quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Via Email: BRASIL! BRASIL! : Hora da verdade para parceria Veja-Cachoeira



BRASIL! BRASIL!


Posted: 14 Aug 2012 06:14 PM PDT


Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

Ao voltar do almoço, leio na capa do R7 que, antes mesmo de ser apresentado o requerimento de convocação de que trato no post abaixo, um acordo entre os partidos que formam a CPI do Cachoeira já melou tudo (leia aqui).

A mídia pode investigar, julgar e condenar todo mundo, mas ninguém pode mexer com a intocável mídia nativa. Este é o retrato dos limites da nossa democracia, num país em que o quarto poder quer ser o primeiro e único, e os parlamentares morrem de medo dos jornalistas e de seus patrões. 

***

Esta matéria você não vai encontrar nas primeiras páginas dos jornalões e nem nas capas das revistonas, é claro, mas um fato inédito na nossa história política recente pode surgir na tarde desta terça-feira, em Brasília, quando a CPI do Cachoeira se reúne para decidir sobre a convocação do dono da Editora Abril, Roberto Civita, e de Policarpo Jr., redator-chefe da revista Veja.

Chegou a hora da verdade. É a primeira vez em que se terá a oportunidade de investigar a fundo os longos braços da sociedade secreta que se formou, desde 2004, entre a organização criminosa do "empresário de jogos" Carlinhos Cachoeira, que está preso desde fevereiro, o senador cassado Demóstenes Torres e a maior revista semanal do País.


Baseado num relatório com mais de cem interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal nas operações Vegas e Monte Carlo, que mostram as relações muito especiais do jornalista da Editora Abril com o esquema de Cachoeira, o deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) vai finalmente romper a barreira do silêncio imposta pela grande imprensa ao apresentar um requerimento de convocação de Civita e Policarpo Jr."
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Posted: 14 Aug 2012 06:06 PM PDT





Posted: 14 Aug 2012 05:42 PM PDT
CartaCapital


"O Equador vai conceder asilo para Julian Assange." A informação de uma fonte equatoriana do portal britânico Guardian garante que  fundador do Wikileaks vai mesmo ter seu pedido aceito pelo governo do país sul-americano.

Assange está refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 19 de junho, aguardando um posicionamento oficial do governo de Rafael Correa. Ao garantir o asilo político ao ciberativista, o governo equatoriano o reconhece como um perseguido político.

Correa declarou a uma rede de tevê equatoriana na última segunda 13 que passaria a semana analisando o material jurídico sobre leis internacionais antes de tomar uma decisão. Segundo o Ministro das Relações Exteriores do país, Ricardo Patiño, o presidente aguardava o fim dos Jogos Olímpicos de Londres para se posicionar."
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Foto: Geoff Caddick/AFP


Posted: 14 Aug 2012 05:02 PM PDT


Yara Aquino, Agência Brasil

"A presidenta Dilma Rousseff disse, hoje (14), que quer "boxear" tudo o que atrapalha o crescimento do país. Ela falou ao receber os irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão, boxeadores medalhistas nas Olimpíadas de Londres.

Os pugilistas foram acompanhados do prefeito do Rio, Eduardo Paes e o governador do estado, Sérgio Cabral. O prefeito recebeu a bandeira olímpica durante a cerimônia de encerramento das Olimpíadas, no último domingo (12). Ele levou o símbolo dos jogos ao Palácio do Planalto.

"Estou tendo as primeiras aulas [de boxe]. Eu diria que com ótimos professores", disse a presidenta se referindo aos irmãos Falcão. E completou: "Eu não quero boxear pessoas, mas todas as coisas que atrapalham o crescimento do país".

Ela disse que é preciso elevar o número de medalhas conquistadas pelo Brasil e que esse objetivo será perseguido de forma "muito firme" nas Olimpíadas de 2016, que serão realizadas no Rio.

Dilma parabenizou Esquiva Falcão pela medalha de prata, Yamaguchi Falcão pela medalha de bronze e estendeu o reconhecimento a todos os atletas brasileiros que participaram das competições em Londres.
"Meus cumprimentos a todos os atletas. Estive com muitos deles em Londres, conheci os sonhos, a dedicação, e que ser selecionado para as Olimpíadas é uma grande coisa", disse."


Posted: 14 Aug 2012 04:54 PM PDT


"Segundo os especialistas os investimentos externos na produção tendem a continuar


O objetivo do governo de reduzir a entrada de capital externo no Brasil está sendo alcançado, como mostram os dados do Banco Central, que apontam queda de 40% nas compras de ações e títulos de renda fixa na bolsa de valores. Estes investimentos estão atrelados as variações do dólar e os juros e são considerados especulativos, não contribuindo para a cadeia produtiva nacional. É o que apontam especialistas ouvidos pelo Jornal do Brasil. 

O recuo é consequência das ações de desvalorização do real e da redução dos juros - atualmente no patamar histórico de 8% -  promovidos pelo governo. Porém, o número levou a uma reação "negativa e exagerada" do mercado financeiro, acostumado a ganhos de curto prazo, afirma o economista Fernando Sarti, diretor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de São Paulo (Unicamp).

"Esta queda é exatamente o que o governo vem buscando com as medidas de redução de juros e na depreciação do real. Durante décadas a especulação prevaleceu no Brasil. Apesar da reação da mídia, que colocou estes dados como se fossem notícias ruins, este capital é o que o governo quer e deve combater", analisa. 
Depois do recuo de US$ 4,9 bilhões no primeiro semestre deste ano, um relatório divulgado na última semana pelo banco americano Morgan Stanley classificou o Brasil como um país "lento e sem medalhas" na atração de capital externo. 

O professor Pedro Paulo Bastos, também da Unicamp, afirma, no entanto, que estes capitais estão muito atrelados à Bolsa de Valores e não chegam a cadeia de produção. "Estas análises não conseguem fazer uma perspectiva das questões macroeconômicas, pois estão associadas a disfunções pontuais. Com a queda dos juros e a desvalorização do real, aliados com outras políticas de incentivo à indústria, por exemplo, a ideia é de que a economia volte a acelerar, gerando produção. Assim, o capital externo, talvez menos especulativo, será atraído novamente".
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Posted: 14 Aug 2012 12:45 PM PDT
Coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra


José Ernesto Credendio, Folha de S. Paulo

"O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou nesta terça-feira decisão que reconheceu o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra como torturador do regime militar (1964-1985).

O coronel chefiou o DOI-Codi (centro de repressão do Exército) no início dos anos 70, durante o período mais violento da ditadura militar.

A defesa de Ustra entrou com recurso para tentar derrubar a sentença que o reconhecia legalmente como responsável por torturas contra opositores do regime, mas perdeu por três votos a zero no Tribunal de Justiça. Cabe recurso à decisão."
Foto: Ana Carolina Fernandes-9.out.08/Folhapress
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Posted: 14 Aug 2012 09:26 AM PDT



Posted: 14 Aug 2012 09:21 AM PDT
'Foi o PMDB que insistiu para que o pedido de convocação fosse adiado.


Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada

O deputado federal Dr. Rosinha (PT-Paraná) preferiu adiar a votação da convocação do diretor da Veja em Brasília, Policarpo Jr, conhecido na  turma do Carlinhos Cachoeira como o "Caneta".

Nesta terça-feira, às 12h30, Dr Rosinha percebeu que seria difícil aprovar a convocação, diante dos deputados presentes à reunião da CPI.

Foi o PMDB que insistiu para que o pedido de convocação fosse adiado.

Como se sabe, o presidente do PMDB, o (vice) Presidente Michel Temer, fez um acordo com os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – para poupar a Veja.

Segundo Leandro Fortes na Carta Capital, os filhos do Roberto Marinho passaram a seguinte orientação ao (vice) Temer: quando ouvir falar em "imprensa", entenda "Veja"; quando ouvir falar em "Veja", entenda "Globo".

E o PMDB de Henrique Alves cumpre à risca.

Dr. Rosinha acredita, porém, que a situação do Caneta e de seu patrão, Robert(o) Murdoch é insustentável.

Mesmo que a Globo tente transformar o Cachoeira num santinho, as provas do envolvimento do detrito sólido de maré baixa com a quadrilha são insofismáveis e – e se multiplicarão.

A CPI ainda tem muita pedra para revirar.

E se o Caneta pedir a um quadrilheiro para grampear o Temer ?"


Posted: 14 Aug 2012 09:09 AM PDT


Wálter Fanganiello Maierovitch, Terra Magazine / Sem Fronteiras

Contam os historiadores e os cronistas da época que o presidente Eurico Gaspar Dutra, — diante de uma dúvida–,  perguntava aos assessores jurídicos o que estava escrito no "Caderninho".

O tal "Caderninho", como todos os assessores consultados sabiam, era a recém-promulgada Constituição de 1946. A que substituíra a da ditadura do Estado Novo.

Dutra queria ser, –para usar a expressão em modo à  época–, um legalista. Um soldado da Constituição, como ele afirmava e por ser um militar reformado e ex-ministro da Guerra de Getúlio. E era necessário o "Caderninho", a ponto de Dutra portar um exemplar no bolso,  porque o Brasil tinha acabado de sair da ditadura Vargas e de fazer a sua Constituição democrática. Àquela, de 1946, aniquilada pelo golpe militar.

Deixar alguém fora da ação penal, — como pateticamente bradou da tribuna do Supremo Tribunal Federal STF o advogado de Roberto Jefferson,  estaria previsto no "Caderninho" ??????

O nosso direito-constitucional processual consagra, no devido processo,  o princípio da indivisibilidade da ação penal. Trocado em miúdos isso quer dizer que a ação penal deve ser proposta contra todos os que cometeram a infração penal. O ministério público,portanto, não pode escolher apenas alguns que praticaram crime, mas todos os conhecidos, identificados."
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Posted: 14 Aug 2012 08:50 AM PDT


"Há alguns meses, em visita a Manaus, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez um comentário sobre a necessidade de se criar condições favoráveis para a instalação e manutenção de empresas no país. "Não adianta pedir mais investimentos se o governo não cria condições para que as empresas se desenvolvam", afirmou em tom professoral.

Gilson Caroni, Vermelho

A receita da felicidade inclui memória curta. FHC tem, no entanto, memória longa, e pertence à categoria de cidadãos que fazem questão de mantê-la acesa. Porém, para tanto, ao menos quando o assunto é política ou economia, não se baseia em suas lembranças pessoais, mas nas versões criadas pela mídia corporativa para glorificar sua passagem pelo poder.

FHC diz saber onde mora o pecado. Segundo ele, o inferno é a falta de políticas e estrutura adequada que atraiam o investimento. Resta saber o que andou fazendo entre 1995 e 2002, quando comandou um governo baseado na crença do "mercado desregulamentado".

Convém – como costumamos fazer em alguns artigos – voltar no tempo para termos a perspectiva exata do processo histórico. Em 2000, seis anos depois de aguçar a ideologia neoliberal iniciada no governo Collor, Fernando Henrique via generalizar-se uma análise mais abrangente do receituário adotado, superando-se as críticas fragmentadas e setoriais.

Não havia apenas sindicalistas protestando pelo corte de empregos, enquanto industriais aplaudiam a "modernização", pedindo o aprofundamento da desregulamentação que, rezava o credo hegemônico, daria a seus negócios a sonhada competitividade internacional. Foram-se os empregos, em grande parte desapareceu o peso dos encargos sociais, mas a mágica não aconteceu.

Os crentes do milagre neoliberal começaram a sentir na pele os efeitos de um confronto desigual: ao lado da privatização de empresas públicas, setores privados nacionais inteiros desapareceram, absorvidos ou vencidos por concorrentes externos, muitas vezes auxiliados por crédito fácil do próprio BNDES. O mesmo crédito negado aos brasileiros. Poucas vezes se viu sucateamento de tal monta."
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Posted: 14 Aug 2012 07:31 AM PDT



"O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, requereu à Procuradoria-Geral da República abertura de inquérito por calúnia, injúria e difamação contra a revista Carta Capital. Na representação, o ministro afirma que a edição 708 da revista publicou reportagem segundo a qual ele teria recebido do chamado "mensalão mineiro" R$ 185 mil em março de 1999, quando ocupava o cargo de advogado-geral da União.

Na representação, Mendes diz que só assumiu a chefia da Advocacia-Geral da União em janeiro de 2000. Em 1999, ele ocupava o cargo de subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil. O ministro afirma, ainda, que a lista é falsa e que isso já foi comprovado. Diz que a revista sabia da falsificação e que, mesmo assim, sem ouvi-lo, resolveu publicá-la.

O ministro afirma que a revista publicou a reportagem para levantar dúvidas a respeito de sua capacidade de se tornar juiz do processo do mensalão. Por isso, segundo ele, imputou-lhe a prática de ato criminoso, ao dizer que havia recebido vantagens indevidas oriundas de fontes públicas, além de sugerir que teria praticado ato indevido no cargo de ministro, ao conceder habeas corpus a Marcos Valério, réu do processo do mensalão, em 2009.

A mesma reportagem, que ocupou sete páginas da Carta Capital, afirma que o senador Delcídio Amaral (PT-MS) também está na lista dos beneficiados pelo "mensalão mineiro", surgido durante a campanha à reeleição do governador tucano Eduardo Azeredo. O esquema teria sido comandado pelo publicitário Marcos Valério, também réu no processo do mensalão.

Em correspondência à revista, Delcídio esclareceu que só disputou a eleição por Mato Grosso do Sul em 2002, quando foi eleito senador, tendo tomado posse em 2003. Segundo Delcídio, o próprio advogado de Marcos Valério atribui a autoria da lista a "um psicopata" que já foi preso e que continua respondendo a processo criminal por falsificação de documentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo."


Posted: 14 Aug 2012 07:10 AM PDT
Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania


O blog apurou nesta terça-feira que a bancada do PT na CPMI do Cachoeira deve votar em bloco a favor do requerimento do deputado Doutor Rosinha (PT-PR) para que, inicialmente, seja convocado o diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior. E que haveria a intenção de convocar, numa segunda etapa, o dono da revista, Roberto Civita.

PC do B, PSB e PTB (Fernando Collor) devem votar com o PT pela convocação. Mas como a Comissão precisa de ao menos 15 votos para aprovar o requerimento e os partidos dispostos a votar pela convocação do jornalista somam 11 parlamentares, os 4 votos restantes terão que ser obtidos junto ao PMDB.

Segundo a fonte na CPMI, esses votos ainda não foram conseguidos porque o PMDB está hesitando. Por conta disso, o requerimento do doutor Rosinha deve ser apresentado na sessão desta terça-feira da CPMI, mas a votação só ocorrerá quando os partidos favoráveis à convocação tiverem maioria.

O que estimulou a união do PT e a adesão de partidos aliados em favor da convocação foi a reportagem de capa da revista Carta Capital, assinada pelo repórter Leandro Fortes, que revelou escutas da Polícia Federal no âmbito da extinta Operação Vegas, arquivada pelo procurador-geral da República."
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Posted: 14 Aug 2012 06:57 AM PDT
Ricardo Mendonça, Folha de S. Paulo

"Após atingir seu recorde em abril, a taxa de aprovação do governo Dilma Rousseff oscilou dois pontos para baixo. De acordo com pesquisa realizada pelo instituto Datafolha no dia 9 de agosto, o governo agora é classificado como ótimo ou bom por 62% dos eleitores. Outros 30% avaliam que a administração Dilma é regular. A desaprovação (soma de ruim e péssimo) está em 7%.

O Datafolha ouviu 2.562 pessoas com 16 anos ou mais em 159 municípios. A margem de erro é de 2 pontos.

Na comparação com os quatro mandatos presidenciais anteriores, só o ex-presidente Lula atingiu mais de 60% de aprovação no período equivalente. Em setembro de 2008, já em seu segundo mandato, Lula tinha 64% de ótimo e bom.

No primeiro mandato de Lula, a aprovação do governo 1 ano e 8 meses após a posse era bem menor que a atual taxa de Dilma, 35%."
Matéria Completa, ::AQUI::
Imagem: Editoria de Arte/Folhapress




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