terça-feira, 30 de outubro de 2012

Via Email: BRASIL! BRASIL!



BRASIL! BRASIL!


Posted: 29 Oct 2012 05:20 PM PDT
Denis de Oliveira, Revista Fórum / Quilombo


 "Em uma rápida análise feita com base nas matérias publicadas sobre o segundo turno das eleições municipais em São Paulo, elencamos os temas presentes nas declarações dadas à imprensa ou registradas pela imprensa em comícios e outros atos de campanha dos dois candidatos. O tema mais falado por Serra foi o mensalão, seguido de saúde e o kit anti-homofobia. Já Fernando Haddad priorizou saúde, mensalão e a taxa de inspeção veicular.

Percebe-se a presença de uma agenda "negativa" nos discursos de Serra, uma campanha que procurou se pautar muito mais pelo "perigo do PT", discurso que beira até o ressentimento, do que um discurso propositivo. A ausência de programa – ele foi só apresentado em outubro – foi acompanhada da apresentação de um monte de promessas desconectadas na área social, como o aumento de salários de professores, a bolsa-creche, o bilhete único de seis horas, a jornada de 7 horas nas escolas. Isto ocorreu após a percepção de que o discurso fundamentalista-religioso ampliou a sua rejeição, o fez perder mais votos e ainda afastou líderes históricos do partido, como Fernando Henrique Cardoso e José Gregori.

Os resultados pífios nas primeiras pesquisas de intenção de voto fizeram o candidato disparar contra tudo e contra todos. Acusou o PT de fazer baixaria, passou a agredir a própria grande mídia sempre simpática a ele (note-se que o tema mensalão foi o assunto principal da agenda midiática) e tentou se posar de popular. Ao perder as eleições, desejou boa sorte ao adversário vencedor sem citar o seu nome. A derrota foi vergonhosa pois contou com tudo a seu favor – a máquina do governo, a mídia favorável e o fato do adversário entrar na corrida eleitoral como um desconhecido.

Histórico do oportunismo serrista

Durante o governo do seu correligionário Fernando Henrique Cardoso, Serra ficou à margem durante um tempo, fez críticas à condução econômica e atuou como uma "sombra" da equipe liderada por Pedro Malan. Apresentava-se como um "nacionalista", apesar de ter papel importante na privatização das estatais – inclusive com suspeitas de corrupção, conforme demonstra o livro-reportagem A privataria tucana.


Depois resolveu se apresentar como um defensor dos consumidores de medicamentos, apresentando-se como o criador dos genéricos. Uma tremenda mentira, pois o decreto que criou os genéricos foi assinado em 5 de abril de 1993 pelo então ministro da Saúde Jamil Haddad e o presidente da república da época Itamar Franco (clique aqui para ler o decreto). Mentira que foi corroborada pelos meios de comunicação hegemônicos."
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Posted: 29 Oct 2012 04:50 PM PDT


O governador de Pernambuco, Eduardo Campos,
em entrevista nesta segunda-feira 29
Carta Capital


"O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tem motivos de sobra para comemorar. O partido que preside, o PSB, conseguiu grande destaque nas eleições municipais. A sigla cresceu em número de vereadores, de prefeitos e conseguiu um destaque particularmente importante nas capitais – vai governar cinco, incluindo Recife, Belo Horizonte e Fortaleza, mais que todos os outros partidos. Mesmo com os motivos de comemoração, Campos mantém a serenidade. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira 29, no Recife, o governador minimizou a importância das disputas com o PT e evitou falar nas eleições de 2014.

Eduardo Campos usou a entrevista para reforçar a posição do PSB de aliado do governo federal. Segundo ele, seu partido e o PT estiveram juntos na maioria dos municípios e, por isso, as disputas entre eles "viraram notícia". "Se vocês [jornalistas] fizerem um levantamento dos embates, o PSB sempre esteve em posição a favor da Dilma", disse o governador segundo o G1. "Já tem muita gente criando problemas para a Dilma, nós queremos ajudá-la a tocar a pauta nacional", afirmou.

Campos, no entanto, fez questão de alardear o crescimento de seu partido. Lembrou que o PSB ampliou em 42% o número de prefeituras, enquanto o PT cresceu 14%. Para Campos, os resultados do primeiro turno foram bons e, no segundo turno, se tornaram "extraordinários". Grande parte da felicidade de Campos se deu em detrimento da comemoração do PT. Candidatos do PSB ganharam a prefeitura contra petistas em Belo Horizonte, Recife (no primeiro turno), Fortaleza, Cuiabá e Campinas (segundo turno)."
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Posted: 29 Oct 2012 04:38 PM PDT
Thiago Tufano, Portal Terra


"O ex-governador do Estado de São Paulo e presidente em exercício do PSDB, Alberto Goldman, fez um balanço do desempenho do partido nas eleições municipais e acredita que os tucanos saem mais fortalecidos do pleito em comparação ao período pré-eleitoral. De acordo com Goldman, que substitui o presidente nacional Sérgio Guerra, afastado por problemas de saúde, agora é o momento de o PSDB se fortalecer como oposição federal e traçar estratégias para voltar à presidência da República em 2014.

Em entrevista ao Terra, o ex-governador afirmou que o desempenho tucano foi favorável nas eleições encerradas no último domingo. Das 26 capitais, o PSDB conseguiu eleger quatro prefeitos: Maceió, Manaus, Belém e Teresina. O PT teve o mesmo desempenho nas capitais, vencendo as eleições em Rio Branco, Goiânia, João Pessoa e São Paulo, a maior do país. O partido que teve mais sucesso entre as capitais foi o PSB, com cinco cidades: Fortaleza, Belo Horizonte, Cuiabá, Recife e Porto Velho.

"Saímos mais fortes. Apesar de ter perdido em São Paulo com 11% de diferença, que fez com que a principal cidade ficasse nas mãos do PT. Levando em conta esses números e essa relatividade, acho que tivemos um resultado favorável no bloco dos 85 (capitais e cidades com mais de 200 mil habitantes). No nível nacional fizemos mais prefeitos, foram 702, cerca de 10% a mais que o próprio PT. O fato é que o PSDB teve maior capilaridade, tivemos uma presença mais expressiva. Do ponto de vista nacional é um dado importante", afirmou Goldman."
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Posted: 29 Oct 2012 04:24 PM PDT
"Com relação à matéria "Lewandowski é hostilizado por eleitores", publicada nesta segunda-feira (29), na Folha de S. Paulo, o blog do Nassif contesta as informações no post "Nosso comentarista viu: não houve agressão a Lewandowski". Um de seus comentaristas estava no mesmo momento em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi votar e desmascara a matéria. "Ninguém ofendeu o ministro. Muito pelo contrário", afirma. 



Vermelho / Blog do Nassif

Por Marco St.

comentário ao post "Turba que Celso de Mello açula agride Lewandowski"

Essa reportagem é totalmente mentirosa. Por coincidência voto no mesmo local que o ministro e estava lá no mesmo horário. O ambiente estava tranquilo, na parte externa alguns jornalistas foram impedidos de entrar e faziam uma aglomeração na rua. As pessoas que reconheceram o ministro pediam autógrafos e fotos.

Ninguém ofendeu o ministro. Muito pelo contrário. Aliás se houve alguma ofensa deve ter partido do próprio grupo de jornalistas irritados por não poderem armar o circo dentro da seção eleitoral.

Como de costume, a Folha mentiu.

Os jornalistas não entraram na seção eleitoral, e essa história do mesário é totalmente ficcional. Se eles não entraram não viram o mesário, e se o mesário estava na rua, não era mesário, concordam?

Reportagem estapafúrdia e escrita e editada na redação.

Por Manoel Pinheiro

Olha Nassif, acho pofundamente impossível um mesário ter cometido tal ação, uma vez que além dos TREs fazerem um trabalho sério, com treinamentos que visam procedimentos e posturas do pessoal que trabalha no dia da eleição, se sabe que todos os convocados que atendem o pedido da justiça eleitoral estão sob a tutela da lei, uma vez que estão exercendo função pública e por coseguinte são, mesmo momentaneamente, caracterizados como agentes públicos, respondendo por seus atos e ações perante a legislação eleitoral, principalmente, e sendo inclusive alcançados pela lei de improbidade. A justiça eleitoral, com toda certeza, não perdoaria uma ação dessas caso fosse cometida por um de seus agentes. Esse tipo de manifestação, ocorre sim, mas não dentro de uma seção eleitoral. Digo e repito, a justiça eleitoral não se calaria diante de um fato desses."


Posted: 29 Oct 2012 04:16 PM PDT
Cláudio Lembo, Terra Magazine / Blog do Cláudio Lembo


"É interessante registrar. As campanhas correram com normalidade. Nenhum sinal mais ostensivo de violência. Existiu o respeito mínimo exigido entre os candidatos.

A partir destas colocações, o panorama político é de exemplar respeitabilidade. Parece ser assim, se lhe parece. O cenário se torna mais complexo quando se examina atos originários do Judiciário.

O Supremo Tribunal Federal colocou em pauta de seus trabalhos o processo correspondente ao "mensalão" exatamente no mês das eleições. Claro que a Justiça não pode se ater aos problemas oriundos dos partidos.

A Justiça está acima das vicissitudes do cotidiano. Como ente isento não se prende aos fatos que, em outras esferas, se mostram de importância fundamental.

Estes registros, porém, se impõem. O julgamento do "mensalão" incidiu exatamente sobre o período eleitoral em seu ápice. Foi um verdadeiro turbilhão de más notícias envolvendo o Partido dos Trabalhadores.

Apesar desta realidade, constata-se que esta agremiação, cujo presidente de honra é Luiz Inácio Lula da Silva, não teve perdas significativas em razão de sua exposição negativa pela mídia, particularmente a eletrônica.

Cabem, aqui, algumas divagações. As conclusões só podem ser atingidas mediante profundos estudos multidisciplinares. A sociologia e a psicologia social, entre outras disciplinas, precisam ser utilizadas para se alcançarem respostas."
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Posted: 29 Oct 2012 03:15 PM PDT
"Como 247 antecipou no dia 10 de outubro, o Jornal da Tarde acabou; última edição circula amanhã; Grupo Estado divulgou nota assinada pelo diretor presidente Francisco Mesquita Neto (à esq.) informando que "a partir de 1º de novembro, o Jornal da Tarde deixa de circular por uma decisão empresarial"; publicação criada por Mino Carta foi revolucionária; agora, torna-se encarte do Estadão



Agora é oficial: depois de 247 antecipar, no dia 10 de outubro, que o Jornal da Tarde seria fechado, e de o Grupo Estado, responsável pela publicação, negar a informação, o fim de um dos veículos de imprensa mais tradicionais do país foi anunciado nesta segunda-feira. Em nota,o Grupo Estado comunicou que "a partir de 1º de novembro, o Jornal da Tarde deixa de circular por uma decisão empresarial, tomada para o aprimoramento do foco estratégico da companhia".

"Hoje, o meio jornal é a segunda mídia mais importante para a publicidade, com o dobro de participação do terceiro colocado. Daí a estratégia de focar no Estadão, principal marca do Grupo, e de investir em uma plataforma digital mais robusta e avançada", explicou Francisco Mesquita Neto, diretor presidente do Grupo Estado, em declaração publicada no site do Estadão.

Como o próprio Grupo Estado destaca em nota, o JT foi polo de inovação e criatividade e influenciou gerações de leitores e de profissionais da comunicação. "O Grupo Estado agradece aos leitores do Jornal da Tarde por todos os anos de convivência, aos anunciantes, pelo apoio com que sempre nos prestigiaram, e a todos os profissionais que participaram dessa história: jornalistas, colunistas, publicitários, equipe de arte, integrantes das áreas comercial e administrativa, e das áreas de produção e distribuição", comentou Mesquita Neto.

Leia a nota divulgada pelo grupo:

Em nome do Grupo Estado comunico que, a partir de 1º de novembro, o Jornal da Tarde deixa de circular por uma decisão empresarial, tomada para o aprimoramento do foco estratégico da companhia.

A determinação leva em conta o objetivo de investir no Estadão com uma estratégia de multiplataforma integrada (papel, digital, áudio e vídeo e mobile), para levar maior volume de conteúdo a mais leitores, sem barreira de distância e custos de distribuição.

O tradicional Jornal do Carro será incorporado ao Estadão com edições às quartas, quintas, sábados e domingos. Essa medida ajudará a ampliar a estratégia de marcas que compõe o universo do Estadão, representadas pelos cadernos Esportes, Metrópole, Paladar, Viagem, Caderno 2, Casa, Economia & Negócios, Link, Divirta-se, entre outros.

Ao longo de seus 46 anos de circulação, o JT foi pólo de inovação e criatividade e, com seu jornalismo dinâmico e design gráfico, influenciou gerações de leitores e de profissionais que nele trabalharam.  Quero agradecer pela confiança e apoio de todos os que participaram dessa história: jornalistas, colunistas, publicitários, equipe de arte, integrantes das áreas comercial e administrativa, e das áreas de produção e distribuição.

Francisco Mesquita Neto
Diretor Presidente do Grupo Estado'



Posted: 29 Oct 2012 08:40 AM PDT



Posted: 29 Oct 2012 08:36 AM PDT


Serra e o PIG atiraram contra a
esquerda e o tiro saiu pela culatra
Gilberto de Souza, Correio do Brasil


"A eleição passa e o país mostra, de forma inequívoca, aquele mesmo desejo que mobilizou mais de 100 mil pessoas em um comício na Central do Brasil, ido quase meio século: Reforma Agrária. Reforma Urbana. Descentralização da renda nacional. Educação, saúde e transporte públicos de qualidade. Segurança. Cidadania. A vitória dos partidos de esquerda, nestas eleições municipais, apresenta uma mensagem ao país bem diferente daquela que os meios de comunicação ligados à direita conservadora tentaram vender nos noticiários de cobertura das mais amplas consultas populares já realizadas até hoje, de Norte a Sul, em cada rincão desta pátria.

Sem necessidade de parar um segundo sequer para avaliar o ambiente fúnebre que se abateu sobre os apresentadores das redes de TV ligadas ao capital internacional, percebe-se que mesmo o Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL), do velho Plínio de Arruda Sampaio, governa uma das capitais brasileiras: Clécio Luís foi eleito em Macapá. O Partido Socialista Brasileiro (PSB) venceu em expressivas cidades nordestinas e vai seguir na administração de Belo Horizonte, entre outros grandes centros, como Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) fez papel bonito nas eleições, com disputas aguerridas em Manaus e Porto Alegre. Venceu em Belford Roxo, outra importante cidade fluminense. Em Jundiaí, no interior paulista. Em Contagem, na Grande BH. Mesmo o velho Partidão, ainda esfacelado pela divisão que o atingiu há duas décadas, mostra sinais de reação e pontuou um ou outro vereador nos mais de 5 mil municípios brasileiros. Igualmente o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Até o radical Partido da Causa Operária (PCO), de tendência trotskista, intensificou seu namoro com o eleitorado e pretende ganhar mais espaço nos próximos pleitos."
 Artigo Completo, ::AQUI::


Posted: 29 Oct 2012 08:21 AM PDT
Rodolpho Motta Lima, Direto da Redação


"O dicionário define  maniqueísmo, em seu sentido extensivo, como uma "doutrina que se funda em princípios opostos, bem e mal". Suas origens remontam a uma concepção religiosa surgida na Pérsia e disseminada pelo mundo, mas não é minha intenção aqui ir além dessa consideração histórica. Importa-me, nesta oportunidade, perceber que tal visão – presente como fundamental em praticamente todas as religiões -  espalha-se para outros domínios, sendo exaustivamente  encontradas nas narrativas mais antigas e nas contemporâneas, nos dramas de então e de agora, em um rol de dicotomias de tipo mais que variado. Pense, por exemplo, na Cinderela e na madrasta má do conto infantil, no lobo e na ovelha da fábula, no lado luminoso e no escuro da Força na Guerra das Estrelas. Pense nas incontáveis histórias que envolvem os bons terráqueos e os terríveis extraterrenos. Pense nos fundamentalismos maniqueístas espalhados pelo mundo, no Oriente e no nosso Ocidente. Pense em  Carminha e Nina, se quiser... .

O problema é que, a partir dessa visão dualista, um lado sempre se arvora  como representativo ou exemplificativo do Bem, reservando para o outro as características negativas, tudo isso cercado de profunda radicalização absolutista.

Li em algum lugar – como exemplo dessa ótica enraizada desde tenra idade nas nossas mentes e nos corações  – a história de um pai que, ao perguntar  à sua filha de 4 anos o que era o Bem, ouviu dela, com a honestidade que cerca as palavras das crianças,  a resposta : "Ué, o Bem somos nós"... 

O dia a dia nos apresenta no mundo de hoje diversos exemplos dessa visão maniqueísta que parte de dois princípios antagônicos e irredutíveis. No futebol, centenas de exemplos copiam o carioca Vasco x Flamengo ou o gaúcho  Grêmio x Internacional, para ficarmos apenas em mínimos exemplos da realidade nacional. Como em outras esferas, ouso dizer que em todas elas, o pensamento e as ações alheias são desqualificadas como malignas, negativas, irreversivelmente dignas de repúdio, e as nossas ideias ,atitudes e gostos, mesmo estranháveis, têm sempre uma justificativa positiva..."
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Posted: 29 Oct 2012 08:02 AM PDT


Nacional. O caixa 2 tucano alimentou
campanhas Brasil afora
Mauricio Dias, CartaCapital

"Em breve, como se espera, o Supremo Tribunal Federal, após o julgamento do chamado "mensalão petista", se encarregará do Inquérito 3.530, conhecido, mas ainda não popularizado, como mensalão tucano, igualmente originado em Minas Gerais e até agora ainda sob a relatoria do ministro Joaquim Barbosa, que assumirá a presidência do STF em novembro, pelo princípio do rodízio. Não se sabe se abrirá mão da tarefa. Provavelmente, sim.

O mensalão tucano, e não mineiro, como às vezes se diz e se escreve, ora por descuido e, principalmente, por má-fé, montado a partir de Belo Horizonte, em 1998, para a reeleição do então governador mineiro Eduardo Azeredo, está intimamente ligado ao processo eleitoral nacional e, por consequência, à reeleição de Fernando Henrique Cardoso.

Marcos Valério, o publicitário, ou operador financeiro, como é caracterizado, passou a ser o fio condutor de todo esse moderno processo de formação de caixa 2 que ainda norteou, em 2002, a primeira eleição de Aécio Neves para o governo de Minas Gerais. O dinheiro gerado em Minas se espalhava pelo País.
Nada pode ser entendido se for descartado, por exemplo, o livro O Voo do Tucano, do deputado petista Durval Ângelo, publicado em 1999. Praticamente circunscrito ao fechado mundo mineiro, onde tudo acontece e nada transpira, a obra ganhou alguma notoriedade na CPI dos Correios (2005), após as denúncias de Roberto Jefferson.

Valério era somente consultor financeiro quando se envolveu no processo de salvação da empresa de publicidade SMP&B. Por intermédio dele, o hoje senador Clésio Andrade aportou recursos na agência. Integrante, como vice, da chapa de Aécio Neves, ele repassou as ações para Valério numa operação cuja legalidade é discutida.

A sequência dessa história, que passa pela famosa Lista de Furnas, que a mídia tentou desqualificar, é conhecida e comprovada pelo advogado Dino Miraglia Filho, uma voz sem repercussão em Belo Horizonte.

Miraglia se ofereceu como assistente do Ministério Público na ação do mensalão tucano. Ele articula a esse processo a figura controvertida de Nilton Antônio Monteiro e a complexa história do assassinato de uma modelo que transitava com desenvoltura pelos caminhos abertos pela elite política e empresarial de Belo Horizonte.

Miraglia é um acusador implacável e que não usa meias palavras quando trata do que chama de "crimes de corrupção praticados pelos ocupantes do governo de Minas desde 1987 e que perduram até hoje". Ele não sonega nomes: Eduardo Azeredo, hoje deputado, ex-governador de Minas, e Dimas Toledo, ex-presidente de Furnas, ambos envolvidos na construção de caixa 2 na campanha de Aécio Neves.

"Diante da robustez das provas e após perícias que comprovaram serem autênticos os documentos apresentados por Monteiro, o grupo criminoso montou um riquíssimo esquema jurídico e midiático para desacreditá-lo perante a opinião pública", argumenta.

Miraglia tem em seu poder "muitos originais" aguardando a intimação do STF para depositar no cofre da secretaria, especialmente o documento aqui reproduzido parcialmente. Os tucanos, na ausência de barba, devem botar o bico de molho."




Posted: 29 Oct 2012 06:24 AM PDT
"PT conquistou 16 prefeituras em municípios com mais de 200 mil eleitores. PMDB irá comandar o Executivo em 1.022 cidades com eleitorado menor.


Rosanne D'Agostino, G1

O Partido dos Trabalhadores (PT) conquistou, nas eleições municipais encerradas neste domingo (28), o maior número de prefeituras em cidades grandes, mas a sigla perdeu eleitos em comparação com a última eleição.

Dos 83 municípios com mais de 200 mil eleitores, a sigla venceu a disputa em 16, incluindo a maior delas, São Paulo, onde o candidato Fernando Haddad derrotou José Serra (PSDB). em 2008, haviam sido 20 prefeituras nas cidades grandes.

O segundo partido que mais conquistou cidades com mais de 200 mil eleitores foi o PSDB (15). A legenda avançou em comparação com a última eleição, quando obteve 13 eleitos. A seguir aparecem PSB, com 11, e o PMDB, com 9. Este último foi o que mais perdeu entre as grandes cidades. Em 2008, a sigla elegeu 17 prefeitos.

O PMDB foi vitorioso, porém, nas cidades pequenas, com eleitorado abaixo de 200 mil, e vai comandar 1.022 prefeituras, contra 687 do PSDB, 620 do PT, 493 do PSD e 464 do PP. Nestas cidades, o PMDB avançou, e o PSDB perdeu prefeitos. Em 2008, as legendas elegeram, respectivamente, 1.192 e 782 prefeitos."
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Posted: 29 Oct 2012 05:35 AM PDT
"Dos R$ 341,3 bilhões administrados pelas prefeituras, o PT, de Fernando Haddad, ficou com R$ 77,7 bilhões (22,8%). Foi seguido pelo PMDB, que elegeu Eduardo Paes, com R$ 60,3 bilhões (17,7%), pelo PSDB, de Arthur Virgílio, com R$ 42,6 bilhões (12,5%), pelo PSB, de Eduardo Campos, com R$ 37,9 bilhões (11,1%), pelo PDT, de Gustavo Fruet, com R$ 25,0 bilhões (7,3%), e pelo PSD, de Gilberto Kassab, com (5,5%). O poder se fragmentou, mas quase todos os vencedores são aliados de Dilma, também vitoriosa na disputa



Feito o balanço final das eleições municipais, pode-se dizer, com segurança, que há dois vencedores: o Partido dos Trabalhadores e a presidente Dilma Rousseff.

Com seis 636 municípios, o Partido dos Trabalhadores ficou atrás, do ponto de vista quantitativo, do PSDB (702) e do PMDB (1.032) em cidades administradas. Mas quando se avalia o orçamento que estará nas mãos de cada um dos partidos, o PT é claramente o vencedor, com R$ 77,7 bilhões, o que representa 22,8% do total. Além disso, o partido governará a maior parte do eleitorado brasileiro (19,9%).

Isso se explica pela vitória em São Paulo, que é a cidade mais rica e mais populosa do País. Depois do PT, vêm o PMDB, com R$ 60,3 bilhões, o PSDB, com 42,6 bilhões, o PSB, com R$ 37,9 bilhões, o PDT, com R$ 25 bilhões, o PSD, com R$ 18,9 bilhões, e o PP, com R$ 17,2 bilhões. Ou seja: dos sete primeiros partidos políticos, apenas o PSDB faz oposição ao governo Dilma. O DEM, que elegeu ACM Neto em Salvador, ficou em oitavo lugar.

Isso significa que, do Oiapoque ao Chuí, a presidente Dilma terá, majoritariamente, prefeitos aliados, o que pode facilitar a implementação de políticas públicas. Além disso, com a provável entrada do PSD, de Gilberto Kassab na base governista, ela terá praticamente todo o Congresso nas mãos, reduzindo o poder de barganha dos partidos políticos."


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Francisco Almeida / (91)81003406
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