quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Via Email: BRASIL! BRASIL!




BRASIL! BRASIL!


Posted: 07 Nov 2012 04:30 AM PST



Posted: 07 Nov 2012 04:25 AM PST
"A orientação é clara: petista bom é petista preso ou esculachado nas manchetes de jornais ou em horário nobre no Jornal Nacional. Já derrubamos, na moral, Zé Dirceu, Genoíno e Delúbio, dentre outros. O alvo prioritário agora é o Luiz Inácio Lula da Silva


Lula Miranda, Brasil 247

O "documento", transcrito a seguir, foi encontrado por membros de uma comissão composta por integrantes do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e do sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo numa batida dada em bocas de notícia de favelas da mídia de São Paulo. Nessa transcrição foi, sempre que possível, corrigida a grafia e a sintaxe, mas foi preservada a linguagem, repleta de gírias de uso comum da "bandidagem", para assegurar sua autenticidade.

Para todos os irmãos das quebradas das margens fétidas do Rio Pinheiros, nas proximidades da bocada da estação de trem e metrô de Pinheiros e também a rapaziada do trecho do "Mocó do Tô numa Frias", na Barão de Limeira, mais conhecida como favela do Sovaco da Serpente e, no Rio de Janeiro, a rapaziada da invasão da Caixa de Pandora, no Jardim Botânico, determinamos que todos os irmãos têm a obrigação de enquadrar todos os folgados dos petistas e, notadamente, o tal do Lula, cujo partido apesar das denúncias e manchetes espetaculares do tal do "mensalão" ainda logrou êxito em conquistar praças eleitorais importantes, como São Paulo, e ainda conquistou 634 prefeituras nessas últimas eleições, tornando-se a legenda mais votada.

"Essas medidas estão sendo tomadas no intuito de nos defender, pois somos homens e não iremos nos intimidar com tal covardia(...)" petista, que está sorrateiramente conquistando nossas cidadelas e enfraquecendo o nosso poder.

A cada dia os irmãos deverão colocar na praça uma denúncia nova. O irmão da quebrada da podridão do Rio Pinheiros dá a lança e os irmãos das demais quebradas vão na sequência, no mesmo tom: denúncia seguida de denúncia, enquadre seguido de enquadre, mentira seguida de mentira. 

Sendo petista, vale até avacalhar. A face da vítima, a verdade, deverá ser desfigurada, para assim evitar qualquer possibilidade de reconhecimento a posteriori. Não vai ficar gambé vermelho de pé! Apareceu com camisa vermelha e estrelinha branca, pode derrubar que é inimigo. A gente vamos [sic] acabar com essa raça."
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Posted: 07 Nov 2012 04:06 AM PST
Altamiro Borges, Blog do Miro


"O jornalista Esmael Morais, sempre rápido no gatilho, acaba de postar uma notícia bombástica em seu blog. Sarcástico, ele brinca que o senador Álvaro Dias, um dos mais ácidos críticos do chamado lulopetismo, está próximo de deixar o PSDB e "bem perto de integrar a base de sustentação de Dilma, do PT". A notícia comprova que os tucanos saíram trincados das eleições municipais, bem diferente dos balanços otimistas escritos por alguns dos seus caciques e replicados pela mídia venal. Vale conferir a bomba de Esmael:

*****

Não se fala de outra coisa em Brasília e Curitiba. O senador Álvaro Dias, ainda líder do PSDB no Senado, deu uma bicuda no balde nesta terça-feira (6) ao classificar o governo do correligionário Beto Richa como um antro de "nepotismo, fisiologismo, loteamento, sem escrúpulos, balcão de negócios, promiscuidade, etc.".

Na prática, Álvaro jogou a toalha e disse que não fica mais no ninho tucano. Para corroborar com essa tese, também hoje o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná e presidente estadual do partido, deputado Valdir Rossoni, reafirmou que disputará o Senado em 2014. Em outras palavras, o PSDB vai negar a legenda para Álvaro tentar a reeleição.

A tendência é que Álvaro Dias migre para o PDT do prefeito eleito de Curitiba, Gustavo Fruet, e do seu irmão Osmar Dias, ex-senador e ex-candidato ao governo do estado em 2010. Há quem especule que o ainda tucano embarque na canoa do PMDB de Roberto Requião ou no recém-criado PSD, no Paraná comandado pelo deputado federal Eduardo Sciarra."
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Posted: 06 Nov 2012 04:45 PM PST
Mário Augusto Jakobskind, Direto da Redação


"Quando se fala em torturas e assassinatos ocorridos nos anos de chumbo no Brasil e em outros países do Cone Sul não se pode esquecer do local onde centenas de militares brasileiros foram treinados por oficiais estadunidenses. A referência é a Escola das Américas, que funcionava no Panamá e hoje funciona nos Estados Unidos. Em 2001, a escola, agora no Forte Benning, na Geórgia,  mudou de nome e país, passando a se chamar Instituto de Cooperação e Segurança do Hemisfério Ocidental.

Para se ter uma ideia, pela Escola das Américas passaram, entre outros, o general chileno Manoel Contreras, que chefiou a polícia política da ditadura de Augusto Pinochet e cumpriu até pena por assassinatos e torturas a presos políticos.

Na escola também conhecida como de assassinos, instrutores estadunidenses adestrados para esse fim seguem ensinando a oficiais latino-americanos a melhor forma de torturar. Só depois de 1996 o Brasil deixou de mandar militares treinarem na escola de assassinos.

Nos Estados Unidos, grupos progressistas que não aceitam como norma o ensino da tortura a opositores realizam protestos na entrada de Fort Benning (foto). Este ano está marcado para os próximos dias 16 e 18 de novembro novos protestos que deverão contar com a participação de milhares de ativistas e religiosos, como tem acontecido em outros anos.

Em alguns países, entre os quais a Argentina, onde crimes contra a humanidade foram cometidos, os responsáveis foram ou estão sendo julgados. Seria tema de pauta saber quantos dos condenados passaram pela Escola das Américas.

Não se pode esquecer também que pelo menos desde 1996 foram tornados públicos manuais utilizados na escola de assassinos que recomendavam a aplicação de torturas, chantagens, extorsão e pagamento de recompensas por inimigos dos regimes. O tempo passou e poucos anos depois se tornaram conhecidas as torturas praticadas por militares estadunidenses no Iraque. Foram aplicados os mesmos métodos que os da escola de assassinos que adestrou oficiais militares latino-americanos."
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Posted: 06 Nov 2012 04:31 PM PST


Manifestantes fumam maconha em
frente ao Palácio Legislativo de
Montevidéu, após uma passeata
CartaCapital / Agência France Press

"Hoje, a maconha é consumida no mercado negro (…) chega misturada com substâncias que não são necessariamente maconha" ou contém "as partes da planta que não são destinadas ao consumo humano, tais como folhas, caules e outros. A que o Estado vai fornecer é uma substância de qualidade superior a essa", afirmou nesta segunda-feira 5 Julio Calzada à imprensa.

"No mercado negro, hoje, 25 gramas de maconha custam 500 pesos (25 dólares)", disse o diretor. Depois de reuniões com "especialistas internacionais e de outras partes interessadas", determinou-se que o preço "da substância que o Estado pode distribuir de forma legal não ficará longe dessa média".

Um projeto de lei para regulamentar a produção e venda de maconha foi apresentado no início de agosto no Parlamento. O único artigo deste projeto de lei não especifica quais seriam os procedimentos para a implementação do texto. O Legislativo também tem a intenção de autorizar o cultivo de maconha para consumo pessoal.

Segundo a imprensa local, cada consumidor teria um cartão pessoal anônimo com código de barras dando direito a 40 gramas de maconha por mês. Deste modo, o governo evitaria o registro dos consumidores, tal como inicialmente discutido. "Seria um documento anônimo, sem foto, sem o nome do titular, que seria usado para controlar o consumo", disse Calzada ao jornal La Republica.


O projeto do governo visa a combater a violência gerada pelo consumo e o crescente tráfico de "pasta base", um derivado da cocaína mais barato com efeitos devastadores sobre os consumidores. Hoje, o consumo e a posse para uso pessoal de maconha não são punidos no Uruguai, mas a comercialização e o cultivo são proibidos. Estima-se que 20 mil pessoas consumam regularmente maconha neste pequeno país de 3,2 milhões de habitantes.
Foto: ©AFP / Miguel Rojo


Posted: 06 Nov 2012 04:05 PM PST
Saul Leblon, Carta Maior / Blog das Frases


"A criação de uma agência de cooperação e inteligência entre o governo de São Paulo e Brasílial é a primeira providência estrutural diante da pasmaceira de violência e incompetência que assola a maior e mais rica capital do país.

Com mais cinco assassinatos verificados na madrugada desta 3ª feira, São Paulo atingiu a apavorante marca de 290 homicídios nos últimos 60 dias. A marca da 3ª feira ficou dentro da média do período: quase 5 mortes (4,8) por dia.

O padrão equivalente a cerca de 150 mortes por mês é mais que o dobro do descalabro registrado em Ciudad Juarez, a capital conflagrada do narcotráfico mexicano. De janeiro a setembro deste ano Ciudad Juarez recolheu uma média mensal de 65 cadáveres de suas ruas, entre corpos baleados e algumas cabeças decapitadas.

São Paulo não é Ciudad Juarez. Assiste-se aqui a um surto; uma irrupção refletida no aumento de 90% no total de homicídios dos últimos dois meses, em relação ao bimestre equivalente de 2011.

Um surto de execuções, melhor dito. E isso guarda semelhança com o padrão de Ciudad Juarez. Lá e cá a matança em nada se confunde com latrocínio, o roubo seguido de morte, tampouco é fruto de confrontos eventuais entre policiais e bandidos. Esses são casos de contabilidade distinta.

A sangria desatada que interliga tristemente as estatísticas das duas cidades reflete a morfologia de uma violência planejada. Há listas de mortes programadas e jagunços a campo. Portanto, é mais assustador ainda.

O acerto de contas acontece nas ruas da maior e mais rica cidade brasileira, no estado cuja segurança pública é ordenada há 18 anos por governos do PSDB. A nominação é pertinente na medida em que a proficiência na matéria sempre foi um apanágio reclamado pelos tucanos. O que houve então?"
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Posted: 06 Nov 2012 03:57 PM PST


Ex-presidente Lula recebe prêmio
Nelson Mandela de Direitos Humanos
"Premiação reconhece contribuição do ex-presidente para a inclusão social e o combate à fome


José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta terça-feira, 6, o prêmio Nelson Mandela de Direitos Humanos, concedido pela Canadian Auto Workers (CAW), a Associação Canadense de Trabalhadores da Indústria Automotiva. A entrega ocorreu na sede da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A entidade canadense mantém relações de correspondência com a brasileira Central Única dos Trabalhadores (CUT). Lula participou da abertura da Conferência Nacional de Negociação Coletiva Metalúrgica e discursou no evento.

Durante a entrega, foi apresentado um vídeo com saudação do presidente nacional da CAW, Ken Lewenza, para quem o prêmio é um reconhecimento à contribuição do ex-presidente do Brasil para a inclusão social e o combate à fome. "Você deu enorme esperança a todos nós, mundo afora, mostrando que há alternativas ao modelo conservador de tantos governos hoje em dia", diz Lewenza na gravação. Lula também discursou no evento. O prêmio, oferecido a cada três anos a uma personalidade mundial, foi concedido a Lula em agosto deste ano. Como a agenda do ex-presidente não permitiu a viagem ao Canadá, a entrega foi transferida para a cidade onde Lula reside."
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula


Posted: 06 Nov 2012 03:04 PM PST
"Na prática, é o que está acontecendo na maior cidade do País depois que o sol se põe; ruas desertas, comércio fechado, população retraída; já são mais de 40 homicícios cometidos na Grande São Paulo, sempre à noite, apenas nos seis primeiros dias de novembro; governo estadual aceita ajuda federal; anúncio de transferência de presos pode fazer morticínio recrudescer


Brasil 247

O chamado toque de recolher já está em vigor, na prática, em muitos bairros paulistanos. E não apenas na periferia da maior cidade do País. Também nas regiões consideradas mais nobres o medo campeia. O trânsito caiu abruptamente após o rush da volta ao trabalho, a circulação de pessoas a pé se reduziu abruptamente, os sem-teto se aglomeram nos abrigos públicos, os bares e  restaurantes perderam movimento presencial, ampliando as vendas pela sistema delivery.

Assistir televisão dentro de casa, com portas e janelas bem trancadas, passou a ser o programa mais seguro para milhões de paulistanos. Muitos estão em pânico com a onda de crimes que bate à sua porta, como os moradores da região da populosa Vila Brasilândia, onde oito pessoas foram assassinadas a tiros entre a noite da segunda-feira 5 e a madrugada desta terça-feira 6. Tantos outros estão assustados com os noticiários matinais que elevam as estatísticas da criminalidade.

Este ano, até esta terça 6, as estatísticas de homicídios sobre o mesmo período do ano passado já haviam triplicado, chegando a perto de 300 pessoas mortas a tiros na Grande São Paulo. O número de PMs mortos em combate ou em horários de folga mais que dobrou, saltando de 56 em todo o ano passado para 91 entre janeiro e agora. Contam-se nada menos que 30 ônibus incendiados na região metropolitana desde o início do ano. Assaltos e estupros aumentaram também.

As circunstâncias sobre como se dá a escalada da violência são cada vez mais aterrorizantes. A policial militar Marta Umbelina da Silva foi morta a tiros, no sábado 3, diante de sua própria filha. Na segunda 5, o filho de um ex-PM foi perseguido e atacado. Um ônibus lotado, também ontem, sob ordens de ser esvaziado às pressas, foi solto ladeira abaixo para se espatifar em um muro – e matar um homem no meio do caminho. Uma empresa suspendeu a circulação de seus coletivos em razão da insegurança, e, apesar da não confirmação oficial, sabe-se que pelo uma escola da rede pública fechou suas portas na segunda 5 sob a alegação da existência do toque de recolher."
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Posted: 06 Nov 2012 07:19 AM PST



Posted: 06 Nov 2012 07:10 AM PST
"Ex-candidato a presidente da República pelo PCB de Luis Carlos Prestes e de lutas históricas, deputado Roberto Freire leva o seu PPS a entrar com pedido formal na PGR de investigação contra Lula, o líder político de origem operária que se tornou o mais popular da história do Brasil; pendurado na folha de pagamentos da máquina administrativa do PSD e do PSDB em São Paulo, ao lado dos correligionários Soninha Francine e Raul Jungmann, ele cumpre para os tucanos a missão que já foi da UDN para os militares de 1964


Brasil 247

Vaidoso, verborrágico e permanentemente mau humorado, o deputado federal Roberto Freire está a um passo de, mais uma vez, usar seu passado de ex-militante e candidato a presidente pelo PCB – o Partido Comunista Brasileiro – para contemplar interesses do PSDB.

Num movimento pessoal, não acompanhado nem mesmo pelo DEM do conservador de quatro costados senador Agripino Maia, Freire ingressa na tarde desta terça-feira 6, em Brasília, com representação na Procuradoria Geral da República por uma investigação formal contra o ex-presidente Lula. Ele quer que os promotores e todo o aparato sob a chefia de Roberto Gurgel tomem como base os disparos verbais do publicitário Marcos Valério feitos a ainda não se sabe exatamente quem, mas que foram replicados pela revista Veja, em dois textos de capa, para atalhar a carreira do ex-presidente num labirínto jurídico-policial que poderá ser aberto na forma de processo judicial.

Ao lado de figuras carimbadas de seu partido, o Freire que marchará rumo à PGR, certamente com boa cobertura de mídia, é mais um pendurado nas máquinas de benefícios da Prefeitura de São Paulo, do aliado Gilberto Kassab, do PSD, e do governo paulista, comandado pelo tucano Geraldo Alckmin. Mês sim, mês sim, o deputado nascido em Pernambuco que deve sua última eleição a José Serra, que o fez mudar o domícilio eleitoral para São Paulo para uma tentativa bem sucedida de revitalizar sua decliante carreira em seu Estado natal, busca no guichê da estatal paulistana SPTuris um jeton de R$ 12 mil pela participação em uma reunião mensal no conselho. O mesmo procedimento, em estatais do governo paulista, beneficia duas outras figuras carimbadas do PPS de Freire, a ex-candidata a prefeita Soninha Francine (Sabesp) e o ex-ministro Raul Jungmann (CET)."
Matéria Completa, ::AQUI::


Posted: 06 Nov 2012 06:58 AM PST


Posted: 06 Nov 2012 06:01 AM PST
Mauro Santayana, JB online


"Seria muito melhor que assim não fosse, mas do resultado das eleições norte-americanas de hoje dependerá o futuro imediato do mundo. As pesquisas mostram que Obama parece vitorioso, quando se trata dos votos populares, mas no sistema norte-americano é preciso que ele disponha da maioria do colégio eleitoral – o que é outra coisa. Basta lembrar que, em 2000, Al Gore obteve meio milhão de votos diretos a mais do que Bush, mas a estranha recontagem de votos na Flórida, aprovada por uma Suprema Corte engajada na direita, garantiu os sufrágios dos delegados eleitores daquele estado a Bush.

Os resultados dessa violência judiciária são os que conhecemos: atentado às Torres Gêmeas; a invasão do Iraque e do Afeganistão; milhares de soldados ianques e de seus aliados  mortos; centenas de milhares de civis chacinados naqueles países e nos outros que se seguiram;  o retorno da barbárie de Estado, com os seqüestros de suspeitos no mundo inteiro, pelos agentes da CIA, Guantánamo, Abu Ghraib e outros centros de tortura e morte. São os estigmas de um tempo orgulhoso de seus amplos conhecimentos científicos. Uma época em que o iluminismo se dissolve nas trevas da selvageria.

Muitos são os estudos sobre a relação entre o mito e a realidade na formação espiritual dos Estados Unidos. Esses estudos remontam aos passageiros do Mayflower, animados pela visão teológica do contrato dos homens com Deus e com o destino, fundado na Última Ceia de Jesus com seus discípulos. The convenants se chamava a seita protestante chefiada por William Bradford, o líder dos peregrinos que chegaram em 1620 à baía de Plymouth, e fundaram a colônia que deu origem política à Nova Inglaterra. Os convenants, reconhecem os historiadores, eram uma dissidência – ou heresia – de esquerda no anglicanismo, e com essa orientação Bradford governou diretamente a comunidade, durante 30 anos. A mesma orientação seguiu John Winthrop, na Colônia de Massachusetts, um pouco mais ao norte.

O melhor dos Estados Unidos surgiu ali, na Baía de Massachusetts,  com a educação universalizada, as decisões tomadas democraticamente, o trabalho persistente e a solidariedade. O pior, também, com o fanatismo religioso, a repressão ao amor não convencional, a caça às bruxas. Não é por acaso que Arthur Miller recorre às feiticeiras de Salém a fim de explicar o irracional processo do macarthismo, em sua peça clássica, The Crucible, de 1952.

Uma análise mais acurada da história dos Estados Unidos encontrará na palavra escrita o grande vetor de seu desenvolvimento. No primeiro século, foram a Bíblia e os textos religiosos impressos que construíram o mito, ao qual se ajustava a realidade. No século 18, foram os textos jornalísticos, inspirados na filosofia moral e política inglesa, fundada no pensamento greco-romano. Esses textos impressos na Nova Inglaterra – alguns deles traduzidos para o entendimento popular, como os de Thomas Payne, entre os quais o mais lúcido de todos, The Common Sense -  mobilizaram as colônias para a autonomia.

Meditados e discutidos, foram  o germe da Declaração da Independência e da Constituição de 1787. A partir de então, os papéis impressos se encarregam de fazer a realidade norte-americana, na reconstrução mítica da História,  e na projeção ficcional da contemporaneidade de cada tempo. Tratou-se de um processo dialético, no qual a ficção e a contrafacção histórica alimentaram a realidade e  essa realidade induzida realimentou o mito. E, nisso, chegamos às eleições de hoje.

Em texto publicado anteontem na edição online do New York Times, o professor de História da Academia Naval dos Estados Unidos, e ex-oficial da Marinha, Aaron O'Connell, trata da permanente militarização dos Estados Unidos, contra a qual Eisenhower advertira, há 51 anos, e a atribui, entre outras razões, ao mito da superioridade militar norte-americana no mundo.

"Nossa cultura militarizou-se desde Eisenhower – escreve O'Donnel – e os civis, não os serviços armados, são a causa principal disso. Dos congressistas que apelam para o apoio às nossas tropas, a fim de justificar os gastos com as guerras, aos programas de televisão e aos jogos como os "NCIS", "Homeland" e "Call of Duty" ao vergonhoso e irreal reality show "Stern earn Stripes", os norte-americanos são submetidos à sua dieta diária de estórias que valorizam o militarismo, enquanto os redatores dessas estórias cumprem a sua tarefa por oportunismo político e seus resultados comerciais".

O'Connell poderia ir mais atrás em suas reflexões, lembrar "O Destino Manifesto" de John Sullivan e o endeusamento dos assassinos de índios, como o general Custler, e os heróis de fancaria, como Buffalo Bill e os reles assassinos do Oeste, elevados à glória pelas revistas de cinco centavos, entre eles Jesse James, Billy the Kid, Doc Holliday – e, do outro lado, o lendário Wyatt Earp, também muito menor do que a sua lenda.

O'Connell pondera que os veteranos de guerra merecem todo o respeito e o afeto de seus concidadãos, como os merecem também os policiais, os que se dedicam aos trabalhos nas emergências, e os professores. Mas nenhuma instituição, e menos ainda as que são mantidas com o dinheiro dos contribuintes, está imune às críticas.

O mesmo autor cita, ainda, outra frase de Eisenhower, ao assumir a presidência, em 1953: "Cada arma que é fabricada, cada nave de guerra lançada, cada foguete disparado, significa, em seu sentido final,  um roubo contra aqueles cuja fome não foi satisfeita, contra aqueles que têm frio e não foram agasalhados".

É conhecido o telegrama do grande magnata do jornalismo ianque, na passagem do século 19 para o século 20, William Hearst, a seu repórter-ilustrador Frederic Remington enviado a Havana – que comunicara ao patrão a inexistência de fatos em Cuba que merecessem cartoons de denúncia contra os espanhóis: "você me forneça os desenhos, e eu fornecerei a guerra". O envenenamento da opinião pública foi de tal intensidade, pelas duas grandes cadeias de jornais (a de Hearst e a de Pullitzer) que William James, ao falar para os estudantes de Harvard, e se opor à guerra que a imprensa pedia, foi intensamente vaiado.

Um dos mais respeitáveis pensadores do mundo, James – pai da psicologia moderna – comparou os jovens que o insultavam, por pedir a paz, a uma imensa horda de lobos sedentos de sangue. Com esse passado de ambigüidades e conflitos morais e ideológicos, os Estados Unidos vão hoje às urnas. O mais antigo e respeitado jornal americano, o The New York Times, que não se somara ao belicismo de Pullitzer e Hearst, na Guerra da Espanha, declarou seu apoio a Obama. Murdoch, com seus jornais e sua televisão, prefere Mitt Romney.

Romney, em declaração durante a campanha, reafirma a doutrina do direito ao império universal pelos Estados Unidos, a do Destino Manifesto, de 1845,  ao dizer que "Deus não criou este país para que fosse uma nação de seguidores. Os Estados Unidos não estão destinados a ser apenas um dos vários poderes globais em equilíbrio. Os Estados Unidos devem conduzir o mundo ou outros o farão."

Se Frederic Remington não houvesse fornecido as imagens falsas de Cuba, Hearst talvez não tivesse conseguido a guerra, e a história dos Estados Unidos no século 20 fosse outra. O governo de McKinley relutara o máximo em seguir os belicistas.

Esta é uma lição para muitos jornalistas brasileiros, que sabem muito bem do que estamos falando."


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Francisco Almeida / (91)81003406
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