sábado, 5 de maio de 2012

Via Email: BRASIL! BRASIL!



BRASIL! BRASIL!


Posted: 04 May 2012 06:45 PM PDT




Posted: 04 May 2012 06:43 PM PDT


Mauro Santayana, JB online

"Coube a Robespierre definir o julgamento político como legítima defesa das sociedades nacionais. Ao defender o julgamento de Luís 16, que condenaria o rei à morte, e lhe dar toda a legitimidade, o líder revolucionário explicou que o poder legislativo, a Convenção Nacional,  não atuava como um tribunal comum. Atuava como um corpo político da nação. Se o rei fosse inocente, culpados seriam os 387 deputados que haviam votado pela morte do soberano. Como constituíssem a maioria dos delegados do  povo, culpada seria a nação francesa. Sendo um julgamento político, a sentença condenatória era um ato de defesa da pátria contra aquele que ela identificara como inimigo.

Ao defender antes de se iniciar o julgamento, a atuação  dos convencionais, disse:  "não se trata de um processo, mas  medida de segurança pública,  ato de providência nacional a ser exercido. Luis deve morrer, para que a pátria viva".

A Revolução Francesa foi um dos momentos mais fortes do homem. Nele houve de tudo, na grandeza e na traição, na força demolidora e construtora das idéias, no avanço republicano da liberdade, com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão – e na contra-revolução termidoriana, no surgimento de Napoleão, na Santa Aliança, na derrota de Waterloo, na restauração monárquica.

A direita sempre a desdenha. Em 1934, pouco antes que Hitler o matasse, a fim de eliminar um provável inimigo, Ernst Roehm diria que a nova ordem do nazismo  iria eliminar os efeitos da Revolução Francesa na História.

As grandes revoluções iludem os que dela são contemporâneos. Elas só são avaliadas muito depois. Uma tese histórica coerente é a de que estamos sempre em uma revolução, com momentos mais agudos e menos agudos e eventuais pausas de pasmaceira. Nem todos nos damos conta de que vivemos, nestes dias, no Brasil e no mundo,  uma situação revolucionária, mas desprovida de grandes líderes. Os estados nacionais minguam. O poder financeiro, astuto, passou a dirigi-los, mediante o controle dos parlamentos – mas como foi com muita sede ao pote, encontrou a resistência, ainda desorganizada, dos cidadãos. É nesse quadro que, no Brasil, se iniciam os trabalhos da CPI destinada a desemaranhar a teia enovelada do governo paralelo do empresário Carlos Cachoeira.

O Parlamento se encontra em situação parecida à da Convenção Nacional nos últimos meses de 1792. Para que a Revolução se salvasse, em seus efeitos históricos,  era necessário que o rei morresse. Para que a República se salve e, com ela, o povo brasileiro, é necessário que a CPI vá às últimas conseqüências. A nação está clamando por uma devassa, não para que se erga, em alguma praça, a máquina do doutor Guillotin. Ao contrário do que muitos pensam, não é preciso que o sangue lave a honra das nações. Mas os ladrões do Erário, que roubam dos que trabalham e produzem, devem ser conhecidos e levados aos tribunais. Não se trata de conflito ideológico, mas de ato de legítima defesa nacional. Os que roubam, ao subtrair os bens comuns, contribuem para que o estado republicano desmorone e, com ele, a nação. Desmorone nos hospitais precários, que não salvam vidas e, frequentemente, apressam  a morte; desmorone nas escolas públicas em que as crianças não aprendem, mas se expõem aos perigos, que vão das humilhações à tortura, cometidas pelos fortes contra os fracos, quando não aos massacres; desmorone nos serviços de segurança, dos quais surgem esquadrões da morte e milicianos quadrilheiros.

Nesta visão, correta e ampla, dos efeitos da corrupção, os corruptos não são apenas larápios: são, da mesma forma, bandidos e assassinos. Uma coisa é o financiamento de campanhas políticas pelos empresários, outra o enriquecimento de agentes públicos, mediante as promíscuas relações, nas quais se superfaturam obras públicas e serviços, para a divisão do butim entre os parceiros. O que todos os cidadãos conscientes exigem é o financiamento público das campanhas, a fim de evitar essa poluição do sistema democrático.

O rigor nas investigações, atinja a quem atingir, é  ato de legítima defesa do sistema republicano e, particularmente, do poder legislativo. Há, crescente, na opinião pública – a partir das informações que recebe – o equivocado juízo de que os senadores e deputados são inúteis. Se essa CPI se frustrar, os cidadãos podem supor que os parlamentares não são apenas inúteis, mas também complacentes com os seus pares aquadrilhados, como os representantes de Goiás fisgados pela língua, entre eles esse comediante menor, o senador Demóstenes Torres, que fez, durante tanto tempo, o papel de catão.

Devemos entender que a maioria parlamentar não é feita de bandoleiros, embora possa ter sua parcela de incompetentes. Espera-se que, na CPI, os homens de bem sejam tão ousados como costumam ser os canalhas – e os vencer – para lembrar a constatação de Disraeli sobre a Inglaterra de seu tempo. Hoje, provavelmente, o grande conservador não teria o mesmo juízo dos homens de bem ingleses, acoelhados diante do atrevimento dos camerons e blaires contemporâneos."


Posted: 04 May 2012 06:37 PM PDT


"Os banqueiros ainda parecem considerar os protestos do Occupy pouco mais do que um incômodo baseado na 'ignorância das massas'. Podiam ser mais humildes"

Márcia Denser, Congresso em Foco

O movimento Occupy retornou à mídia no 1º de Maio, convocando os norte-americanos a promoverem um apagão de consumo em homenagem à data (ano passado, 6 milhões pararam, de trabalhadores a estudantes). E, conforme o prometido, volto a comentar o ensaio recém-lançado pela Boitempo, Occupy – movimentos de protesto que tomaram as ruas do planeta, desta vez focalizando o artigo "Chega de Chiclete", assinado por um dos meus autores favoritos:o pesquisador, historiador e ativista Mike Davis.

Autor do famoso Planeta Favela (2006), onde, a propósito, no último capítulo, chamado sugestivamente "Descendo a rua Vietnã", este comenta (parafraseando Jan Breman): "Chega-se a um ponto sem volta quando o exército de reserva à espera de ser incorporado ao processo de trabalho torna-se estigmatizado como massa permanentemente supérflua, fardo excessivo que não pode ser incluído, nem agora, nem no futuro, na economia e na sociedade: esta metamorfose é a verdadeira crise do capitalismo!   No final dos anos 1990, conforme a CIA, espantosos um bilhão de trabalhadores, que representavam um terço da força de trabalho mundial, estavam desempregados ou subempregados. Além do informalismo infinitamente 'flexível' (adjetivo que significa literalmente 'sem garantia alguma de manutenção do emprego ou sub ou estágio ou os três'), não há roteiro para a reincorporação dessa enorme massa de mão-de-obra excedente na corrente principal da economia".

Voltando ao Occupy: Davis abre sua exposição com uma pergunta retórica: quem poderia prever o Occupy Wall Street e sua repentina proliferação em várias cidades, grandes e pequenas? (aqui eu poderia responder que, quando uma idéia amadurece – PORQUE uma situação geral atinge seu limiar extremo – esta eclode simultaneamente em várias partes do mundo, é um fato historicamente comprovado), mas Davis comenta que alguém previu: o cineasta John Carpenter.


Há quase 25 anos (1988), esse mestre do terror (Halloween, A Coisa) dirigiu Eles Vivem (They Live), metaforizando a Era Reagan como uma catastrófica invasão alienígena: logo nas primeiras cenas, uma grande periferia de pesadelo terceiro-mundista é refletida ao longo duma auto-estrada nos arranha-céus espelhados de Bunker Hill, LA. Carpenter também retrata banqueiros e midiocratas cruéis pulverizando uma classe trabalhadora que vive em barracas numa encosta cheia de entulhos, implorando por trabalhos temporários. Então surge o enigmático personagem Nada (interpretado por Roddy Piper), sujeito extremamente furioso, cujos óculos mágicos desfazem o engodo geral perpetrado pelos ricos contra o "resto" do mundo."
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Posted: 04 May 2012 06:24 PM PDT


"Parlamentares petistas planejam convocar Andressa Mendonça, a noiva de Carlinhos Cachoeira, para prestar depoimento na comissão parlamentar aberta para investigar o bicheiro; dona de uma loja de lingerie em Goiânia, empresária vem mandando recados pelo noivo por meio de entrevistas


Dificilmente o posto de musa da CPI do Cachoeira não será ocupado pela empresária Andressa Mendonça, noiva do bicheiro que dá nome à comissão. Andressa, que vem atuando com a voz de Cachoeira por meio de entrevistas (numa, ela disse que Cachoeira "se considera um preso político", deve ser convocada para prestar depoimento na CPI.

Segundo nota da coluna Radar, os petistas Humberto Costa, Walter Pinheiro e José Pimentel resolveram convocar a empresária baseados nos fatos de que "Andressa circulava com o marido entre figuras importantes" e que "conhece a rede de influências" de Carlinhos. Pela beleza e pela proximidade com o contraventor, Andressa vem frequentando o noticiário desde que Cachoeira foi preso, no dia 29 de fevereiro – eles estavam com o casamento marcado para março.

Famosa em Goiás, a moça de 30 anos já frequentava as colunas sociais locais, pelo menos desde o lançamento de sua loja de lingeries da marca Valisere – com sala de fetiche e tudo. Depois do início tímido da CPI do Cachoeira, sem convocações de governadores, do procurador-geral da República ou de Fernando Cavendish, da Delta Construções, seria essa a aposta dos parlamentares para esquentar as apurações?"
Foto: Lula Marques/Folhapress


Posted: 04 May 2012 06:05 PM PDT
Momento épico.  
Um daqueles atingidos pela Veja. 
 E onde ficam os porões, 
caras-pálidas?
Mino Carta, CartaCapital

"Por que a mídia nativa fecha-se em copas diante das relações entre Carlinhos Cachoeira e a revista Veja? O que a induz ao silêncio? O espírito de corpo? Não é o que acontece nos países onde o jornalismo não se confunde com o poder e em vez de servir a este serve ao seu público. Ali os órgãos midiáticos estão atentos aos deslizes deste ou daquele entre seus pares e não hesitam em denunciar a traição aos valores indispensáveis à prática do jornalismo. Trata-se de combater o mal para preservar a saúde de todos. Ou seja, a dignidade da profissão.

O Reino Unido é excelente e atualíssimo exemplo. Estabelecida com absoluta nitidez a diferença entre o sensacionalismo desvairado dos tabloides e o arraigado senso de responsabilidade da mídia tradicional, foi esta que precipitou a CPI habilitada a demolir o castelo britânico de Rupert Murdoch. Isto é, a revelar o comportamento da tropa murdoquiana com o mesmo empenho investigativo reservado à elucidação de qualquer gênero de crime. Não pode haver condão para figuras da laia do magnata midiático australiano e ele está sujeito à expulsão da ilha para o seu bunker nova-iorquino, declarado incapaz de gerir sua empresa.


O Brasil não é o Reino Unido, a gente sabe. A mídia britânica, aberta em leque, representa todas as correntes de pensamento. Aqui, terra dos herdeiros da casa-grande e da senzala, padecemos a presença maciça da mídia do pensamento único. Na hora em que vislumbram a chance, por mais remota, de algum risco, os senhores da casa-grande unem-se na mesma margem, de sorte a manter seu reduto intocado. Nada de mudanças, e que o deus da marcha da família nos abençoe. A corporação é o próprio poder, de sorte a entender liberdade de imprensa como a sua liberdade de divulgar o que bem lhe aprouver. A distorcer, a inventar, a omitir, a mentir. Neste enredo vale acentuar o desempenho da revista Veja. De puríssima marca murdoquiana."
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Posted: 04 May 2012 05:51 PM PDT


Jose Dirceu, Blog do Zé

"Há um assunto que ronda a CPI do Congresso sobre Carlinhos Cachoeira que praticamente não aparece na mídia tradicional, embora esteja bombando nas redes sociais: as trocas de informações e favores entre o grupo do empresário e veículos de imprensa, com destaque para a revista VEJA. A cortina de silêncio que a mídia mantém sobre o assunto é quebrada raramente.

A TV Record foi uma exceção quando tratou do tema de forma explícita, o que já destacamos aqui no blog (veja o programa). A Folha de S.Paulo intercalava longos silêncio com, vez ou outra, um registro do escândalo e das relações deste com a mídia. Ontem e hoje, ela trata diretamente do tema.

Antes a Folha reproduziu trechos de declarações do deputado Paulo Teixeira (SP), ex-líder do PT e membro da CPI, em que ele afirma que jornalistas cooptados pelo esquema Cachoeira deveriam ser ouvidos.

Em sua edição de hoje, o mesmo jornal publica entrevista que lhe foi concedida - e ao portal UOL - na qual o relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG) afirma que não há tema proibido a ser investigado pela comissão e que "se houve cooptação e corrupção de alguns atores da mídia, isso deve ser investigado".

Condutas que serviram ao crime organizado têm de ser investigadas

O relator deixa claro a observância de critérios e os cuidados da CPI neste caso, quando afirma à Folha/UOL: "É preciso individualizar condutas. Quer seja entre alguns membros da imprensa, membros do empresariado brasileiro, membros do Congresso Nacional, agentes de governos municipais e estaduais e agentes do governo federal. Essas condutas que, individualizadas, serviram à organização criminosa, têm que ser investigadas por nós."

A gravidade da situação, observem, vem do lugar institucional que a imprensa ocupa na democracia. Não é à toa que a Constituição brasileira protege, por exemplo, o sigilo da fonte dos jornalistas. Isso ocorre porque à imprensa cabe o papel de informar a população sobre o que acontece.

Ela não têm, porém, o direito de utilizar o espaço público e institucional que lhe é garantido por lei para defender interesses escusos, sejam dos proprietários e sócios dos veículos, sejam de grupos criminosos. Sua obrigação é informar da forma mais ampla e isenta possível."
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Posted: 04 May 2012 05:43 PM PDT


"Deputada do PSB, que participou hoje de debate do Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação, disse que o Congresso está cada vez pior

Raoni Scandiuzzi, Rede Brasil Atual

A deputada federal e presidenta da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão, Luiza Erundina (PSB-SP), defendeu hoje (4) um projeto de iniciativa popular para tratar da democratização da comunicação no país. Para ela, os parlamentares do Congresso Nacional não estão interessados na questão e somente uma grande mobilização da sociedade poderia mudar este quadro.

"O dia em que o povo tiver acesso à informação, podendo interagir com todos os pensamentos e ideias existentes na sociedade, ele terá força política para garantir todos os demais direitos sociais", defendeu Erundina. Segundo ela, o quadro parlamentar é cada vez pior. "Não esperemos muita coisa daquele parlamento", disse.

A crítica da deputada não ficou restrita ao Legislativo. "Os partidos são omissos nessa luta, inclusive o meu, eu não represento o meu partido", criticou. Para ela, os partidos temem perder espaço na mídia.

Erundina participou de um debate realizado em São Paulo pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que tratou dos desafios da liberdade de expressão no Brasil. Além dela, estiveram presentes os deputados Ivan Valente (PSOL-SP) e André Vargas (PT-PR), também secretário nacional de Comunicação do PT, além do blogueiro e secretário de Questões de Mídia do PCdoB, Altamiro Borges, e da secretária de comunicação da CUT, Rosane Bertotti."
Foto: Valter Campanato/ABr
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Posted: 04 May 2012 04:29 PM PDT
"Por quebra de decoro, relator aceita processo para cassar Demóstenes


O Estado de São Paulo

Envolvido com o contraventor Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) não negligenciou suas relações com a cúpula do Poder Judiciário, mais especificamente o Supremo Tribunal Federal (STF), onde possui foro e será julgado criminalmente. Depois de ver o então presidente do STF, Cezar Peluso, constrangido a demitir a assessora Márcia Maria Rosado de um cargo de confiança no tribunal, o senador a contratou para outro cargo comissionado no Senado.

Peluso havia nomeado Márcia Maria Rosado e o marido dela - José Fernando Nunes Martinez - para postos de confiança logo depois de assumir a presidência do Supremo. A contratação de ambos, que não tinham vínculo com o STF, desrespeitaria a súmula aprovada pelo próprio STF, que vedou a prática do nepotismo. Por isso, Peluso foi obrigado a exonerá-la em julho de 2010."
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Posted: 04 May 2012 10:18 AM PDT




Posted: 04 May 2012 10:00 AM PDT
Deputado Carlos Zarattini


"Empresas como a Delta Construções, acusadas de pagar suborno para obter vantagens passariam a responder na justiça por seus atos, caso Câmara aprove projeto relatado pelo deputado Carlos Zarattini

Mariana Haubert, Congresso em Foco

Empresas envolvidas em denúncias de corrupção ou que estejam sendo investigadas por cometer crimes contra a administração pública terão mais motivos para se preocupar, caso a Câmara dos Deputados aprove a chamada Lei Anticorrupção. O projeto de lei 6.826, de 2010, estabelece a responsabilização administrativa e civil de empresas e seus diretores pela prática de atos ilícitos contra a administração pública nacional ou estrangeira. O projeto de lei, editado pelo Poder Executivo, tramita em caráter conclusivo e a previsão é que seja votado na comissão especial em que se encontra na Câmara, no próximo dia 23 de maio. Caso seja aprovado, e não haja requerimento para votação em plenário, seguirá para o Senado.

Na prática, o projeto institui a responsabilidade objetiva das empresas. Atualmente, em casos de corrupção, é preciso que se comprove que a organização enviou alguém para corromper a administração pública. Em muitos casos, quando flagradas, as empresas argumentam que o enviado agia por conta própria, sem autorização, e se livra, assim, de responsabilidade.

Segundo o relator do projeto na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), a possibilidade de empurrar a responsabilidade para o funcionário que participou da negociação deixar de existir. O texto da lei estabelece que agora a responsabilização será de quem foi o beneficiário dos atos de corrupção. Ou seja, as empresas. "As empresas sempre acusam seus funcionários e dizem que aquilo que foi praticado é de responsabilidade do funcionário, ou os diretores e presidentes dizem que não sabiam. Mas agora se observará quem recebeu o benefício, ou seja, a empresa corruptora poderá ser punida e não apenas seus diretores, presidentes, acionistas ou qualquer pessoa física que possa responder pelos crimes", explicou o deputando em entrevista ao Congresso em Foco.


Se, por exemplo, o texto já estivesse em vigor, a Delta Construções S.A., acusada de envolvimento com os negócios ilegais do contraventor Carlinhos Cachoeira, poderia ser punida, e não apenas os seus diretores. Num caso em que ficasse comprovado que, mediante o pagamento de propina, a empresa conquistou algum contrato de obra pública, poderia se dar a responsabilização. Na quarta-feira passada (25), Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta, foi detido em Goiânia e está preso no presídio da Papuda, em Brasília. Ele foi afastado do cargo após a revelação de ter ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira durante a Operação Saint-Michel, segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Abreu é suspeito de corrupção e formação de quadrilha."
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Posted: 04 May 2012 09:48 AM PDT


Silvio Meira, Terra Magazine / dia a dia, bit a bit

"Artigo de maribel lopez na forbes tenta explicar porque a informática pós-PCs, quando estiver toda aqui, será diferente da que temos hoje. os quatro pontos de lopez [na minha tradução livre e explicações próprias] são: 1. computação deixa de ser destino [não é preciso "ir" a um PC para ter computação e comunicação] ; 2. a nuvem [de serviços] habilita mobilidade de fato [pois o "smart" na sua mão tende a se tornar um browser]; 3. a era pós-PCs acelera a destruição criativa da indústria de software [que tem que se redefinir para o novo contexto] e 4. contexto passa a ser chave para novos serviços, pois o "usuário" é bem mais do que um login [passa a ser o lugar onde está, o clima por lá, outros usuários ao redor, o prédio por onde está passando...].

só que as mudanças são estruturais e bem mais profundas do que lopez aponta. e dá para explicar toda a [r]evolução da informática nas últimas e próximas décadas usando referenciais sociais e não técnicos, o que torna o cenário bem mais fácil de entender e o deixa independente de coisas como "PC", "smart" ou "nuvem". 

comece por assumir que há três referenciais nas transações entre pessoas, empresas e coisas: quando se trata com empresas, pode-se usar o balcão como referencial. as próprias pessoas são um referencial. e as coisas, o outro.

olhando para as empresas [ou instituições, de forma mais geral] a informática de que fazemos uso quando nos relacionamos com elas pode estar do lado de lá do  balcão, o que se dá quando a pessoa que nos atende não faz uso de informática. ela pode tomar notas num formulário e depois, talvez, usar alguma informática para capturar e processar tais dados. a informática pode estar no balcão [pense nos caixas de banco e supermercados...] e, por fim, pode estar do lado de cá do balcão. porque o PC do executivo e secretária são instâncias desta "geração" da informática, assim como o ATM [o caixa eletrônico] e o PC nas casas, conectado à internet: ele é a frente, o "meu" terminal de um grande sistema de informação em rede [a internet], que habilita o uso, no meu PC, de funções que são externas a ele. 


se as pessoas são o referencial, há duas alternativas: informática com você, como seu laptop e celular ou smart, ou informática em você, como seria o caso de um implante coclear ou de implantes cerebrais para tratar o mal de parkinson. com você explica coisas sofisticadas como body area networks [BAN], redes no seu corpo, que podem fazer com que seu smart interaja com o tênis e a camisa, mais o boné. é provável que alguns dos sistemas informacionais em você também façam parte destas redes, tornando diagnósticos mais simples e efetivos e criando novas possibilidades de ação externa sobre instrumentos instalados em você. ou em mim, não pense que não vou ter umas coisas destas no meu corpo…"
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Posted: 04 May 2012 09:36 AM PDT


"Ex-presidente foi agraciado por cinco universidades públicas fluminenses, em cerimônia no Teatro João Caetano, no Centro, nesta sexta-feira

Stephania Mello, 247

Ao lado da presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta sexta-feira (4) cinco títulos de doutor Honoris Causa, agora de universidades do Rio de Janeiro. As universidades fizeram cerimônia conjunta para otimizar a presença do agraciado.

O título foi entregue a Lula pelas universidades Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UFF (Universidade Federal Fluminense) e UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro). O evento aconteceu às 11 horas, no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, no Centro da capital fluminense.

Antes do início do evento, Dilma e Lula tiveram uma conversa reservada, na segunda visita ao Rio em menos de 15 dias. A presidente acompanhou seu antecessor para receber a vestimenta formal da cerimônia - uma toga vermelha com chapéu de doutor.

No começo da cerimônia, o reitor da Unirio, Luiz Pedro San Gil Jutuca, destacou a atuação do ex-presidente na área da educação. "Diferentemente de governantes letrados, foi aquele que mais fez pela educação nesse país", afirmou Jutuca. Enfatizou ainda o Programa Universidade para Todos (Prouni), criado no governo Lula, considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamento na última quinta-feira (3), em Brasília."
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula


Posted: 04 May 2012 09:18 AM PDT


Mair Pena Neto, Direto da Redação

"A política de punhos de renda invariavelmente impede que governantes digam ao povo o que gostariam de dizer, de maneira clara, para que todos entendam o que está se passando, quais forças antagônicas se digladiam e quais os interesses por trás de cada grupo de pressão. Ao bom político, recomenda-se não acirrar as tensões para evitar fraturas sociais que poderiam vir a inviabilizar seus próprios governos.

Determinados momentos históricos, porém, exigem discursos mais claros e diretos. Que funcionem quase como consultas públicas. Uma maneira de dizer à população: "olha, viemos até aqui e para seguir adiante estamos enfrentando as seguintes barreiras. Vamos enfrentá-las?". Tal explicitação exige que se dê nome aos bois. Que interesses estão sendo contrariados e por que.

Neste sentido, não seria exagerado classificar como histórico o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff alusivo ao 1º de Maio. A presidente não se limitou a destacar o papel do trabalhador no desenvolvimento do país, e apontou para a necessidade de que ele desfrute cada vez mais da riqueza que ajuda a produzir. Isso significa, segundo as palavras de Dilma, enxergá-lo como cidadão e como consumidor, "com condição de comprar todos os bens e serviços que sua família precisa pra viver de maneira cômoda e feliz".

A presidente mencionou o esforço do governo em reduzir os juros e cobrou dos bancos privados a oferta de mais crédito a custo mais baixo. Mais ainda, Dilma considerou inexplicável aos brasileiros a "lógica perversa" do setor financeiro, que não reduz suas taxas nem para as empresas e nem para os consumidores apesar da estabilidade da economia brasileira e da queda contínua da taxa básica de juros."
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Posted: 04 May 2012 08:12 AM PDT


"Na semana que vem, o banco cortará também as taxas de administração dos fundos, além dos juros para pequenas e médias empresas.

Brasil Econômico

O Banco do Brasil anunciou nesta sexta-feira (4/5) uma nova rodada de redução dos juros no programa chamado de "Bom pra Todos". Agora, pessoas físicas que aderirem a esse pacote terão taxas máximas de 3,94% ao mês. As taxas entram em vigência no dia 10 de maio.

No cheque especial, a taxa máxima era de 8,31% ao mês e agora será única, de 3,94%. O juro máximo do crédito ao consumidor passou de 5,79% para 3,94% mensais. A taxa do rotativo do cartão se manteve em 2,94%."
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Posted: 04 May 2012 07:23 AM PDT


"Num grampo de 29 de julho, o araponga Jairo Martins antecipa ao tenente-coronel Paulo Abreu que Época havia fechado uma reportagem de três páginas com "porrada no Agnelo"; "Que deus abençoe", responde Abreu, que era o candidato de Demóstenes à presidência da SLU, contratante de Cavendish

Brasil 247

Neste domingo, no jornal O Globo, o jornalista Merval Pereira saiu em defesa dos métodos de Veja e do jornalista Policarpo Júnior nas suas relações com Carlos Cachoeira (leia mais aqui). Segundo Merval, o inquérito revela apenas uma pequena intimidade e o pedido pela publicação de notinha na coluna Radar, feito pelo contraventor.

No entanto, vários trechos do inquérito revelam que o bicheiro usou a imprensa com frequência em defesa de seus interesses econômicos e políticos. E Veja não foi a única publicação instrumentalizada pela quadrilha. Época também.

É o que revela um diálogo entre o araponga Jairo Martins, funcionário de Cachoeira, e o tenente-coronel Paulo Abreu, da Polícia Militar do Distrito Federal, que também recebia recursos da quadrilha. Abreu era remunerado pela Delta, empresa de Fernando Cavendish, que tentava ampliar seus tentáculos no Distrito Federal.

Na conversa, de 29 de julho deste ano, Abreu antecipa uma reportagem que sairia em Época com "porrada no Agnelo". Paulo Abreu responde: "Que deus abençoe".
Foto: Eduardo Knapp/Folhapress_Divulgação_Adriano Machado/Folhapress
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Posted: 04 May 2012 06:37 AM PDT
Fábio Brandt, folha.com


"Se houve cooptação e corrupção de alguns atores da mídia, isso deve ser investigado", disse nesta quinta-feira (3) o relator da CPI mista do Cachoeira, deputado federal Odair Cunha (PT-MG). Ele afirmou que "não há tema proibido" nos trabalhos da comissão.

Cunha disse que analisará inquéritos da Polícia Federal antes de se posicionar "sobre a participação de qualquer pessoa, não só da mídia" na suposta organização criminosa de Carlinhos Cachoeira. O deputado afirmou ainda que "é preciso individualizar condutas" e que a CPI deverá apurar suspeitas que recaem sobre "membros da imprensa, membros do empresariado brasileiro, membros do Congresso Nacional, agentes de governos municipais e estaduais e agentes do governo federal".
Matéria Completa, ::Aqui::


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Francisco Almeida / (91)81003406
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