sábado, 8 de setembro de 2012

Via Email: BRASIL! BRASIL!



BRASIL! BRASIL!


Posted: 07 Sep 2012 06:04 PM PDT
"Cada vez que FHC se pronuncia, aumenta mais o apoio a Lula e Dilma"



Márcia Denser, Congresso em Foco

Datafolha: no fim do mandato, Kassab tem rejeição recorde de 48% dos eleitores; Haddad tecnicamente empatado com Russomano (que é antes o voto da rejeição paulistana – na hora do vamos ver, o sujeito desaparece) e Serra afunda! A herança do neoliberalismo: 75 milhões de jovens estão desempregados no mundo; 200 milhões trabalham por menos de US$2 ao dia; 12,7% é a média do desemprego nessa faixa; ela atinge 22, 6% na Europa (52% na Espanha e 54% na Grécia)/ Dilma afronta o PSDB pela 2ª vez em 48 horas: Brasil taxa importações /O artigo de domingo passado de FHC no Estadão é uma das manifestações bizarras do que falava Gramsci, aliás,o que poderia haver de mais mórbido nesse arrastado colapso neoliberal do que um ex-presidente tucano vir a público pontificar lições de ética, finanças e desenvolvimento, tendo como "paradigma" o governo e o credo que já foi para o ralo da história há quatro anos?

Mas é sobretudo contra os anacronismos de FHC (e os estertores dum neoliberalismo zumbi, tipo morre-não-morre) que clamam os editoriais da Carta Maior, os artigos de Saul Leblon e Emir Sader desta semana. Respaldados nos novos índices do Datafolha, é claro.

Sem esquecer a gafe mais recente – e mais anacrônica – do próprio FHC que, em conferência ao lado do ex-presidente Clinton (seu muso), ficou putíssimo e contradisse (com dados do seu pífio governo) os rasgados elogios que Clinton (agora ex-muso) fez ao Brasil sob o governo Lula.

Segundo Leblon, FHC, Serra e outros se valem do limbo pegajoso do presente para insistir em políticas e agendas furadíssimas, mas ainda não substituídas no plano mundial – o que dificulta sua ruptura definitiva também no Brasil. A quebra do banco Lehamn Brothers completa quatro anos no próximo dia 15. A falência do 4º banco de investimento dos EUA rompeu o sistema financeiro mundial e desencadeou o naufrágio no qual nos debatemos desde 2008.

Oportunamente, esta semana começa também a convenção do Partido Democrata nos EUA, da qual Obama sairá candidato à reeleição. Visto como esperança em meio ao terremoto de 2008, o "democrata" também foi naufragando no mar das próprias contradições, sendo apenas mais suportável (ou menos pior) como candidato do que seu antecessor Bush, ou o adversário. Mas o "picolé de chocolate diet" norte-americano (uma espécie de versão ianque do picolé de xuxu Alckmin) é insuficiente para aliviar o quadro indigesto da maior crise capitalista desde 1929."
Artigo Completo, ::AQUI::


Posted: 07 Sep 2012 05:48 PM PDT



"A tentativa de separar Lula e Dilma, como se o projeto de governo da presidenta fosse uma ruptura com tudo que Lula representou para o país, nos seus dois governos, redundou num fracasso completo. Só quem não conhece Dilma poderia achar que ela embarcaria nesta armadilha primária. Mas a tática da direita e da centro-direita brasileira, no contexto político que vive o país e a América Latina, não foi ingênua. Ela revela uma estratégia bem concebida para restaurar a hegemonia do "conglomerado" centro-direitista que já reinou no país. O artigo é de Tarso Genro.

Tarso Genro, Carta Capital

O julgamento do chamado "mensalão" e o esforço que vem sendo feito pela mídia, sustentado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, de separar a presidenta Dilma do presidente Lula, configura um novo momento da luta política no país e exige uma nova atitude da esquerda para disputar os rumos da revolução democrática em curso no Brasil.

A tentativa de separar Lula e Dilma, como se o projeto de governo da presidenta fosse uma ruptura com tudo que Lula representou para o país, nos seus dois governos, redundou num fracasso completo. Só quem não conhece Dilma poderia achar que ela embarcaria nesta armadilha primária. Mas a tática da direita e da centro-direita brasileira, no contexto político que vive o país e a América Latina, não foi ingênua. Ela revela uma estratégia bem concebida para restaurar a hegemonia do "conglomerado" centro-direitista que já reinou no país.

Os protagonistas desta estratégia têm uma visão voltada, não somente para as próximas duas eleições presidenciais, mas também para o esfacelamento do principal partido de massas da esquerda brasileira. Com seus acertos, erros, desvios e crises -que de resto atingem toda esquerda mundial no "pós muro"- o PT vem mudando a estrutura de classes da sociedade brasileira e reorganizando os interesses destas classes no cenário da "grande política", aquela que decide os rumos da democracia e dos modelos de desenvolvimento.

O PT, através dos nossos governos de "coalizão", vem promovendo uma ascensão extraordinária das classes populares, no plano social e também no universo da política. O "incômodo PT", formado por Lula, é o suporte principal, com seus aliados de esquerda, das mudanças na letárgica desigualdade social que imobilizava o país. O ascenso social de dezenas de milhões, conjugado com as novas perspectivas para uma parte do empresariado compartilhar de um novo projeto de nação - cooperativa, soberana e interdependente na globalização - pode abrir um novo ciclo de mudanças."
Artigo Completo, ::AQUI::


Posted: 07 Sep 2012 05:20 PM PDT
Blog do Valdemar Figueredo Filho / Revista Fórum



"A linguagem do Arnaldo Jabor é virilidade castiça. Faz lembrar o pastor Silas Malafaia. Em artigo no jornal O Globo de 04/09/2012, o hábil articulista partiu para o escracho geral e no final, enternecido, dedicou afetuosos conselhos para o candidato José Serra. No métrico Segundo Caderno coube exaltação viril ao lado conselhos sentimentais. Só mesmo um gênio das palavras para conseguir tamanha façanha. Por isso, me lembrei do formato de comunicação do Silas Malafaia: cospe fogo contra seus adversários olhando fixo para uma câmara, mas, no final do programa, com música suave ao fundo, olha para outra câmera, muda suas expressões faciais e modula a voz. É claro que no close final Malafaia fala com os seus "amados irmãos", enquanto nos enquadramentos precedentes ele arde em ira contra toda sorte de perversão dos seus inimigos reais e imaginários.

Jabor escrachou geral: o marketing político perverte os homens de bons costumes; na cena política paulista existiria um espaço da ignorância historicamente ocupado por populismos de ocasião; a classe C é formada por conservadores idiotas que andam atrás de soluções mágicas e imediatas; o movimento evangélico prospera neste espaço de gente opaca que reclama por líderes totais; a mistura entre política e religião na versão do movimento evangélico brasileiro seria o "islamismo caboclo"; líderes reacionários surgem em tempo de crise. Em suma, dentro dos impasses geram-se os canalhas.


Quando parece que tudo está perdido… é como se Jabor olhasse para outra câmera e em close, refeito, afável, amável, aflouxa o nó da gravata e relaxa a musculatura facial. Agora não fala com a "opinião pública", dirige-se àquele que conhece há muito tempo. Pensar no José Serra levou-o concluir que não é absurdo esperar por um redentor. O jornalista cineasta diz conhecer o amor do Serra pelo progresso, além de sua inveterada adesão à razão."
Artigo Completo, ::AQUI::


Posted: 07 Sep 2012 05:04 PM PDT



Posted: 07 Sep 2012 04:47 PM PDT
Manifestantes não imaginavam
que estavam seguindo 'viúvas de 64



Piero Locatelli, CartaCapital

"Sobrou para todo mundo. De Lula a Kassab, de Serra a Tiririca. Ninguém foi poupado no protesto contra a corrupção na Avenida Paulista nesse 7 de setembro. A manifestação juntou cerca de mil pessoas, segundo dados da Polícia Militar. Os participantes eram ainda mais diversos que seu alvos, incluindo punks, apoiadores da ditadura, estudantes colegiais e idosos que acompanham o noticiário político.

Na frente do protesto, um pequeno carro de som de um grupo de Facebook chamado Revoltados Online puxava parte das pessoas com gritos como "Dirceu, guerreiro, do povo mensaleiro". Diziam ser apartidários e ter pago o carro do próprio bolso.


Entre os membros do Revoltados Online está Bruno Toscano, um piloto de avião que diz votar nulo todos os anos vestido com um nariz de palhaço. Como todas as pessoas no lugar, Toscano se dizia "contra a corrupção" e que a "melhora da política virá moralizando a política". Mas como moralizá-la, exatamente? "Com a volta dos militares ao poder. O que eu sustento é que eles cheguem ao poder, tirem essas pessoas, esses corruptos, e criem um governo paralelo".
Foto: Piero Locatelli
Matéria Completa, ::AQUI::


Posted: 07 Sep 2012 04:34 PM PDT



"Trinta e duas favelas pegaram fogo este ano na maior cidade do País, onde faltam terrenos para o avanço da indústria imobiliária; Ministério Público investiga relação entre incidência das queimas e interesses das construtoras de 'limparem' imediações de seus edifícios; hoje, prefeito Kassab disse que último incêndio, no nobre Campo Belo, pode "ter sido provocado"; chegou-se a esse ponto?

Brasil 247

Só neste ano, 32 favelas pegaram fogo na cidade de São Paulo, segundo o Corpo de Bombeiros, número 30% superior ao de todo o ano de 2011. Apenas desde o início de agosto, a corporação já registrou a ocorrência de oito incêndios em comunidades. Entre as causas, a Defesa Civil cita a sobrecarga de energia elétrica, acidentes domésticos e até a baixa umidade do ar, que contribui para a propagação mais rápida do fogo. O altíssimo número de ocorrências também levanta a suspeita, no entanto, de que alguns desses incêndios possam ter sido provocados.

O Ministério Público de São Paulo investiga se as causas dessas tragédias têm relação com o interesse do setor privado ou público em construir nas áreas de entorno das favelas. Nesta sexta-feira 7, o prefeito Gilberto Kassab afirmou que há chances de que o incêndio na Favela Sônia Ribeiro, ocorrido na última segunda-feira 3, no bairro nobre do Campo Belo, tenha sido intencional. "Lá existe até a suspeita de que o incêndio possa ter sido provocado, como, aliás, foi identificado em outros casos", disse."
Matéria Completa, ::AQUI::


Posted: 07 Sep 2012 09:15 AM PDT



Gabriel Manzano, Agência Estado / Estadão.com.br

"O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou na quinta-feira que a polarização entre PSDB e PT em São Paulo "levou a uma fadiga de material" no cenário político paulista. A isso se soma "um pouco de cansaço do eleitorado com a predominância do PSDB por longo tempo" no poder. Os tucanos estão no governo do Estado há 18 anos. Na Prefeitura, em parceria com Gilberto Kassab (PSD), há oito.

Ele não faz uma relação direta entre esse "cansaço eleitoral" e a recente queda do candidato tucano José Serra nas pesquisas. O que se percebe, diz ele, "é que o Russomanno subiu. Os outros estão praticamente no mesmo lugar". E quanto a Serra? "Ele já tinha caído antes, mas parou, se estabilizou em outro patamar."
Matéria Completa, ::AQUI::


Posted: 07 Sep 2012 08:48 AM PDT


A inveja dói. Não bastou cair nos
braços de Clinton para ser "o cara"

Mino Carta, CartaCapital



"Quando me convidam para falar em público, quase sempre plateias universitárias, às vezes, se a situação recomenda, proponho: levante o braço quem já leu um livro de Fernando Henrique Cardoso. Ao cabo de décadas de palestras, vi ao todo três braços erguidos. O príncipe dos sociólogos é lido por pouquíssimos.

Fama usurpada? Anos atrás, em conversa com um caro amigo, ousei citar o líder comunista italiano Massimo D'Alema, o qual, sem referir-se ao sociólogo, disse do político: "Fernando Henrique é um presidente de exportação". O caro amigo me convidou com extrema firmeza a passar o resto dos meus dias na Itália e nunca mais falou comigo. E nem sei se ele leu algum livro do seu herói.

Avento a hipótese de que haja quem coloque FHC sobre um pedestal inviável e lhe atribua um peso específico inexistente, a configurar um mistério brasileiro digno da análise dos cultores do absurdo. Entendo que a presidenta Dilma fique indignada com o artigo que o presidente da reeleição comprada publicou no Estadão de domingo 2 de setembro para denunciar no chamado "mensalão" a herança de Lula. Mas vale a pena abrir portas abertas ou conversar com as paredes para replicar a um texto ditado, antes de mais nada, pela inveja?


Há quem diga que mesmo em Higienópolis, o bairro heráldico de São Paulo, o morador FHC deixou de ser assunto há muito tempo. E quanto há de sofrer o esquecido, devorado pela constatação de que Lula não foi presidente de exportação para ser reconhecido internacionalmente como "o cara" sem precisar atirar-se nos braços do presidente americano. À época da Presidência tucana, Clinton, avalista do neoliberalismo mundial, ao qual FHC aderiu sofregamente."
Foto: Lula Marques / Folhapress
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Posted: 07 Sep 2012 07:35 AM PDT


Posted: 07 Sep 2012 07:21 AM PDT



"Depois de prometer gravar mensagem para ajudar o candidato tucano na eleição na capital paulista, ex-presidente admite cansaço do eleitor com o ciclo de poder do PSDB em São Paulo e fala em "fadiga de material"; isso é apoio?


A relação entre Fernando Henrique Cardoso e José Serra sempre foi esquizofrênica. Uma amizade, no mínimo, estranha. Nos oito anos em que presidiu o Brasil, FHC jamais entregou a Serra o comando da economia – ao contrário, delegou a gestão macroeconômica a economistas que viam, em Serra, um adversário. Quando Serra se impôs como candidato tucano em 2002, a história que corre nos meios políticos dá conta de que o ex-presidente, no íntimo, torceu por Lula, para que a entrega da faixa a um operário (que poderia ser breve na presidência) abrilhantasse sua biografia.

Pois FHC e Serra estão novamente juntos. O ex-presidente prometeu gravar mensagens em apoio ao candidato tucano, que caiu de 31% a 21% no Datafolha, em duas pesquisas, e corre o risco de ficar fora do segundo turno. Nesse cenário crítico, o que FHC tem a dizer aos eleitores? Que há uma "fadiga de material" no cenário político paulista e que há ainda um "cansaço do eleitorado com a predominância do PSDB por muito tempo" (leia mais aqui). Os tucanos estão há 18 anos no Palácio dos Bandeirantes, desde a eleição de Mario Covas, e há oito dominam a prefeitura, com a gestão Serra-Kassab.

Ao diagnosticar o cansaço do eleitor, FHC talvez tenha vislumbrado o fim de um ciclo, que começaria já agora com a queda de uma cidadela, a prefeitura, e se completaria em 2012, com a perda do Palácio dos Bandeirantes. Se isso é apoio, trata-se daquela ajuda bem ao estilo FHC – que contribui mais para a derrota do que para uma eventual arrancada de Serra nas pesquisas. No fundo, FHC entrou na campanha de Serra mais como coveiro do que como cabo eleitoral."


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Francisco Almeida / (91)81003406
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