quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Via Email: BRASIL! BRASIL!



BRASIL! BRASIL!


Posted: 26 Sep 2012 05:54 PM PDT
Saul Leblon, Carta Maior / Blog das Frases


"O desequilíbrio emocional do relator Joaquim Barbosa na sessão desta 4ª feira do STF escancara o papel híbrido - e temerário - assumido por ele desde o início desse julgamento. Barbosa ora veste a toga de relator, ora de acusador; faz as vezes de juíz e de Ministério Público, ao mesmo tempo e com igual intensidade. Alterna-se nesse trasformismo à sua conveniência e arbítrio. Causa constrangimento seu descontrole. Acima de tudo, preocupa os riscos dessa escalada.

A espiral ascendente desenha uma linha de colisões que atropela os limites e a liturgia da função, desrespeita a presunção de inocência dos réus e agride os demais membros do Supremo. Sobretudo o revisor, no seu papel sagrado de contemplar um segundo olhar sobre cada linha do processo, tem sido alvo da intolerância dessa toga que se evoca uma suficiência ubíqua estranha ao Direito - exceto em um tribunal de exceção.

Em qualquer sociedade onde impera o Estado de Direito, comportamento assemelhado autorizaria arguir se os extremos dessa conduta já não teriam resvalado a fronteira do impedimento. Não basta apenas conhecimento jurídico fascicular. A missão de relator pede serenidade, equilíbrio e grandeza histórica.

Foi esse o sentido da advertência figurativa feita pelo cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, quando declarou a Carta Maior: "A cabeça de um juiz não pode pensar como a de um taxista" (leia a íntegra nesta pág).

A figura algo caricata que vai se delineando sob a toga híbrida pode dar razão aos temores mais pessimistas de segmentos democráticos e ecumênicos da sociedade brasileira, signatários de um manifesto de ampla adesão nos meios artísticos e culturais.

A volúpia condenatória ameaça a isenção e o contraditório. São esses os requisitos que diferenciam um julgamento de um linchamemto, mutação abertamente encorajada por certa mídia, mas que não pode contagiar o relator, a ponto de ser capturado como personagem desfrutável de um simulacro de Justiça."


Posted: 26 Sep 2012 05:34 PM PDT
Miguel do Rosário , Blog: O Cafezinho


"O ambiente político brasileiro, como sempre, está em chamas. Uns falam em preparação de um golpe branco, através do conluio entre mídia, judiciário e oposição partidária. A mídia, por sua vez, ridiculariza essas suspeitas. Presidentes dos principais partidos da base aliada divulgaram há pouco uma carta aberta em que denunciam a politização do julgamento do mensalão e a tentativa espúria, por parte de setores da imprensa, de macular a honra e a história do ex-presidente Lula.

Difícil se posicionar, ainda mais num momento eleitoral, que polariza e radicaliza as opiniões. Quem tenta ponderar acaba sendo arrastado para um dos extremos, ou então sendo visto com desconfiança por ambos os lados.

Não há meio termo. A internet ajuda a radicalizar as opiniões e cada um escolhe seu campo. Há alguns meses li um artigo do Pedro Doria mencionando um estudo que mostra a tendência à radicalização no ambiente virtual. Como se escreve sempre para o mesmo grupo de opinião, cria-se um ciclo vicioso que gera um radicalismo cada vez maior e mais polarizado.

Ponderar é chato, recende a insegurança, oportunismo, covardia. No entanto, é necessário, inclusive para os que se envolvem de corpo e alma nas lides políticas. Na Guerra do Peloponeso, o clássico de Tucídides, os grandes momentos literários são os discursos dos generais procurando incutir bravura nos soldados. Um dos mais belos é o de Péricles, falando aos atenienses. Ele é um dos mais inflamados partidários da guerra contra os peloponésios, porque entende que ela é inevitável e os atenienses, portanto, devem tomar a iniciativa antes que seja tarde. No entanto, quando os peloponésios, que tinham substancial superioridade numérica na infantaria (soldados em terra) invadem a Ática, o líder ateniense insta seu exército, tanto seu como dos aliados, a não contra-atacarem. Não era a primeira vez que Atenas tinha agido assim. Na guerra contra os persas, os atenienses chegam a abandonar a cidade e seus campos, e refugiam-se em seus barcos e nas ilhas próximas."
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Posted: 26 Sep 2012 05:15 PM PDT



Posted: 26 Sep 2012 05:12 PM PDT
"Semana sim, semana sim, aparecem um e outro defendendo a exceção contra o ex-presidente; dizendo que ele 'cansou', Marco Antonio Vila aponta o beco da aposentadoria para Lula; o que cansa mesmo são esses inimigos de classe



Marco Damiani, Brasil 247

Nos tempos em que eu cobri para o jornal Voz da Unidade, do PCB, as históricas greves dos metalúrgicos de Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema, na Grande São Paulo, na virada das décadas 1970-1980, lembro que, no estádio de Vila Euclides, durante as assembleias que reuniam cerca de 100 mil operários cada uma, e também fora dele, os trabalhadores diziam: 'Mexeu com o Lula, mexeu comigo". O líder, afinal, corria risco permanente de ser preso e, a certa altura, foi o que ocorreu, tal o incômodo que o desafio representava para o regime militar. Só a cana para segurar seu ímpeto, pensaram, mas isso também não deu certo.

A ameaça a Lula, agora, vem da bossalidade irresponsável de certos articulistas. Mesmo sob o título de historiadores, como esse Marco Antonio Vila, em artigo em página nobre de O Globo da terça-feira 25, eles pregam a exceção para o ex-presidente da República, tal qual queria o regime militar que Lula, com outros – mas nem todos --, ajudou a derrubar. Vila, por exemplo, tenta jogar Lula no beco da aposentadoria precoce, dizendo que ele já "cansou".

Cansou o que, a beleza do autor daquele traque? Só se for. A beleza dele e de, lamente-se, uns tantos preenchedores de páginas de jornal e internet com textos que pregam até mesmo o rompimento da legalidade para tirar Lula do cenário político."
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Posted: 26 Sep 2012 09:39 AM PDT
"Para o xororô da mídia conservadora, presidente cada vez mais diz o que pensa, marca posição e faz o que considera certo; no exterior (acima, com Obama, ontem), atacando a ortodoxia com que a crise financeira vai sendo enfrentada e o militarismo; internamente, leal a compromissos populares, ela se recusa, por mais que artigos de jornal a empurrem, a quebrar sua lealdade com Lula


Brasil 247

O sonho dos políticos, pensadores e da mídia conservadora nacional de ver a presidente Dilma Rousseff romper, ainda que minimamente, seus compromissos com o ideario defendido por ela mesma com sangue e garra, em seus tempos de enfrentamento à ditadura militar, acaba de acabar. Ontem, ao inaugurar a assembleia gera da ONU, a presidente não apenas reafirmou as críticas que têm feito à maneira conservadora com que os países ricos enfrentam a crise financeira internacional, mas ampliou o leque de atenções do Brasil na direção de governos expulsos do chamado main stream internacional, como as nações africanas, o Estado da Palestina e Cuba. Cunhando a expressão "islamofobia" e atacando abertamente a histórica política dos países ricos de armarem oposições a governos que não lhes interessam mais - no caso presente, e citado nominalmente pela presidente, da Síria --, Dilma fez como se batesse com a mesma luva de pelica em todo o G-7, o bloco dos países ricos, e, especialmente nos Estados Unidos do presidente Barack Obama. Sem concessões, ela condendou a escalada armamentista e, em troca, ofereceu a altertativa da produção de alimentos como verdadeira ferramenta da paz.

Aqui, os conservadores se apressam em dizer que, desse modo, o País continuará rumando pela pista lateral das grandes vias globais, enquanto a presidente acredita que, sem ganhos reais na política de vassalagem praticada em outros tempos - e que ela, por personalidade, não sabe interpretar -, somente pela reafirmação da altivez o Brasil poderá ser ouvido e respeitado. Não poderia haver, para esse script, melhor atriz do que a verdadeira Dilma."
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Posted: 26 Sep 2012 09:17 AM PDT
Mário Augusto Jakobskind, Direto da Redação


"Uma pergunta que não quer calar: como se explica o fato de a ação na Suécia contra Julien Assange, o fundador do site Wikleaks, praticamente ter saído do noticiário? O que terá acontecido?

Notícias procedentes da capital sueca, quase não divulgadas, dão conta de que os advogados de defesa de Assange descobriram que o material de prova sobre o qual se baseou toda a acusação até agora não contém DNA do acusado.

O fundador do WikiLeaks vem sendo acusado de ter abusado sexualmente de uma mulher e por isso foi aberta uma ação penal contra ele. Como se sabe, por temor de ser extraditado da Suécia para os Estados Unidos, onde pode até ser condenado à morte ou pegar prisão perpétua, Assange pediu asilo ao Equador e se encontra na Embaixada daquele país em Londres à espera do governo britânico permitir a viagem para Quito.

Os advogados de Assange, com base em relatório de cem páginas da investigação policial que contém os depoimentos  das vítimas e laudos periciais, demonstraram que o material recolhido do preservativo apresentado como prova pela mulher que se diz vítima de estupro não contém DNA do acusado.

Os advogados encaminharam pedido para que se investigue a possibilidade de a acusadora ter encaminhado material falso à polícia, o que, se comprovado, acarretará a anulação de todo o processo. Aguarda-se agora manifestação do Procurador Geral da Justiça sueca sobre o relatório da investigação policial.

Assange não pode correr o risco de sair de Londres rumo a Suécia, porque se isso acontecer, a Justiça de lá poderá conceder o que os Estados Unidos tanto querem, ou seja, a extradição para julgá-lo e condená-lo à pena rigorosa.

Inicialmente, o governo britânico, acenou com a possibilidade de prender Assange, até mesmo invadindo a sede da embaixada equatoriana. Mas diante das pressões limitou-se a dizer que não permitiria a saída do local rumo ao aeroporto."
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Posted: 26 Sep 2012 09:10 AM PDT


Posted: 26 Sep 2012 08:49 AM PDT
Folha de S. Paulo


"As taxas de juros cobradas de consumidores e empresas voltaram a recuar em agosto. Segundo nota do Banco Central divulgada nesta quarta-feira (26), a taxa de juros média do mercado caiu 0,6 pontos percentuais no mês passado, para 30,1% ao ano, menor patamar da série iniciada em 2000.

Essa taxa é quase 10 ponto percentuais menor do que a observada um ano antes.

No caso da pessoa física, os juros médios anuais recuaram para 23,1%, queda que foi puxada principalmente pela diminuição da taxa média cobrada no cheque especial, para 148,6% ao ano.

Os juros cobrados das empresas cairam para 35,6% ao ano, movimento puxado pela redução da taxa da conta garantia, para 100% ao ano, informou o BC."
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Posted: 26 Sep 2012 07:58 AM PDT
Diogo Alcântara, Portal Terra




"O governo da presidente Dilma Rousseff obteve aprovação de 62% da população, segundo pequisa Ibope de 2012 - índice maior do que o registrado em junho, de 59%.O levantamento, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o instituto Ibope, foi divulgado nesta quarta-feira. O número de cidadãos que confiam na presidente foi de 73%. O resultado é 1 ponto percentual maior do que em relação à última pesquisa, que apontava 72% de confiança.

A pesquisa foi realizada com 2002 pessoas de 143 cidades brasileiras entre 17 e 21 de setembro. O período compreende o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), processo sobre o maior escândalo político do antecessor e mentor político de Dilma, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Corte está debruçada sobre o tema desde o dia 2 de agosto e agora analisa o chamado núcleo político, que inclui políticos importantes, como o ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.

Segundo a pesquisa, as notícias mais lembradas pela população durante a pesquisa foi o julgamento do mensalão (citado por 16% dos entrevistados) e o anúncio de redução das tarifas de energia elétrica, com 11% de citação. A aprovação na maneira de governar da presidente se manteve estável, com 77%, mesmo registro das pesquisas divulgadas em marçoo e em junho.

Como contraponto, no segundo semestre, a presidente vem ampliando a chamada agenda positiva na qual lançou programas de desoneração. O último foi o anúncio do barateamento da conta de luz a partir de 2013, por meio de desoneração. A promessa do governo é reduzir o preço pago pela energia em 16% para o consumidor particular e 28% para o setor produtivo. Os percentuais foram anunciados pela própria presidente em pronunciamento em cadeia de rádio e televisão.

As áreas de atuação do governo que mais aprovaram a população foram o cobate à fome e a pobreza (60%), o combate ao desemprego (57%) e também as políticas de meio ambiente (54%). Por outro lado, saúde, impostos e segurança pública encabeçam a lista de maior desaprovação com 65%, 57% e 57% respectivamente. Para 57% dos entrevistados, o governo Dilma está sendo igual ao governo Lula.
A pesquisa CNI/Ibope é feita por amostragem, tem margem de erro de dois pontos percentuais e confiabilidade de 95%."


Posted: 26 Sep 2012 07:04 AM PDT
"Em São Paulo, o Datafolha ficou sozinho, apontando uma vantagem de seis pontos de José Serra (esq.) sobre Fernando Haddad; em Curitiba, Rafael Greca (dir.) vem sendo ignorado pelos institutos e um pesquisador da Vox Populi foi flagrado entrevistando um funcionário do comitê do prefeito Luciano Ducci; manipulações em pesquisas, ajustadas apenas na reta final, são ainda um câncer na democracia brasileira


Brasil 247

Nas eleições presidenciais de 2010, foi inesquecível a entrevista do dono do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, às páginas amarelas da revista Veja: "Lula não fará seu sucessor". Ele afirmava que o teto de Dilma seria de 15% a 20% e, como se sabe, ela é hoje presidente da República.

Institutos de pesquisa têm hoje um bom álibi para seus erros nas fases iniciais do processo eleitoral. Como não se trata de uma ciência exata – e é possível "operar" as margens de erro, em geral de três pontos percentuais – muitas vezes são feitos ajustes para favorecer os candidatos aos quais os institutos são ligados, nem sempre de forma transparente.

Nas eleições atuais, dois casos chamam atenção. Em São Paulo, o ex-governador e ex-prefeito José Serra apareceu no Datafolha, com 21% contra 15% de Fernando Haddad, numa surpreendente arrancada, após várias semanas de queda. Ocorre que outros dois institutos, o Vox Populi e o Ibope apontaram resultados divergentes e praticamente iguais – em ambos, Fernando Haddad, do PT, tem 18% e o tucano José Serra vem em seguida com 17%.

Em Curitiba, a situação parece ser ainda mais grave. O prefeito Luciano Ducci, do PSB, que tem ainda o apoio do governo estadual, mas vinha sendo mal avaliado, de repente dispara e começa a polarizar a eleição com o candidato Ratinho Júnior – uma espécie de Celso Russomano paranaense, que atrai os votos da nova classe média e do lumpesinato."
Matéria Completa, ::AQUI::


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Francisco Almeida / (91)81003406
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