terça-feira, 14 de agosto de 2012

Via Email: BRASIL! BRASIL! : Situação difícil



BRASIL! BRASIL!


Posted: 13 Aug 2012 06:04 PM PDT


José Roberto de Toledo, O Estado de S.Paulo

“Prefeitos de capital mal avaliados não fazem sucessor. É um fato estatisticamente comprovável. Em 2008, nenhum prefeito com saldo negativo no Ibope conseguiu eleger seu candidato. O oposto também é verdade, mas, para garantir o sucesso eleitoral, não basta um saldo de popularidade qualquer. A nota de corte é 20 pontos. Acima disso, a vitória foi garantida em 2008. E quando o saldo superou 40 pontos, o êxito ainda no primeiro turno foi quase universal.

Às vésperas da eleição de 2008, 19 prefeitos de capitais tinham taxas de avaliação "ótimo" e "bom" que superavam em mais de 20 pontos porcentuais suas respectivas taxas de "ruim" e "péssimo". Desses 19, nada menos que 17 se recandidataram e se reelegeram. Os outros dois elegeram seu sucessor.

Dos sete prefeitos de capitais que tinham saldo de popularidade menor ou igual a 20 pontos a uma semana da eleição de 2008, um não conseguiu se reeleger e quatro não conseguiram emplacar seu candidato à sucessão. Os dois que conseguiram se reeleger tinham saldos de aprovação baixos, mas positivos.

Em 2008, o coeficiente de correlação entre boa avaliação e sucesso eleitoral do prefeito foi de 0,9 num máximo de 1 - mais alto até do que entre taxa de vitória e tempo de propaganda do candidato na TV. Será que a regra vale para 2012? É cedo para dizer. Por ora, nem todo prefeito bem avaliado lidera.”
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Posted: 13 Aug 2012 05:51 PM PDT


Posted: 13 Aug 2012 05:34 PM PDT


“Falta de repercussão em torno de posicionamento do advogado Luiz Fernando Barbosa, que pediu ao STF inclusão de Lula na Ação Penal 470, o chamado mensalão, é emblemática; ausência de comentários a favor ou contra aponta para a baixa credibilidade do cliente dele, Roberto Jefferson

Brasil 247

Silêncio. Foi assim que governo e, especialmente, a oposição reagiram à acusação contra o ex-presidente Lula feita pelo advogado de defesa do presidente do PTB, Roberto Jefferson, Luiz Fernando Barbosa. Na tarde desta segunda-feira 13, na tribuna dos oradores no Supremo Tribunal Federal, ele pediu a inclusão de Lula entre os réus da Ação Penal 470, o chamado mensalão. "Ele não só sabia como ordenou tudo isso que está transcrito no processo", disse Barbosa a respeito do ex-presidente. "Ele foi o mentor".

Apesar da ênfase, quase quatro horas depois de o discurso ter sido encerrado não se encontrava, em nenhuma parte da mídia, e nem nas redes sociais, repercussões de peso em relação à intenção de incluir Lula como réu no processo.

Da parte do PT e dos partidos que apóiam o governo, a ausência de comentários é compreensível. Há no Palácio do Planato a ordem da presidente Dilma de manter os integrantes da sua administração afastados o mais possível do julgamento. No PT, que tem dois ex-presidentes no banco dos réus, o ficar quieto também pode ser encarado como uma estratégia para não provocar reações negativa no tribunal mais importante do País. Mas e a oposição? Porque nenhuma voz se levantou imediatamente em apoio ao posicionamento de Roberto Jefferson por meio de seu advogado Barbosa?”
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Posted: 13 Aug 2012 05:20 PM PDT



Posted: 13 Aug 2012 02:11 PM PDT



Posted: 13 Aug 2012 01:51 PM PDT


Numerosas contestações pareceram muito mais convincentes do que as respectivas acusações

Janio de Freitas, Folha de S. Paulo

Os advogados que até agora atuaram no julgamento do mensalão não merecem menos aplauso e defesa do que têm recebido, com fartura, o procurador-geral e acusador Roberto Gurgel. Não bastando que sua tarefa seja mais árdua, os defensores são alvos, digamos, de uma má vontade bem refletida na imprensa, por se contraporem à animosidade da opinião pública contra os seus clientes.

Ainda que não assegurem, necessariamente, a inocência de tal ou qual acusado, numerosas contestações pareceram muito mais convincentes, em pontos importantes, do que as respectivas acusações.

Na maioria desses casos, a defesa se mostrou mais apoiada do que a acusação em testemunhos e depoimentos tomados pelo inquérito, assim como em documentos e fatos provados ou comprováveis.

Com isso, outros pontos importantes da acusação estão ainda mais em aberto. É o caso, crucial, do mensalão como múltiplos pagamentos para assegurar votos ao governo na Câmara ou como dinheiro para gastos de campanha eleitoral.

A acusação não comprova a correspondência entre as quantias entregues a deputados e os votos na Câmara. Nem, sobretudo, a relação entre os pagamentos com valores tão diferentes e os votos que teriam o mesmo peso na contagem.

Não fica resolvida também, na acusação, a afirmada finalidade de compra de votos na Câmara e o dinheiro dado, por exemplo, aos leais deputados petistas Professor Luizinho e João Paulo Cunha, entre outros bem comportados aliados do governo também agraciados.”
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Posted: 13 Aug 2012 01:44 PM PDT
Cachoeira e seu advogado, Marcio Thomaz
Bastos, durante sessão da CPI do
Cachoeira, em 22 de maio


Leandro Fortes, CartaCapital

“O plágio tardio foi uma maneira desesperada de tentar neutralizar a única notícia que realmente ainda interessa sobre o tema, desde a cassação de Demóstenes Torres: as ligações de Policarpo Jr., diretor da Veja em Brasília, com o bicheiro, a quem pediu para grampear um deputado federal.

Botaram a matéria velha no Fantástico e obrigaram O Globo, cada vez mais o primo pobre das Organizações, a repercutir a história. Miserável sina, esta, do velho diário carioca, obrigado a repercutir notícia sequestrada de páginas alheias.

Na edição 698, de 18 de maio passado, CartaCapital trouxe a capa “No mundo de Cachoeira”, uma reportagem de Cynara Menezes sobre os múltiplos esquemas criminosos do bicheiro. Na matéria interna, intitulada “Senhor do submundo”, um dos pontos tratados pela repórter foi, exatamente, o sequestro que a Globo passou o fim de semana apresentando como novidade.

Leiam o texto de Cynara, escrito e publicado há três meses (leia mais clicando AQUI):

“Na quarta-feira 9, o também delegado da PF Raul Alexandre Souza, titular da Operação Vegas, havia relatado à CPI uma “ampla sorte de crimes de natureza grave” cometidos pelo grupo de Cachoeira. Segundo o federal, em determinado momento chegou a temer pela integridade física de um dos membros da quadrilha. Em abril de 2009, narrou o delegado, um funcionário “foi sequestrado e mantido em cárcere privado” pelo fato de Cachoeira desconfiar que o assecla estivesse envolvido no roubo de dinheiro apurado nas máquinas caça-níqueis. Os autores do sequestro teriam sido Jairo Martins e Idalberto Martins de Araújo, o Dada, os arapongas que aparecem nas escutas como fontes constantes do jornalista Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília da revista Veja.”

Ou seja, vivem num fantástico mundo de bobos e cegos, certos, entre outras alucinações, de que as pessoas só entram na internet para rever os capítulos da novela da Carminha e as gracinhas do Globo Esporte.

Amanhã, terça-feira, dia 14 de agosto, o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) vai ao plenário da CPI do Cachoeira pedir a convocação de Policarpo Jr. e dar início à única investigação que realmente precisa ser feita na comissão, já que todo o resto já foi apurado pela Polícia Federal.

Veja sustentava o esquema criminoso de Cachoeira, e vice-versa.


O único sequestro dessa história é o sequestro da verdade, da ética e do jornalismo.”
Foto: Abr


Posted: 13 Aug 2012 09:48 AM PDT


“Roberto Jefferson, responsável pela maior crise política recente, tem uma nova história a revelar aos ministros do STF. A compra de parlamentares, o mensalão, agora é acordo eleitoral de campanha. O ex-presidente Lula, antes inocente, agora é o principal responsável. Quando ele mentia: ontem, hoje ou nos dois momentos?


Junho de 2005: “Sai rápido daí, Zé, para não tornar réu um homem inocente, que é o presidente Lula”. Eis a frase emblemática da crise política deflagrada naquele ano pelo ex-deputado Roberto Jefferson. Dois dias depois, o ex-todo-poderoso-ministro da Casa Civil, José Dirceu, caiu. Lula perdeu aquele a quem chamava de “capitão do time”.


Logo mais, no entanto, o responsável pela hecatombe política contará uma nova versão, por meio de seu advogado Luiz Francisco Barbosa. Diante dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, serão lidos trechos de suas alegações finais, que já não tratam mais o ex-presidente Lula como um “homem inocente” ludibriado por Dirceu. “A razão do ilustre acusador ter deixado de denunciar aquele que, por força de disposição constitucional, é o único que, no âmbito do Poder Executivo, tem iniciativa legislativa, o Presidente da República (...) é um mistério que esta Ação Penal, incompleta e descabida, não revela”.

A responsabilização de Lula não é o único ajuste nas versões de Roberto Jefferson. O mensalão, entendido como compra regular de parlamentares, é algo que não existe mais. Ao menos no que diz respeito aos R$ 4 milhões entregues pelo PT ao PTB, em 2004. Isso seria fruto de um acordo eleitoral, de parceria nas eleições municipais daquele ano. Jefferson não admite nem a prática de caixa dois. “Teríamos de saber se os candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador declararam ter recebido as doações do PT”, diz o advogado Barbosa.

Fica claro, portanto, que as histórias contadas por Jefferson ontem e hoje são completamente diferentes. Ontem, seu objetivo era se vingar de José Dirceu, e o mensalão era uma mesada de R$ 30 mil/mês a parlamentares, conforme denunciado à Folha de S. Paulo. Hoje, os recursos dizem respeito a alianças eleitorais. Ontem, o ex-presidente Lula era inocente, que poderia ser tornado réu caso José Dirceu não renunciasse à Casa Civil – chantagem explícita à qual o governo cedeu. Hoje, Lula é o responsável por todo o esquema.

As duas versões são incompatíveis e não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. Quando Jefferson mentiu: em 2005, hoje ou nos dois momentos? Hoje, começa seu encontro marcado com a verdade.”
Foto: Montagem/247


Posted: 13 Aug 2012 09:30 AM PDT
Redação, Rede Brasil Atual


“A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira pode convocar amanhã (14) o jornalista Policarpo Júnior, diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, para que esclareça suas conexões com o grupo do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Além do requerimento já colocado em pauta, de autoria do senador Fernando Collor (PTB-AL), o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) promete apresentar outro pedido com base em novas denúncias.

O parlamentar petista deve expor aos colegas relatório da Polícia Federal apresentado em parte no último fim de semana pela revista Carta Capital. Nele, chamadas telefônicas revelam Policarpo combinando reportagens que deveriam ser publicadas a pedido de Cachoeira para prejudicar políticos e funcionários públicos que contrariassem as atividades do contraventor e da construtora Delta, vencedora de licitações para obras em vários estados do país e no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. Além disso, o diretor de Veja chega a pedir ajuda do chefe do grupo para promover uma escuta ilegal nas conversas de um deputado federal. 


Em outra frente, Collor espera conseguir, além da convocação de Policarpo, a de Roberto Civita, dono do Grupo Abril, responsável pela edição da semanal, e do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, acusado pelo parlamentar de tentar arquivar a Operação Vegas, realizada em 2009 pela Polícia Federal e que poderia àquele momento trazer à tona os crimes cometidos pelo grupo de Cachoeira, revelados apenas este ano durante a Operação Monte Carlo.”
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Posted: 13 Aug 2012 08:31 AM PDT
Espaço internet no Occupy Wall Street:
contrapoder em toda parte


A realidade é plural. Num país cada vez mais conectado, perdeu todo sentido opor lutas “de rua” às “da rede”

Marília Moschkovich, Mulher Alternativa / Outras Palavras

Há algum tempo que me declaro cyberativista. Participo de coletivos, mantenho blogs, escrevo para sites e projetos coletivos como o Outras Palavras. Produzo conteúdo, espalho informação, opiniões e tento disponibilizar uma visão crítica sobre algumas coisas. Em meu blog, Mulher Alternativa, uso como estratégia falar de questões bem concretas na vida das pessoas (“Posso engravidar tomando anticoncepcional?” por exemplo). Mas sempre insiro criticidade e tento não reproduzir os discursos dominantes sobres estes temas. Como resultado, percebo um alcance razoável (ainda longe do ideal) destas ideias entre pessoas que jamais discutiriam comigo, caso meu blog tivesse “feminista” no nome, ou “gênero” (que raios é isso de gênero, aliás? – dirá a maioria dos leitores e leitoras na internet e no mundo). Recebo alguns e-mails e mensagens incríveis, encorajando-me a continuar escrevendo e produzindo conteúdo; outras contando que utilizaram meus textos como porta de entrada para um interesse maior em questões ligadas aos direitos das mulheres e desigualdades da nossa sociedade; algumas contando que essa incursão em pontos de vista renovados, da qual meu blog fez parte, transformou suas vidas de alguma forma.

Abro este post trazendo estas informações muito pequenas, quase insignificantes, numa blogosfera tão vasta quanto a brasileira, numa internet tão gigantesca, porque foi a partir dele que entendi que esse “pequeno” da internet não é tão pequeno assim. Esse “pequeno” importa. Muito.


Duas coisas aconteceram na última década que tornaram esta e outras experiências “pequenas” ainda mais relevantes. Primeiro, o acesso da população brasileira à internet aumentou muito, ainda que a maior parte das pessoas não acesse de casa. Em segundo lugar, o espaço para disputa de ideias e visões de mundo entre o restrito grupo de pessoas ligado a espaços de poder como a mídia de massa ou o Estado, cresceu quando a blogosfera passou a desempenhar um papel mais forte nestas disputas. O caso das últimas eleições presidenciais mostra o ápice deste processo que já começava antes. Ficou claro que a mídia de massa se pautava muitas vezes pelas discussões que aconteciam na rede e que a rede, por sua vez, conseguia desmascarar e desconstruir falsas informações ou distorções veiculadas (de propósito ou não) nestes veículos. Num país onde a ONG Intervozes conta apenas nove famílias que controlam as concessões de comunicação, uma blogosfera forte não parece pouca coisa.”
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Posted: 13 Aug 2012 06:34 AM PDT


"Enquanto não houver censura, teremos essa violência"

Elton Bezerra, Consultor Jurídico 

A entrevista do professor Celso Antonio Bandeira de Mello à ConJur teve algo de premonitório. Era quinta-feira, 19 de julho, e na manhã seguinte o mundo despertou com a notícia estarrecedora do rapaz que invadiu uma sala de cinema em Aurora, no Colorado (EUA), armado com rifle, espingarda e revólver, e abriu fogo contra a plateia, deixando 12 mortos e dezenas de feridos na sessão de estreia do filme Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

Na tentativa de explicar a tragédia, os analistas, como sempre acontece nessas ocasiões, apontavam a violência dos filmes e a divulgação sensacionalista dos crimes de sangue pelos meios de comunicação. Era o que dizia Bandeira de Mello horas antes do massacre para justificar sua defesa da censura na TV. “Enquanto existir televisão e não for permitida a censura, nós vamos ter a continuidade dessa violência e as crianças vão assistir violência”, disse o advogado, um tanto constrangido e receoso pelo impacto da declaração. O respiro, afirma, é a internet, que permite encontrar diversas abordagens sobre o mesmo assunto. “Não preciso ficar escravizado pelo que diz a chamada 'grande imprensa'”, diz.

Dita por qualquer outro advogado, a frase poderia indicar contradição ao vir de alguém que tem por dever de ofício defender a liberdade. Mas é conhecida a aversão do célebre professor por determinados veículos de comunicação. É para a imprensa que ele aponta o dedo ao falar sobre o mensalão. Sua interpretação é que houve um conluio dos órgaos da grande imprensa para derrubar o então presidente Lula. É a mesma culpada, segundo ele, da influência deletéria sobre o Supremo Tribunal Federal. “Acho muito ruim decidir de acordo com a imprensa”.

Bandeira de Mello já deixou sua marca no Supremo. A ele é atribuída a indicação do sergipano Carlos Ayres Britto para a vaga de ministro aberta com a aposentadoria do também nordestino Ilmar Galvão. Sobre seu papel na sucessão, ele faz mistério, mas não esconde a amizade de 40 anos com o atual presidente do STF, deixando transparecer que o amigo chegou à mais alta corte do país por sua indicação e pela do professor Fabio Konder Comparato, da Faculdade de Direito da  USP, outro conhecido acadêmico de esquerda.

Ácido, o professor há quase quatro décadas na PUC-SP atira contra a formação dos advogados, que em sua avaliação sofrem com a formação deficiente, fruto da expansão desenfreada dos cursos de Direito. “Quando se incorpora uma grande multidão, perde-se em sofisticação.”

ConJur — Como que o senhor vê o processo do mensalão?
Celso Antônio Bandeira de Melo − Para ser bem sincero, eu nem sei se o mensalão existe. Porque houve evidentemente um conluio da imprensa para tentar derrubar o presidente Lula na época. Portanto, é possível que o mensalão seja em parte uma criação da imprensa. Eu não estou dizendo que é, mas não posso excluir que não seja.


ConJur − Como o senhor espera que o Supremo vá se portar?
Bandeira de Melo − Eu não tenho muita esperança de que seja uma decisão estritamente técnica. Mas posso me enganar, às vezes a gente acha que o Supremo vai decidir tecnicamente e ele vai e decide tecnicamente.


ConJur − O ministro Eros Grau disse uma vez que o Supremo decidia muitos casos com base no princípio da razoabilidade e não com base na Constituição. O que o senhor acha disso?
Bandeira de Melo − Pode até ser, mas eu acho que muitas vezes quem decide é a opinião pública.


ConJur – E o que o senhor acha disso?
Bandeira de Melo – Péssimo. A opinião pública é a opinião da imprensa, não existe opinião pública. Acho muito ruim decidir de acordo com a imprensa.


ConJur – E como o senhor avalia a imprensa?
Bandeira de Melo − A grande imprensa é o porta-voz do pensamento das classes conservadoras. E o domesticador do pensamento das classes dominadas. As pessoas costumam encarar os meios de comunicação como entidades e empresas cujo objetivo é informar as pessoas. Mas esquecem que são empresas, que elas estão aí para ganhar dinheiro. Graças a Deus vivemos numa época em que a internet nos proporciona a possibilidade de abeberarmos nos meios mais variados. Eu mesmo tenho uma relação com uns quarenta sites onde posso encontrar uma abordagem dos acontecimentos do mundo ou uma avaliação deles por olhos muito diversos; que vai da extrema esquerda até a extrema direita. Não preciso ficar escravizado pelo que diz a chamada grande imprensa. Você pega a Folha de S.Paulo e é inacreditável. É muito irresponsável. Eles dizem o que querem, é por isso que eu ponho muita responsabilidade no judiciário.



ConJur – O que o Judiciário deveria fazer?
Bandeira de Melo − Quando as pessoas movem ações contra eles, contra os absurdos que eles fazem, as indenizações são ridículas. Não adianta você condenar uma Folha, por exemplo, ou uma Veja a pagar R$ 30 mil, R$ 50 mil, R$ 100 mil. Isso não é dinheiro. Tem que condenar em R$ 2 milhões, R$ 3 milhões. Aí, sim, eles iriam aprender. Do contrário eles fazem o que querem. Lembra que acabaram com a vida de várias pessoas com o caso Escola Base? Que nível de responsabilidade é esse que você acaba com a dignidade das pessoas, com a vida das pessoas, com a saúde das pessoas e fica por isso mesmo? Essa é nossa imprensa.”
Entrevista Completa, ::AQUI::


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