidos e seus aliados".



Vermelho / Brasil de Fato

Na conversa com o jornalista Jorge Gestoso, transmitida pelo Canal Multiestatal teleSur e pela equatoriana Gama TV, Assange afirmou que se uma pessoa fizer algo que "vai de encontro à vontade dos Estados Unidos, algo de mau vai acontecer com ela".

A entrevista aconteceu nas dependências da embaixada do Equador no Reino Unido, onde Assange está alojado desde 19 de junho, data na qual deixou a prisão domiciliar e pediu ao governo de Rafael Correa a concessão de um asilo político. A resposta positiva para o pedido veio no dia 16 de agosto, momentos após o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, alegar que o governo britânico pretendia invadir a representação diplomática para prender o jornalista. O governo britânico nega-se a conceder um salvo-conduto para o jornalista deslocar-se até o aeroporto e seguir para Quito. "Eles (EUA) já disseram em documentos oficiais que não se trata somente de acusar Julian Assange por espionagem, mas de parar as atividades do Wikileaks", relatou Assange.

Em um dos momentos da entrevista, o ativista australiano afirmou que está em marcha uma espécie de "totalitarismo transnacional", a partir da espionagem deliberada de todos os dados pessoais disponíveis na internet, assim como todas as ligações telefônicas. "Agora podem interceptar tudo, não é necessário preocupar-se com algum suspeito. Simplesmente interceptam-se todos e armazena-se tudo", disse.

Ele afirmou que empresas de espionagem já possuem tecnologia para armazenar todos os dados pessoais e fornecer pesquisas cruzando informações. "O jogo novo é a interceptação, registra-se tudo, é mais barato registrar tudo desde os EUA e armazenar. Dentro de alguns anos, se te transformas em uma pessoa interessante para as agências dos EUA e seus amigos, dizem: revisemos o que estava fazendo o senhor Assange nestes últimos anos, quem são seus amigos, com quem ele se comunicou", explicou o jornalista, denominado o tal "totalitarismo transnacional", porque, para ele, não só os EUA estão praticando esse monitoramento, mas também Alemanha e outras importantes economias mundiais."
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Posted: 31 Aug 2012 04:56 PM PDT



"A internet veio para robustecer a democracia, para propiciar equilíbrio à disputa eleitoral. É o link entre os candidatos e o povo, mas é também o caminho sinuoso e escorregadio

Mendonça Prado, Brasik 247

As campanhas eleitorais ganham, de maneira intensificada, a influência dos meios tecnológicos. O que há pouco tempo se restringia ao rádio, à TV e aos carros de som, agora se amplia através das ferramentas da internet, principalmente das redes sociais. É evidente que a democracia idealizada por Péricles, o grego, agora recebe uma mãozinha dos inventores do Facebook, Twitter, Orkut, YouTube e outros instrumentos ultramodernos.

Indiscutivelmente, para aqueles que são mais antenados e estão plugados nas redes sociais, esse novo meio de publicação facilitou sobremaneira a  divulgação: a forma de interagir com o eleitor não tem limite de horário; as condições de acesso são boas, e se o candidato for criativo, poderá fazer uma campanha extremamente eficiente. Quanto ao eleitor, ele poderá excluir e até banir o remetente indesejável. Portanto, não há nada mais democrático.

Além de PCs, notebooks, tablets e outros aparelhos, os telefones móveis também cumprem a formidável missão de aproximar os cidadãos, e já são, segundo as estatísticas, os mais usados emissores e receptores de mensagens. O volume de comunicação por meio do SMS é tão intenso que o apelido desse tipo de envio é torpedo. Logo, denominação que nos faz lembrar uma espécie enérgica de atingir um determinado alvo."
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Posted: 31 Aug 2012 08:54 AM PDT
"Em segurancês, democracia é um regime onde as pessoas escolhem entre candidatos aparentemente mui diferentes, mas que, na realidade, são farinha do mesmo saco"



Márcia Denser, Congresso em Foco

Um artigo (ótimo e dum cinismo encantador) repassado pelo coletivo Vila Vudu (com o perdão do inevitável trocadilho do título), assinado por Kevin Carson em Counterpunch diz que, em tempos de falsos cognatos (sem contar a crise epistemológica, aliás parte da tal batalha discursiva neo-pós-conservadora que assola o planeta), surge, impertérrito, o segurancês – um neologismo que, diga-se, não só não segura porra nenhuma, como tampouco se sustenta.

Quem lê os pronunciamentos da comunidade de "segurança nacional" dos EUA é sempre assaltado por uma dúvida que não quer calar: será que estão falando do mundo todo (including us, do Third World), ou do outro (The First) – o mundo deles?

A coisa só começa a fazer sentido quando se assume que o "Estado de Vigilância e Controle" – chamado conspicuamente de "Estado de Segurança" – tem idioma próprio, o tal segurancês. Como a Novilíngua, um inglês ideologicamente reformatado que substitui o idioma corrente no romance 1984 de Orwell, o segurancês é também usado para obliterar e apagar qualquer informação verdadeira.

Por exemplo, consideremos as declarações do embaixador Jaime Daremblum, diretor do Centro de Estudos Latino-americanos do Instituto Hudson, dadas à Comissão de Relações Externas do Senado dos EUA em 2010: Daremblum, depois de elogiar os senadores Lugar e Dodd pelos esforços feitos durante muitos anos na promoção da "segurança nacional e da democracia na América Latina", alertou para os perigos do "populismo radical que se enraizou na Venezuela, Bolívia, Equador e Nicarágua."

Ele ressalta que ainda mais alarmante é a aliança feita pelo presidente Hugo Chávez com o Irã – "principal patrocinador do terrorismo em todo o mundo." Outro fato "alarmante": o governo da Nicarágua "voltou às velhas táticas", ocupando uma ilha fluvial da Costa Rica, em claro desrespeito ao que ordena a Organização dos Estados Americanos – OEA (cruzes). Aliás, a aliança entre Chávez e o Irã é o horror dos horrores! De longe, "a maior ameaça à estabilidade hemisférica desde a Guerra Fria".

Perguntinha idiota: alarmante para quem, cara pálida? Resposta elementar: naturalmente para os interesses da segurança deles, dos EUA, não só The First, como The One World para todos os efeitos."

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Posted: 31 Aug 2012 08:37 AM PDT
Saul Leblon, Carta Maior / Blog das Frases



"Há certo gosto de decepção no ar. O conservadorismo que durante meses, anos, cultivou o julgamento do chamado mensalão como uma espécie de terceiro turno sanitário, capaz de redimir revezes acumulados desde 2002 no ambiente hostil do voto, de repente percebe-se algo solitário na festa feita para arrebanhar multidões.

Como assim se os melhores buffets da praça foram contratados; a orquestra ensaiou cinco anos a fio e o repertório foi escolhido a dedo?

Por que então a pista está vazia?

Pouca dúvida pode haver, estamos diante de um evento de coordenação profissional.

O timming político coincide exatamente com o calendário eleitoral de 2012; a similitude e a precedência comprovadas do PSDB na mesma e disseminada prática de caixa 2 de campanha --nem por isso virtuosa--, e que ora distingue e demoniza o PT nas manchetes e sentenças, foi enterrada no silêncio obsequioso da mídia.

Celebridades togadas não sonegam seu caudaloso verbo à tarefa de singularizar o que é idêntico.Tudo caminha dentro do figurino previsto, costurado com o afinco das superproduções, o que falta então?

Apenas o essencial: a alegria do povo.

A população brasileira não tem ilusões. Ninguém enxerga querubins no ambiente nebuloso da luta política. Consciente ou intuitiva, ela sabe a seu modo que a política brasileira não é o que deveria ser: o espaço dos que não tem nenhum outro espaço na economia e na sociedade.

A distância em relação ao ambiente autofestivo da mídia condensa essa sabedoria em diferentes versões.

Privatizada pelo financiamento de campanha a cargo dos mercados, a política foi colonizada pelos mercadores. Afastada do cidadão pelo fosso cravado entre a vontade da urna e o definhamento do voto no sistema representativo, a política é encarada exatamente como ela é: um matrimônio litigioso entre a esperança e a decepção.

O PT do qual se cobra aquilo que não se pratica em muitos círculos - à direita e à esquerda - é protagonista dessa ambiguidade; personagem e cronista dos seus limites, possibilidades e distorções.

Que tenha aderido à lógica corrosiva do financiamento eleitoral vinculado ao caixa 2 das empresas e , ao mesmo tempo, protagonizado um ciclo de governo que faz do Brasil hoje o país menos desigual de sua história (de obscena injustiça social), ilustra a complexidade desse jogo pouco afeito a vereditos binários."
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Posted: 31 Aug 2012 08:20 AM PDT
José Roberto de Toledo , Estadão.com.br



"Os primeiros dez dias de horário eleitoral em São Paulo serviram para Fernando Haddad (PT) capturar eleitores simpatizantes do PT que estavam dispersos entre outros candidatos a prefeito. O único que não perdeu seus petistas foi Celso Russomanno (PRB). Já a queda de José Serra (PSDB) não foi apenas na intenção de voto. Ele perdeu também a condição de favorito dos eleitores.

Haddad pulou de 23% para 40% entre os eleitores que se declaram simpatizantes do PT e ultrapassou Russomanno nesse segmento. O candidato do PRB permaneceu com 30% de intenção de voto entre os petistas. José Serra (PSDB) e Paulinho da Força (PDT) estão entre os que mais perderam petistas. Também caiu a taxa dos que diziam que votariam em branco e nulo. Tudo graças às aparições de Haddad ao lado de Lula nos programas de TV.

Na simulação de segundo turno com Russomanno, Serra perdeu oito e o candidato do PRB ganhou nove pontos. Foi uma transfusão direta de eleitores do tucano, porque a taxa de brancos e nulos ficou estável. Se os dois disputassem o turno final hoje, Russomanno ganharia por 51% a 27% e ficaria com a maioria dos eleitores de todos os outros candidatos.

Serra também perdeu o favoritismo do eleitorado. Hoje, 33% acham que Russomanno será o próximo prefeito, contra apenas 29% que apostam em Serra. Há duas semanas, 46% faziam suas apostas no tucano. O petista Haddad tem o favoritismo de 13% do eleitorado.
A queda de Serra é um sinal de que parte do eleitorado antipetista começou a calcular quem tem mais chances de derrotar Haddad. Ao comparar a tendência da intenção de voto de Serra e Russomanno, e a rejeição de um e outro, pragmaticamente pulou do tucano para o candidato do PRB.

A campanha de Serra cometeu um erro estratégico tão fundamental que pôs em risco as chances do tucano. Ao selar um pacto de não-agressão com Russomanno, abriu caminho para o candidato do PRB crescer no eleitorado antipetista. Confundiu o efeito memória com voto consolidado no tucano. Mas como a campanha de 2010 já mostrara, "recall" não é intenção de voto. E Serra desidratou, espremido entre Haddad e Russomanno."


Posted: 31 Aug 2012 07:44 AM PDT


Posted: 31 Aug 2012 06:54 AM PDT
"Pesquisa Ibope publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo desta sexta-feira 31 fotografa, tecnicamente empatados no segundo lugar, o tucano José Serra, com 20%, e o ascendente Fernando Haddad, do PT, com 16%; diferença de quatro pontos está dentro da margem de erro; na ponta, com folga, Celso Russomano, do PRB, marca 31%; ele já está lá?





Pesquisa Ibope publicada nesta sexta-feira 31 pelo jornal O Estado de S. Paulo aponta uma situação de empate técnico na disputa pelo segundo lugar para a Prefeitura de São Paulo. Com Celso Rumanno em primeiro lugar, com 31% de intenções de votos, o levantamento traz José Serra, do PSDB, em segundo, com 20%, e Fernando Haddad, com 16%, em seus calcanhares, mas tecnicamente empatado com ele em razão da margem de erro de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. Em relação ao último levantamento do instituto, fechado em 15 de agosto, o tucano perdeu seis pontos, enquanto o petista subiu sete.

A notícia é um verdadeiro sonho realizado para o PT em meio às turbulências causadas pelo julgamento da Ação Popular 470, o chamado mensalão, no Supremo Tribunal Federal, que já condenou o ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Ele renunciou à sua candidatura a prefeito de Osasco, cidade vizinha à capital.

Ao mesmo tempo, é um pesadelo para o PSDB de Serra. O partido, na capital, não 'comprou' a candidatura do ex-governador, que vê sua rejeição aumentar e intenções de voto migrarem para Russomanno. Notícia divulgada pela colunista Mônica Bergamo mostrou que até mesmo entre os eleitores ricos há dúvidas sobre se Serra, uma vez eleito, manterá o compromisso de governar a cidade pelo mandato inteiro. O candidato teve de dar explicações neste sentido em reunião montada para ele pelo empresário da noite José Vitor Oliva, em sua casa no bairro do Morumbi.

Haddad cresceu de 9% para 16% desde a pesquisa anterior, feita entre 13 e 15 de agosto. Como a margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos, Serra pode ter de 17% a 23% e Haddad, de 13% a 19% - daí o empate técnico. O candidato do PT tem usado a TV para promover sua ligação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff. Já Serra perdeu a posição de líder e agora vê ameaçadas suas chances de chegar ao segundo turno.

Russomanno, enquanto isso, marcou, agora, os mesmos 31%  registrados na pesquisa anterior, indicando que pode ter chegado em seu teto de intenções. Ele conta com o apoio das igrejas pentecostais, especialmente a Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo.

Serra não tem ao seu lado nenhum grande cabo eleitoral, enquanto Haddad aparece a tiracolo, em seus programas no horário eleitoral gratuito da tevê, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A partir de agora, terá o apoio da senadora Marta Suplicy e já anunciou a participação da presidente Dilma na sua campanha.

A pesquisa mostra que, num hipotético segundo turno entre Russomanno e Serra, o primeiro venceria por 51% a 27%. Na pesquisa espontânea para primeiro turno,  Russomanno tem 24%, Serra, 16%, e Haddad, 12%.

O candidato do PSDB é o líder no quesito rejeição - 34% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum. Russomanno tem 8% e Haddad, 13%."



Posted: 31 Aug 2012 06:20 AM PDT




"Aliados de Gilberto Kassab (PSD), prefeito de São Paulo, querem que o candidato do PSDB à prefeitura da cidade, José Serra, o defenda na propaganda eleitoral televisiva. Kassab, que apoia Serra, teve sua gestão criticada na campanha de adversários do tucano. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

A equipe do prefeito não quer que os ataques (que são, em sua maioria, em relação à saúde, educação e transporte) façam com que o mandato acabe com uma avaliação negativa. Os kassabistas dizem que o prefeito "apanhou calado" dos adversários de Serra e esperam uma defesa mais incisiva."


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