quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Via Email: BRASIL! BRASIL!



BRASIL! BRASIL!


Posted: 08 Nov 2012 04:53 AM PST
"Tese é do escritor moçambicano Mia Couto. "Acredita-se que a periferia pode dar futebolista, cantor, dançarino. Mas, poeta? Pensamento próprio, isso não"


Daniel Mello, Agência Brasil

O escritor moçambicano Mia Couto disse, em São Paulo, que impedir a população mais pobre de pensar por si mesma é uma prática racista. "Acredita-se que a periferia pode dar futebolista, cantor, dançarino. Mas, poeta? No sentido que o poeta não produz só uma arte, mas pensamento. Isso acho que é o grande racismo, a grande maneira de excluir o outro. É dizer: o outro pode produzir o que quiser, até o bonito. Mas, pensamento próprio, isso não".

O escritor, que já recebeu diversos prêmios, como o da União Latina de Literaturas Românicas, visitou ontem (7) o sarau da Cooperifa. O evento é realizado toda quarta-feira no Bar do Zé Batidão, na região do Jardim Ângela, zona sul paulistana. Nessas reuniões, que ocorrem há 11 anos, crianças, adolescentes e adultos se revezam ao microfone para recitar poesia.

"É uma coisa nova que me acontece no Brasil, estar em um lugar como este", disse ao começar o bate-papo com a plateia que lotou a laje do bar para ouvi-lo. Couto já esteve no país em várias ocasiões, mas só na noite de ontem satisfez a vontade de conhecer a periferia de uma grande cidade.

"Faltava-me essa experiência", ressaltou. "Eu queria visitar a periferia de uma cidade brasileira pela mão de amigos, pela mão de gente da periferia", acrescentou o autor que também se sente procedente de um lugar periférico."Sou filho de portugueses que migraram nos anos 1950 para uma pequena cidade. Moçambique já é uma periferia. Eu sou da periferia da periferia, porque é uma cidade pequena".

A identificação com a periferia da zona sul de São Paulo também está, segundo Couto, na resistência à condição de invisibilidade. Para ele, os moçambicanos têm buscado força para dizer: "queremos permanecer, queremos ser parte do mundo, queremos ser parte de um universo que não é sempre periferia".
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Posted: 07 Nov 2012 04:27 PM PST
Eduardo Guimarães. Blog da Cidadania


"Em um momento em que a região metropolitana de São Paulo – e, sobretudo, a capital paulista – vive um clima do mais puro terror ao menos em suas regiões periféricas e nas cidades do entorno, vale uma análise sobre uma parcela dessa sociedade que, tal qual a imprensa local, caiu em um dos mais escandalosos contos do vigário.

Ano que vem, completar-se-ão dezoito longos anos desde que o PSDB venceu a primeira eleição para o governo do Estado de São Paulo. Em 1994, o partido elegeu Mario Covas. Reelegeu em 1998, em 2002 elegeu Geraldo Alckmin, que ficou no cargo até 2006, quando José Serra se tornou governador. Em 2010, Alckmin voltou ao governo do Estado.

Nessas quase duas décadas de governos tucanos em São Paulo, ocorreu um fenômeno estranhíssimo. Embora a mídia paulista (liderada por Folha de São Paulo, Estadão e revista Veja, além das televisões e rádios locais) venha tratando de exaltar os "êxitos" na Segurança Pública que teriam sido logrados pelo governo tucano, não é isso o que se nota no cotidiano.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, sob comando do PSDB, do quarto trimestre de 1995 (primeiro ano do governo tucano do Estado) para o terceiro trimestre de 2012 o número de homicídios dolosos (quando há intenção de matar) despencou de 2.388 para 1.143. Isso quando São Paulo vive um terror que, há 18 anos, era impensável neste Estado.

Tudo isso se deve a uma parceria entre imprensa local e governo do Estado que alardeia dados falsos que uma classe média idiotizada compra acriticamente apesar de não ser raro que seja vitimada por essa violência e criminalidade que desde 1995 cresce sem parar."
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Posted: 07 Nov 2012 04:17 PM PST



Posted: 07 Nov 2012 04:07 PM PST
José Antonio Lima, CartaCapital


"Os norte-americanos reelegeram Barack Obama para mais quatro anos de mandato na terça-feira 6. No mesm0 dia, o eleitor aprovou mudanças importantes que terão impacto nas políticas públicas não apenas dentro do país, mas também no exterior. Confira abaixo alguns dos resultados positivos que emergiram das urnas nos Estados Unidos.

1 – Dois Estados legalizam a maconha




Elizabeth Miller, de 20 anos, vota em Boone,
no Colorado. O Estado legalizou o uso
recreativo da maconha.
Foto: Doug Pensinger/Getty Images/AFP
Os eleitores do Colorado e de Washington aprovaram a legalização da maconha para uso recreativo por adultos. É um passo polêmico, mas extremamente importante. Uma análise minimamente razoável da "guerra às drogas" é capaz de constatar que ela, além de não conseguir conter o uso de entorpecentes, ela transformou o mundo, e particularmente a América Latina, num lugar mais perigoso. O continente produz e serve como ponto principal de transporte para a droga usada nos Estados Unidos, um dos líderes do consumo mundial. É por esse motivo que presidentes e ex-presidentes latinos (como Fernando Henrique Cardoso) defendem a descriminalização das drogas. A partir de agora, as legislações do Colorado e de Washington serão conflitantes com a nacional dos EUA, que proíbe qualquer posse ou venda de maconha. A discussão a respeito do assunto nos Estados Unidos é capaz de tornar o debate no resto do mundo mais racional e menos apaixonado.

2 – Número de mulheres no Senado é recorde



Elizabeth Warren, professora de Harvard, comemora
eleição ao Senado por Massachusetts. Ela ganhou
fama ao fazer duras críticas a Wall Street durante o
auge da crise financeira e econômica.
Foto: Darren McCollester/Getty Images/AFP
O próximo Senado dos Estados Unidos terá um número recorde de mulheres. Serão pelo menos 19 de um total de cem parlamentares na Casa, contra as 17 atuais, o recorde antigo. As mulheres se destacaram principalmente no Partido Democrata, graças à tese de que alguns membros do Partido Republicano, como Richard Mourdock e Todd Akin (leia abaixo), estariam realizando uma "guerra às mulheres". As seis senadoras democratas que disputavam a reeleição venceram. Duas democratas eleitas serão as primeiras mulheres a representar seus Estados – Elizabeth Warren em Massachusetts e Tammy Baldwin no Wisconsin. Tammy é também a primeira senadora abertamente homossexual a ser eleita. Outra democrata, Mazie Hirono, é a primeira senadora de origem asiática do Havaí. Segundo a rádio pública NPR, 33% das disputas ao Senado tinham uma candidata viável, número significativo já que, mesmo quando conseguem se candidatar, as mulheres têm problemas para financiar suas campanhas. A participação das mulheres no Congresso norte-americano ainda é considerada baixa (cerca de 17%), mas o resultado no Senado comprova um aumento sistemático da participação delas na tomada de decisões. Em 1991, havia apenas duas senadoras nos Estados Unidos. O resultado deste aumento de participação é óbvio, como disse em entrevista Barbara Lee, líder de uma fundação que busca ampliar a representação legislativa das mulheres. "Quanto mais mulheres em cargos eletivos, mais barreiras são dissipadas".
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Posted: 07 Nov 2012 03:53 PM PST
Ministros chegam ao STF para retomada do julgamento da Ação Penal 47
"Advogado diz que publicitário mineiro passou ao MP informações sobre políticos ligados ao PSDB e que mídia faz 'vazamentos seletivos'


Maurício Thuswohl, Rede Brasil Atual 

A retomada hoje (7) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do julgamento da Ação Penal 470, que trata do caso do mensalão, ocorre em um momento em que as movimentações em torno do réu Marcos Valério trazem novamente à tona alguns questionamentos à condução do processo. Seja pelos critérios jurídicos pouco usuais adotados pelos julgadores, seja pela condução política que os setores conservadores da sociedade, amplificados pela grande mídia, tentam impor ao STF e à Procuradoria Geral da República, o julgamento do mensalão, antes mesmo da definição das penas que serão imputadas aos condenados, reforça seu aspecto de episódio único na história política – e jurídica – brasileira.

Depois de inovar ao desprezar o chamado "ato de ofício" para configurar o crime de corrupção e resgatar o pouco utilizado princípio do "domínio do fato" para condenar réus sem provas materiais, o STF voltou a agir de forma pouco usual na definição da dosimetria (tamanho) da pena de Valério. No lugar do conceito da "continuidade delitiva", pelo qual se toma como base a pena do crime mais grave cometido pelo réu e depois se calcula um percentual de acréscimo, os ministros optaram por simplesmente somar as penas em concurso material.

Esse método possibilitou a pesada condenação de Valério, muito bem explorada pela mídia: 40 anos, seis meses e um dia. Contando com o susto que essa pena, que garante ao condenado sete anos de regime fechado, certamente causou no publicitário mineiro, os "condutores" do processo do mensalão na mídia e no Congresso Nacional passaram automaticamente a trabalhar com a possibilidade de que algum tipo de delação feita por Valério venha a trazer outros personagens para dentro do julgamento. O principal alvo é mais uma vez o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Um pedido feito em setembro pela defesa de Valério para que o réu seja encarado como colaborador do processo do mensalão e possa ter sua pena reduzida foi a deixa para que setores da mídia já antecipassem "bombas" como a possível participação de Lula e do ex-ministro Antonio Palocci no suposto esquema de recebimento de recursos ilegais ou a compra de uma "testemunha" do assassinato do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, há dez anos. As revelações, não comprovadas, teriam sido feitas por Valério em depoimento ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que não confirma oficialmente a conversa. A incansável revista Veja e o jornal Estado de SP, entretanto, têm publicado supostos detalhes do depoimento de Valério à PGR."
Foto: José Cruz/ABr
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Posted: 07 Nov 2012 03:43 PM PST
Marcelo Semer, Terra Magazine / Blog do Marcelo Semer


"Ele não era mais nenhuma novidade e não repetiu o mesmo discurso de esperança e glória.

Não cumpriu parte significativa de suas promessas anteriores e não foi o grande timoneiro da crise.

Ainda assim, Barack Obama reelegeu-se ontem presidente dos Estados Unidos. Venceu na maioria dos estados pêndulos (ora republicanos, ora democratas), assegurou maioria no Colégio Eleitoral e uma apertada dianteira no voto popular.

É certo que os norte-americanos não atribuem a Obama a crise herdada pela desregulamentação dos anos Bush –a farra das grandes instituições financeiras, cujos efeitos são sentidos mundo afora.

Mas talvez tenham tido receio de regressar conscientemente ao buraco negro de uma administração republicana, conservadora, belicista, fundamentalista.

O mundo agradece.

Apesar das frustrações, Obama mantém uma popularidade fora dos Estados Unidos muito superior a que tem lá dentro."
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Posted: 07 Nov 2012 03:21 PM PST
"A partir da segunda metade do século 20, em meados dos anos sessenta, intensificaram-se as grandes lutas de libertação nacional onde os Países do terceiro mundo foram emblemáticos na virada da página de um período histórico que representou a um só tempo entusiasmada esperança, incertezas e promessas de emancipação social.


Eduardo Bomfim, Vermelho

Mas a última década do século passado iniciou-se sob o domínio da nova ordem neoliberal (com a hegemonia arrasadora do capital financeiro e o fundamentalismo de mercado) e suas devastadoras consequências de abrangência multilateral que se estendem aos dias atuais como tendência mundial ainda determinante.

A atual crise global do capitalismo apresenta explícitos sinais de fadiga do trinômio globalização/desregulamentação/privatização tanto no âmbito econômico como social, geopolítico. Dia após dia a realidade internacional fica mais instável, absurdamente perigosa, revelando uma civilização regressiva imposta à humanidade.

E mais uma vez as nações emergentes, especialmente da América Latina, demonstram sinais de resistência, agora contra as políticas da velha "nova ordem mundial".
Nesse contexto a vitória nas eleições municipais em São Paulo e grandes centros urbanos do campo político que se opõe às orientações neoliberais ortodoxas no Brasil, apresenta significativa acumulação de forças para as batalhas políticas que se avizinham."
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Posted: 07 Nov 2012 02:14 PM PST
Altamiro Borges. Blog do Miro


"A mídia nativa desembestou de vez. Após a frustração com os resultados das eleições de outubro, em que o "show" do julgamento do "mensalão" não produziu os efeitos desejados, ela decidiu partir para o tudo ou nada. Ela não está satisfeita com o "fuzilamento midiático" de Dirceu, Genoino e Delúbio. Ela quer a cabeça de Lula, pautando os seus jagunços do PPS e do PSDB. Mas o alvo maior, no sinal das contas, é o próprio governo Dilma. Prova disto é a série de "reporcagens" do jornal O Globo sobre o Programa Bolsa Família.

O triste nesta história toda é que a presidenta não toma atitudes diante da ofensiva midiática. Ela se recusa a discutir com a sociedade um projeto de democratização dos meios de comunicação, que garanta maior diversidade e pluralidade informativas. Insiste em dizer que a melhor forma de se contrapor às manipulações dos barões mídia é através do "controle remoto". Ingenuidade ou pusilanimidade? O que falta para o governo tomar uma atitude política neste terreno estratégico?"
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Posted: 07 Nov 2012 07:33 AM PST




A maioria preferiu as medidas econômicas
adotadas por Obama ao retorno do
American Dream proposto por Romney

Gianni Carta, CartaCapital
"Não foi uma vitória histórica como aquela de 2008. No entanto, a reeleição de Barack Obama, em plena crise econômica, representa a escolha da igualdade social para todos os cidadãos perante a Constituição. Por tabela, foi derrotada a pior face do conservadorismo norte-americano encarnado por Mitt Romney.

Romney, aliado do Tea Party e de outras legendas de ultradireita a impor seus credos antiliberais no povo, teria disseminado o egoísmo ultraliberal. Seria difícil confiar em um presidente com contas em paraísos fiscais como o faz Romney.

Obama, por sua vez, decepcionou aqueles que viam o carismático e articulado negro como o sucessor de Franklin Roosevelt. Faltou audácia ao 44º presidente. E será difícil que no segundo mandato ele se torne mais combativo.

O primeiro mandato do centrista Obama, contudo, tem de ser avaliado no contexto da profunda crise econômica. Ele evitou o colapso da economia sem recorrer a programas de austeridade, estabeleceu um sistema de saúde universal, e salvou a indústria automobilística.

Apesar da criação de postos de trabalho, o nível de desemprego – 8% – continua alto. A dívida pública explodiu. Mesmo assim, na semana passada uma maioria dos entrevistados por uma enquete Gallup revelava, pela primeira vez desde 2007, que dentro de um ano a situação econômica estará melhor.


Em suma, o voto em Obama é uma aposta em uma economia mais saudável sob um programa de medidas coerentes e não neoliberais. Colherá Obama os frutos de suas reformas econômicas? O tempo dirá. Fundamental, vale repetir, é que a maioria de um país dividido preferiu as medidas econômicas adotadas por Obama ao suposto retorno do American Dream proposto por Romney."
Foto: AFP / Jewel Samad
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Posted: 07 Nov 2012 06:23 AM PST



Posted: 07 Nov 2012 06:22 AM PST


Casa da jovem blogueira foi apedrejada
após ameaças de pintor de sua escola
Redação, PortalIMPRENSA


"Na última segunda-feira (5/11), a casa da estudante Isadora Faber, criadora da página "Diário de Classe", no Facebook, foi apedrejada, informou O Estado de S. Paulo. A avó da garota, de 65 anos, foi atingida na cabeça, de acordo com post feito pela jovem na rede social.

Segundo a aluna, dona da página em que relata problemas de sua escola e que já tem 353 mil seguidores, sua família tem sido vítima de xenofobia. Os pais dela são gaúchos, mas moram em Florianópolis (SC) há 17 anos. 

"Temos casa própria e eu nasci aqui, sou mané [termo utilizado para designar os nativos de Florianópolis] da Carmela Dutra [maternidade da cidade], não iremos sair de nossa casa. Xenofobia é crime e já está sendo investigado", afirmou Isadora.

Seu Francisco
Na terça (6/11), a blogueira escreveu outro post em que diz ter sido ameaçada por "Seu Francisco", contratado pela direção para pintar a quadra da Escola Básica Maria Tomázia Coelho, onde ela estuda. Segundo a jovem, ele recebeu o dinheiro mas não prestou o serviço.

"Seu Francisco e seu outro filho foram na escola para buscar sua filhinha, fizeram o maior escândalo comigo e meu pai, cercaram o carro e ele tava querendo briga com meu pai, dizendo que tinha que calar minha boca, que eu só falava besteiras e que nós tínhamos que sair da cidade pois não somos "nativos", escreveu.

E acrescentou. "Agora, o Seu Francisco, pega o dinheiro adiantado da pintura da quadra, não dá satisfação e não pinta a quadra e ainda se acha no direito de vir me ameaçar e ameaçar o meu pai na saída da escola e ainda se acha com razão. Que justiça é essa? Quem esta errado?" (sic). O pai de Isadora foi à delegacia prestar queixa. 

A blogueira cobrou também uma resposta da direção da escola e disse ser ameaçada pela filha do pintor, que estuda na mesmo loca. "A direção vai esperar até quando para tomar providências? Todos os dias acontece (intimidações), já falei com a diretora e nada muda."


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Francisco Almeida / (91)81003406
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