domingo, 19 de agosto de 2012

Via Email: BRASIL! BRASIL!



BRASIL! BRASIL!


Posted: 18 Aug 2012 06:03 PM PDT
A imagem. Meninos de rua dormem na calçada no centro de São Paulo. Miserere.


Oliveiro Pluviano, CartaCapital

"Tirei esta foto em uma manhã de inverno na Avenida São Luís, no centro de São Paulo. Alguns meninos de rua dormiam nos respiradouros quentes do metrô, enquanto uma garoa fina começava a cair. Transformei a foto em um pôster que dei de presente a Mino Carta e, agora, em uma moldura vermelha, está na redação de CartaCapital. É uma imagem muito triste, simboliza as misérias que ainda afligem este nosso Brasil. O Miserere Mei, Deus (Tende piedade de mim, Deus) de Gregorio Allegri (1582-1652) é o leitmotiv perfeito para esta cena calma e dilacerante. Este trabalho do sacerdote romano, filho de um cocheiro milanês, é reconhecidamente uma das obras-primas da polifonia renascentista.

A essência excepcional dessa obra vem principalmente do agudo, quase um grito de dor, de difícil execução, cantado por uma soprano ou uma criança por quatro vezes, depois de uma parte confiada a um ou dois intérpretes de canto gregoriano. No YouTube procurem a versão dos Tallis Scholars na igreja romana de Santa Maria Maggiore, que usam três coros de cinco, duas e quatro pessoas, com o som mais alto confiado a uma mulher. Ou também aquela do Kings College Chapel Choir com a voz de um menino.


O papa Urbano VIII compreendeu imediatamente as qualidades surpreendentes dessa composição quando Allegri apresentou-a a ele por volta de 1630. Foi executada para as Tenebrae, a cerimônia religiosa que se realizava antes do amanhecer nos últimos três dias da Semana Santa. Quinze velas eram apagadas, uma após a outra, depois da leitura dos Salmos. A derradeira ficava escondida atrás do altar, deixando a igreja na mais completa escuridão, tenebro em latim. O trepidar que se seguia era impressionante: cada um dos presentes começava com os pés, com objetos de madeira, com papel, a fazer um barulho crescente, até chegar ao fragor terrível, a simbolizar o terremoto que sobreveio à morte de Jesus. Mas a vela atrás do altar trazia de volta a luz e a paz, como Cristo com sua ressurreição."
Artigo Completo, ::AQUI::


Posted: 18 Aug 2012 05:47 PM PDT


"Tevê da família Marinho é acusada de recolher menos impostos do que deveria; ainda cabe recurso


Uma nota publicada na coluna Radar, do jornalista Lauro Jardim, revela um pepinaço para a Rede Globo, da família Marinho. Leia:

Nas garras do Leão
Depois de uma longa discussão jurídica, o Leão rugiu mais alto: a Globo perdeu e terá que pagar 2,1 bilhões de reais à Receita Federal por operações que resultaram em um recolhimento menor de impostos. Das setenta grandes empresas autuadas em procedimentos semelhantes, a Globo foi a única cujos argumentos não foram aceitos. Cabe, no entanto, recurso."


Posted: 18 Aug 2012 05:31 PM PDT



Posted: 18 Aug 2012 05:22 PM PDT
Um retrato de Assange é visto na
frente da embaixada equatoriana em
Londres. Manifestantes se juntaram no
local para apoiar o fundador do WikiLeaks.


Vladimir Safatle, CartaCapital

"O governo do Equador deu asilo ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange. O Reino Unido, com seu conhecido respeito seletivo pela legislação internacional, desenterrou uma lei bisonha para afirmar que poderia invadir a embaixada do país latino-americano, a fim de capturar seu inimigo público. Até onde consigo lembrar, esta será a primeira vez que uma embaixada é invadida pela polícia do país no qual ela está situada. Nem mesmo em ditaduras algo parecido ocorreu.

Há de se perguntar se todo esse zelo do Reino Unido pelo cumprimento de um pedido de extradição feito pela Suécia vem realmente do amor à lei. Ou será que devemos dizer que Assange é o protótipo claro de um perseguido político pela democracia liberal?
Alguns tendem a defender a posição dos governos britânico e sueco com o argumento de que, enfim, ninguém está acima da lei.

Independentemente do que Assange represente, isso não lhe daria direito de "estuprar" duas garotas. É verdade que a definição de estupro pela legislação sueca é mais flexível do que a habitual. Ela engloba imagens como: um homem e uma mulher que estão na cama de comum acordo, sem nenhum tipo de coerção, mas que, em um dado momento, veem a situação modificada pelo fato de a garota dizer "não" e mesmo assim ser, de alguma forma, forçada.

Vale a pena lembrar que tal definição é juridicamente tão complicada que, quando a acusação contra Assange foi apresentada pela primeira vez à Justiça sueca, ela foi recusada por uma magistrada que entendeu ser muito difícil provar a veracidade da descrição. A acusação só foi aceita quando reapresentada uma segunda vez, não por acaso logo depois de o WikiLeaks começar a divulgar telegramas comprometedores da diplomacia internacional."
Foto: Will Oliver / AFP
Artigo Completo, ::AQUI::


Posted: 18 Aug 2012 09:48 AM PDT


Márcia Denser, Congresso em Foco

"Em 1992, James Carville, estrategista da campanha do candidato Bill Clinton à Presidência dos EUA, saiu-se com um dito que ficou famoso: "É a economia, estúpido". O cientista político Immanuel Wallerstein, em artigo recente publicado pela Esquerda.Net, comenta que, em julho, disseminou-se através dos grandes jornais, dirigentes de bancos centrais e autoridades judiciais que havia um "escândalo" chamado "Libor". E observa: "Chamar a manipulação da Libor de escândalo é desviar as atenções do fato de que se trata de mais uma forma 'normal de acumular capital'". Ora, diante de tais escândalos, deveríamos dizer: "É o sistema, estúpido!".

Antes disso, poucas pessoas, para além dos iniciados no mundo financeiro, tinham ouvido falar da Libor. Subitamente, ouviu-se que os maiores bancos da Inglaterra, EUA, Suíça, Alemanha, França, e muitos outros países, estavam envolvidos em ações supostamente "fraudulentas". E não se tratava de uma questão de centavos.
O fato é que derivados financeiros de centenas de trilhões de dólares baseiam-se na taxa Libor. A acusação era de que os bancos "manipulavam" esta taxa, obtendo lucros estratosféricos. Só que, por outro lado, pessoas com hipotecas e empréstimos ou estudantes com empréstimos escolares, acabaram pagando mais do que deveriam. Ou seja, os bancos obtiveram lucros enormes à custa de pesadas perdas alheias.

Tudo isso levantou muitas questões: 1) Como isso foi possível? 2) Por que as autoridades reguladoras não interromperam uma prática que agora dizem ser tão fraudulenta, ou seja, quem sabia o quê e quando? e, 3) Alguma coisa pode ser feita para garantir que isto não aconteça novamente?


Mas o que significa a taxa Libor? É uma abreviação de London Interbank Offered Rate (Taxa Interbancária Praticada em Londres). Não é muito antiga: a versão definitiva é de 1986. Na época, a British Bankers Association (Associação dos Banqueiros Britânicos) pediu que os "maiores bancos" compartilhassem informação diária sobre as taxas de juros que pagariam se tomassem empréstimos de outros bancos. Depois de eliminados os valores extremos, determinava-se uma taxa média, modificada diariamente. A ideia era que, se os bancos se sentissem confiantes sobre o estado da economia, a taxa seria mais baixa; se estivessem inseguros, a taxa seria mais alta."
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Posted: 18 Aug 2012 09:44 AM PDT
Plataforma facilita o fluxo de informações entre os universitários.


Marjorie Ribeiro, Portal Aprendiz

"Universitários da PUC Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) propõem uma nova forma de estudar, por meio do Passei Direto, um  sistema virtual gratuito que facilita o fluxo de informações entre os alunos. A ferramenta, lançada pelo Grupo Xangô, oferece diferentes serviços para cada etapa do período acadêmico, auxiliando desde o primeiro dia de aula até a formatura.

Inédita no país, a plataforma permite que os estudantes compartilhem arquivos por disciplina, cronograma semestral, agenda de eventos, além de acompanharem quais colegas estão cursando quais matérias e terem a possibilidade de tirar dúvidas em tempo real com os monitores.

Segundo o sócio-fundador do projeto, André Simões, o objetivo é criar meios para estimular a interatividade entre os universitários e otimizar os resultados para que cada vez mais estudantes "passem direto" durante a graduação. Outra vantagem é que são os próprios alunos que controlam o conteúdo, fazendo com que haja apenas informações que eles consideram relevantes, não existindo nenhum vínculo com os sites oficiais da universidade.

Com menos de um mês no ar e ainda restrito aos estudantes da PUC, a rede já recebeu mais de mil visitas. A ideia é que ele seja aberto em breve a outras instituições de ensino do Brasil e, futuramente da América Latina, de acordo com a demanda dos alunos."


Posted: 18 Aug 2012 09:00 AM PDT


"Em memorial secreto enviado aos ministros do STF, ele tenta provar que sua prova testemunhal contra José Dirceu foi confirmada nos autos; o problema é que, na sustentação oral do advogado Luiz Francisco Barbosa, a testemunha Roberto Jefferson mudou o depoimento e passou a culpar o ex-presidente Lula; Gurgel ficou num beco sem saída


Roberto Jefferson deu mesmo um nó na cabeça da procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Alvo de críticas na Polícia Federal, no Ministério Público e mesmo no Supremo Tribunal Federal por ter apresentado uma denúncia fraca, ancorada apenas em provas testemunhais na acusação contra o "chefe da quadrilha" José Dirceu, Roberto Gurgel tentou sair da defensiva. Segundo noticia o portal Uol (leia mais aqui), ele enviou ontem aos 11 ministros do STF um novo memorial afirmando que há documentos que comprovam a participação de Dirceu no mensalão.

Ora, se há documentos, eles deveriam ter sido apresentados na denúncia original. E foi o próprio Gurgel quem, na sustentação oral de sua denúncia, no dia 3 de agosto, afirmou que, em crimes de quadrilha, a prova testemunha vale tanto quanto a documental. O problema é que sua prova testemunhal mudou o testemunho. Roberto Jefferson, que antes acusava José Dirceu de ser o "chefe da quadrilha", passou a dizer que esse papel era exercido pelo ex-presidente Lula, quando seu advogado, Luiz Francisco Barbosa, teve a oportunidade de falar diante dos ministros do STF. Ou seja: se a palavra da testemunha tem valor, a obrigação de Gurgel é investigar Lula. Se não tem, o procurador-geral deveria rever sua posição em relação aos outros réus.

Pelo andar da carruagem, ele fará de tudo para condenar Dirceu, sem provas materiais nem testemunhais (uma vez que a testemunha mudou sua versão), apenas porque não tem coragem de enfrentar o ex-presidente Lula.

Gurgel está num beco sem saída."


Posted: 18 Aug 2012 08:45 AM PDT


Silvia Amorim,Guilherme Voitch, O Globo / Extra

"O aumento da rejeição ao candidato José Serra (PSDB) na disputa pela prefeitura de São Paulo foi considerado pelo núcleo político da campanha o principal ponto negativo da pesquisa Ibope divulgada na quinta-feira. Para esses colaboradores, a rejeição, que subiu de 34% para 37% em duas semanas, explicaria a vitória de Celso Russomanno (PRB) na sondagem de segundo turno feita pelo levantamento. Eles também associam o aumento da rejeição ao fato de Serra ser hoje alvo do ataque de adversários.— Todo mundo só bate nele. Todos estão tentando crescer em cima da gente. Isso desgasta o candidato — disse um auxiliar da campanha do PSDB.

A área de marketing tem uma visão diferente. A campanha de Serra tem feito pesquisas de intenção de voto diárias por telefone, e elas têm mostrado, segundo integrantes dessa equipe, que uma parcela significativa das pessoas que dizem não votar de jeito nenhum em Serra, algo em torno de 30%, declara que vai votar em branco ou nulo nesta eleição. Por isso, afirmam que não há preocupação, e nada muda na estratégia traçada até agora.

A aposta de auxiliares do marqueteiro Luiz Gonzalez é que a candidatura de Russomanno vai começar a perder força com o início do horário eleitoral, na próxima semana. Eles acreditam que o fenômeno será visível a partir de duas semanas de programação. O motivo seria o pouco tempo de exposição dele na TV (cerca de dois minutos) em relação a Serra e Fernando Haddad, do PT (cada um com mais de sete minutos)."


Posted: 18 Aug 2012 08:37 AM PDT
Márcio Thomaz Bastos apresenta no STF a defesa de José Roberto Salgado, ex-diretor do Banco Rural (à frente, os ministros Ricardo Lewandowski, Cármen Lucia, Gilmar Mendes e Celso de Mello; em pé, o ministro Joaquim Barbosa)


Wanderley Guilherme dos Santos, Valor Online

"Política não é Olimpíada. Atletas vitoriosos recebem com exclusividade os benefícios materiais da vitória, além da glória, cabendo aos torcedores a recompensa simbólica da emoção satisfeita. Não é assim em política. Vitória e derrota produzem relevantes consequências materiais para eleitores e não eleitores. Ninguém pode evitar os desdobramentos de uma eleição, não basta desligar a televisão. E para influenciar os resultados dessa competição é que se organizam os interesses e se formam os partidos políticos. Partidos são organizados para a conquista das posições de poder decisório sobre o que acontecerá material e socialmente na vida de cada um no futuro imediato e próximo. Respondem à necessidade de dar tratamento e solução aos inevitáveis conflitos de interesse constitutivos das sociedades, valendo-se da aplicação de regras previamente aprovadas em eleições especiais. São os partidos que garantem, mediante o funcionamento das instituições para tal desenhadas, a civilidade da convivência social. Quando os partidos e as demais instituições não funcionam eficazmente, segue-se a multiplicação de conflitos selvagens, isto é, sem regras. Ambicionar a conquista do poder político não revela patologia alguma, em princípio, do mesmo modo que o desejo de enriquecer não compromete, por isso, o caráter de um empresário ou investidor.

Nem todos os vigários são pedófilos e os que o são não o são porque sejam vigários ou cardeais. Há políticos negligentes, assim como alguns médicos, e, outros, desonestos, mas não porque são médicos ou políticos. Ninguém julga um caso de imperícia médica tendo por premissa que a própria atividade é, de si, maculada, sendo o desvio cometido não mais do que agravante. Frequente, contudo, mesmo entre cidadãos ilustrados, é a manifestação do preconceito de que a atividade política é contaminada por essencial impureza. Em várias análises de nobre patrocínio o núcleo acusatório resume-se à denuncia de que alguém ou alguma organização, partidos políticos, no caso, movem-se pela busca do poder. Na realidade, trata-se do reconhecimento de uma inocente obviedade. Nada mais.

Organizações diferem entre si em graus de hierarquia, especificação de funções, concentração de decisões, formulação de estratégias, extensão da divisão do trabalho e em muitas outras dimensões. A eficácia dessas estruturas de ação coletiva depende da inteligência com que foram articuladas e organizadas. Analisei os organogramas funcionais de 76 empresas públicas (em pesquisa já antiga), distribuídas por setores diversos da economia: bancos, empresas industriais, agrícolas, de transporte, de previdência e ainda outras. O porte de todas elas impunha um formato básico quase semelhante nas áreas chamadas de administrativas, as quais, não obstante a nomenclatura variável, se mostravam aparentadas nas funções desempenhadas. Diferenças significativas entre organizações bancárias e industriais só adquirem destaque em estágios próximos da produção do bem ou mercadoria característica de cada uma delas. Há regras para organizar a ação coletiva tendo em vista alcançar o objetivo com eficiência e eficácia e que se replicam nas demais organizações em busca dos mesmos objetivos. O abundante noticiário policial e os livros-reportagens sobre a matéria justificam a impressão de que a estrutura organizacional do negócio do tráfico e distribuição de drogas acompanha o desenho formal das grandes redes varejistas: a coordenação para o recebimento regular da mercadoria em vista das oscilações da demanda; a distribuição a inúmeros e descentralizados pontos de distribuição; a responsabilidade pela segurança de toda a cadeia de transporte e trocas, minimizando perdas, roubos e deterioração do produto; a contabilidade sofisticada dos ganhos e das perdas da extensa rede de unidades responsáveis pela entrega do produto ao consumidor final e, enfim, o recebimento da compensação financeira esperada."
Artigo Completo, ::AQUI::


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Francisco Almeida / (91)81003406
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