sábado, 23 de junho de 2012

Via Email: BRASIL! BRASIL!



BRASIL! BRASIL!


Posted: 22 Jun 2012 06:33 PM PDT






Posted: 22 Jun 2012 06:30 PM PDT

Altamiro Borges, Blog do Miro

"O blogueiro oficial da revista Veja acaba de postar um texto efusivo em apoio ao golpe no Paraguai. Para o patético Reinaldo Azevedo, a destituição do presidente "é constitucional e democrática... No Paraguai, triunfou a lei. É tão evidente a vinculação de Fernando Lugo com os ditos sem-terra, convertidos em força terrorista, que os dias a mais para a defesa não fariam diferença no mérito".

No seu linguajar agressivo, o colunista da Veja chega a sugerir que "o melhor que este ex-bispo fazedor de filhos tem a fazer é cair fora sem resistência. O sistema democrático pode sobreviver sem ele". O fascista simplesmente despreza o voto de 41% dos paraguaios, que elegeram democraticamente o presidente deposto agora por forças reacionárias. Ele mostra todo o seu ódio à democracia!"
Artigo Completo, ::AQUI::


Posted: 22 Jun 2012 06:18 PM PDT
"Os resultados das eleições na Grécia evidenciaram, mais uma vez, a incrível capacidade de articulação orgânica entre os interesses do sistema financeiro e os grandes meios de comunicação. Face à possibilidade da vitória da Syriza, foi lançada uma enorme campanha de natureza alarmista e catastrofista.

Paulo Kliass, Carta Maior

Os resultados das eleições na Grécia evidenciaram, mais uma vez, a incrível capacidade de articulação orgânica entre os interesses do sistema financeiro e os grandes meios de comunicação. O crescimento das preferências dos eleitores pelo bloco político Syriza acendeu a luz de alerta no interior do "establishment" grego, europeu e internacional. A crítica aberta ao protocolo de austeridade exigido pela troika (Comissão Européia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) ao povo grego, colocou o partido liderado por Alexis Tsipras na preferência do eleitorado, de acordo com as pesquisas prévias realizadas.

Face à possibilidade da vitória do grupo de esquerda radical, armou-se a contra-ofensiva: os jornais, a televisão e a imprensa em geral lançaram uma enorme campanha difamatória, de natureza alarmista e catastrofista. Votar no Syriza equivaleria a proporcionar a antevéspera do caos, permitir a quebra do País - pura chantagem, jogando com o clima de receio e incerteza reinante na Grécia. Como se, até alguns dias antes, tudo estivesse andando em paz e às mil maravilhas por ali.

Na verdade, o que ocorreu foi exatamente o oposto. O aprofundamento da crise econômica na Grécia foi impulsionado pelas políticas ortodoxas formuladas e exigidas pela Comissão Européia e por seus organismos na área financeira. Os países com maior capacidade de influência no estabelecimento das condutas de política monetária na esfera européia sempre foram a França e a Alemanha. Impulsionados pela correlação de forças interna em seus espaços nacionais, o que se viu nos últimos anos foi a desastrosa e desenvolta ação da duplinha dinâmica conhecida por "Merkozy" - Nicolas Sarkozy e Ângela Merkel. Fiéis ao seu conservadorismo ideológico genético, ambos patrocinaram uma radicalização da ortodoxia econômica em Bruxelas, abrindo espaço que favoreceu a implementação de propostas voltadas para o atendimento dos interesses do financismo e da grande banca internacional."
Artigo Completo, ::AQUI::


Posted: 22 Jun 2012 06:11 PM PDT

"Departamento de Estado pede que população haja com calma e pacificamente


O departamento de Estado dos EUA reconheceu na noite desta sexta-feira (22/06) o impeachment do presidente paraguaio Fernando Lugo.

Em nota oficial, o país diz que "reconhece o voto do senado paraguaio pelo impeachment do presidente Lugo" e "pede para que todos os paraguaios ajam pacificamente, com calma e responsabilidade, dentro do espírito dos princípios democráticos" da nação.

Antes, o porta-voz para América Latina do departamento de Estado norte-americano, William Ostick, afirmava que os Estados Unidos desejavam alcançar um "escrupuloso" respeito no processo contra o presidente do Paraguai, Fernando Lugo.

Segundo a AFP, Washington acompanha de perto a crise no Paraguai e sua embaixada em Assunção observa a situação muito atentamente. "Com base nos compromissos com a democracia no continente, é importante que as instituições do governo sirvam aos interesses do povo paraguaio", destacou Ostick. "Para tal, é criticamente importante que estas instituições ajam de maneira transparente e que os princípios do devido processo e dos direitos do acusado sejam escrupulosamente respeitados", completou o porta-voz americano."


Posted: 22 Jun 2012 06:03 PM PDT
Carolina Pimentel, Agência Brasil

'O governo do Equador declarou não reconhecer o novo presidente do Paraguai, Federico Franco, que assumiu o cargo hoje (22) pouco depois de Fernando Lugo ter sido afastado pelo Parlamento do país.

"Não reconhecemos nenhum presidente paraguaio que não tenha sido legitimamente eleito", disse o presidente equatoriano, Rafael Correa, em entrevista ao canal de televisão multiestatal na América do Sul, Telesur.

Com placar de 39 votos a favor e 4 contra, o Senado do Paraguai aprovou hoje o impeachment de Fernando Lugo. O processo foi aberto ontem (21) pela Câmara dos Deputados. Os deputados de oposição acusaram Lugo de ser o responsável pelo conflito entre policiais e sem-terra em uma fazenda no último dia 15, que resultou na morte de 17 pessoas – episódio que culminou na crise política.

A defesa de Lugo alegou não existirem provas de mau desempenho do ex-presidente na chefia do país."


Posted: 22 Jun 2012 05:42 PM PDT

"Em uma entrevista especial concedida à Carta Maior e aos jornais Página/12, da Argentina, e La Jornada, do México, o presidente do Equador, Rafael Correa analisa o que considera ser um dos principais problemas do mundo hoje: o poder das grandes corporações de mídia que agem como um verdadeiro partido político contra governos que não rezam pela sua cartilha. "Essa é a luta, não há luta maior. Estamos diante de uma guerra não convencional, mas guerra, de conspiração, desestabilização e desgaste".

Carta Maior, La Jornada e Página/12

Representante de uma nova geração de líderes políticos da esquerda latinoamericana, o presidente do Equador, Rafael Correa, foi lançado para a linha de frente do cenário político mundial com o pedido de asilo político feito, em Londres, pelo fundador do Wikileaks, Julian Assange. Há poucas semanas, Assange entrevistou Correa e os dois conversaram, entre coisas, sobre um tema de interesse de ambos: as operações de manipulação conduzidas pelas grandes corporações midiáticas. Agora, durante sua passagem pela Rio+20, Rafael Correa voltou com força ao tema.

Em uma entrevista especial concedida à Carta Maior e aos jornais Página/12, da Argentina, e La Jornada, do México, Correa analisa este que considera ser um dos principais problemas do mundo hoje: o poder das grandes corporações de mídia que, na América Latina, agem como um verdadeiro partido político contra governos que não rezam pela cartilha dos interesses desses grupos. "Essa é a luta, não há luta maior. Estamos diante de uma guerra não convencional, mas guerra, de conspiração, desestabilização e desgaste".

Na entrevista, Correa fala sobre o pedido de asilo de Assange, relata o debate sobre uma nova lei de comunicações no Equador e faz um balanço pessimista sobre os resultados da Rio+20.

Há um argumento segundo o qual a liberdade de imprensa é propriedade dos meios de comunicação empresariais. Imagino que essa não seja a sua opinião.

Correa: Não nos enganemos. Desde que se inventou a impressora a liberdade de imprensa, entre aspas, responde à vontade, ao capricho e à má fé do dono da impressora. Devemos lutar para inaugurar a verdadeira liberdade de imprensa que é parte de um conceito maior e um direito de todos os cidadãos, que é a liberdade de expressão, que defendemos radicalmente. No entanto, o poder midiático que faz negócios com o objetivo de ter lucro, até isso quer privatizar. Então, se eles têm tanta vocação para comunicar, como dizem, que o façam sem finalidades lucrativas, porque para mim isso é uma contradição.

Este é um grande problema na América Latina e também em nível planetário. Tenho tomado conhecimento que existem posições semelhantes às nossas, mas houve um tempo em que nos sentíamos muito sozinhos, quando fomos vítimas de um ataque tremendo por não abaixar a cabeça diante de um negócio muitas vezes corrupto e encoberto sob a capa da liberdade de expressão. Essa é a luta, não há luta maior.

Presidente, nestes dias foram divulgados telegramas pelo Wikileaks onde apareceram jornalistas equatorianos que eram considerados informantes pela embaixada dos Estados Unidos. Isso confirma as hipóteses levantadas quando o senhor foi vítima de um golpe de Estado.

Correa: As mentiras deles sempre acabam sendo derrubadas. Entidades que financiam esses empórios midiáticos, certas organizações que, em nome da sociedade civil, nos denunciam ante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a SIP, em todos os lados. Agora vemos que esses senhores são identificados via Wikileaks como informantes da embaixada (estadunidense). Wikileaks que nunca é publicado pela maioria da imprensa comercial. Não é só isso. Essa gente é financiada pela USAID, que vocês conhecem. A USAID financiou com 4,5 milhões de dólares a estes supostos defensores da liberdade de expressão, supostamente para fortalecer a democracia e a ação cívica. Na verdade, para fortalecer a oposição aos governos progressistas da América Latina. Os povos da região tem que reagir contra esse tipo de prática.

Independentemente da solicitação do senhor Assange – ele solicitou asilo político -, ele disse que quer vir para o Equador para seguir cumprindo sua missão em defesa da liberdade de expressão sem limites, porque o Equador é um território de paz comprometido com a justiça e a verdade. Isso que o senhor Assange disse é mais próximo da realidade do Equador do que as porcarias que o poder midiático publica todos os dias.

Sabemos que o senhor ainda não tomou uma decisão sobre a situação que está atravessando alguém que revelou informações secretas sobre conspirações dos Estados Unidos e está pagando com a prisão por ter trabalhado pela liberdade de imprensa.

Correa: Se, no Equador, alguém tivesse passado a centésima parte do que passou Assange, nós seríamos chamados de ditadores e repressores, mas como o que Assange divulgou afeta as grandes potências e isso evidencia uma moral dupla e como os Estados nos tratam por meio de suas embaixadas, então é preciso aplicar todo o peso da lei contra Assange. E o chamam de violador.

Eu não quero antecipar minha decisão. Recebemos o pedido de asilo, analisaremos as causas desse pedido e tomaremos uma decisão quando for pertinente. Ele está em nossa em nossa embaixada em Londres sob a proteção do Estado equatoriano.

É claro que há aqui uma dupla moral, uma para os poderosos e outra para os débeis, uma para os que querem manter o status quo e para sua imprensa, e outra para os governos que querem mudar esse status quo e para a imprensa alternativa. Todos os dias há julgamentos em países desenvolvidos contra jornais. Neste caso não há problema, porque isso é civilização, mas, processar em nosso país um jornal ou um jornalista é qualificado como barbárie. E não é verdade que nós criminalizamos a opinião, pois em nosso país todos os dias publicam tudo, todos os dias publicam que há falta de liberdade de expressão. Qualquer um pode dizer que o governo é bom ou mau, que é competente ou incompetente. Mas o que não pode se dizer em um meio de comunicação é que o presidente, ou qualquer cidadão, é um criminoso de lesa humanidade e que ele disparou sem aviso prévio contra um hospital, porque isso é calúnia, isso é delito em qualquer país."
Entrevista Completa, ::AQUI::


Posted: 22 Jun 2012 05:00 PM PDT
O presidente derrubado de Honduras 
Manuel Zelaya, com o então presidente 
Lula durante encontro em 
agosto de 2009: Brasil apoiou abertamente 
o mandatário deposto.

Pedro Estevam Serrano, CartaCapital

 "O caso de Honduras em 2009, quando o presidente eleito Manuel Zelaya foi deposto, acendeu um claro sinal de alerta em todo continente latino-americano. A democracia como método de escolha majoritária e forma popular de decisão politica pode ser assolada por mandatários parlamentares e juízes togados que usam de seus poderes como afronta a Constituição, com o fim de destituir lideres eleitos democraticamente.

Em regimes presidencialistas, presidentes podem sofrer impedimento de seu mandato pelo Parlamento, mas isso apenas após a comprovação de condutas caracterizadoras de ilícitos e anteriormente previstas nas respectivas constituições ou em leis aprovadas pelos congressistas, após sua comprovação consistente por métodos processuais que garantam ampla defesa com o consequente contraditório e ampla defesa.

O Parlamento, quando realiza impedimento do mandato do presidente sem observância do devido processo legal e dos direitos do acusado, age com inegável abuso de poder, promovendo o que, no âmbito da ciência política, se alcunha como "golpe de estado" – ou seja, interrupção autoritária e, ao menos institucionalmente, violenta do ciclo democrático regular.

Quando se usa a expressão "julgamento político" para tal forma de juízo, não se quer dizer julgamento segundo a vontade integralmente autônoma e livre do julgador, inclusive com eventual dispensa do devido processo legal.

Em um estado democrático de direito não existem juízos imperiais, que se caracterizam pela formação autônoma da vontade do julgador. Para ser tido como tal, qualquer julgamento, por mais discricionário que seja, é pautado no que Kant e a moderna teoria constitucional chamam de juízo "heterônomo", qual seja, no sentido jurídico, vontade constituída a partir dos fins e processos estipulados na ordem jurídica e não no juízo absolutamente subjetivo do julgador."
Foto: Wilson Dias / ABr
Artigo Completo, ::AQUI::


Posted: 22 Jun 2012 04:07 PM PDT

"Após aprovação de impeachment, Fernando Lugo já discursa como ex-presidente: "Me submeto à decisão do congresso e estou disposto a responder por meus atos como ex-mandatário nacional"; vice Federico Franco assume; movimentação ao redor do Congresso não é de tumulto

Brasil 247

"Hoje, não é Fernando Lugo que recebe um golpe, não é Fernando Lugo que é destituído; é a história paraguaia, sua democracia", iniciou seu discurso de despedida, falando já como ex-presidente, Fernando Lugo, após a aprovação de seu impeachment pelo Congresso. Ele criticou a "maneira covarde" como a decisão foi tomada e disse esperar que "os responsáveis tenham noção da gravidade de seus feitos".

"Me submeto à decisão do Congresso e estou disposto a responder por meus atos como ex-mandatário nacional", continuou o ex-presidente. "Aos concidadãos e concidadãs, que não sem neguem o direito de manifestar sua opinião e faço um profundo chamado a que qualquer manifestação seja pacífica", pediu. "Que o sangue dos justos não se derrame nunca mais por cauda de interesses mesquinhos do nosso país", completou. "Me despeço como presidente da República, mas não me despeço como cidadão paraguaio. Devo servir a esta nação onde precisem de mim, como no campo", emendou."
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Posted: 22 Jun 2012 09:31 AM PDT



Posted: 22 Jun 2012 09:24 AM PDT

"Promotores solicitam dados bancários da família do ex-diretor do Aprov, Hussain Aref, e de grupo ligado ao Shopping Higienópolis

Artur Rodrigues, Marcelo Godoy e Rodrigo Burgarelli - O Estado de S. Paulo / Estadão.com.br

O Ministério Púbico Estadual (MPE) fez nesta quinta-feira, 21, uma devassa no Aprov e apreendeu os seis computadores usados pela cúpula do órgão suspeito de ter montado um esquema de corrupção para arrecadar propina em troca da aprovação de obras irregulares em São Paulo. Além disso, foi pedida a quebra do sigilo bancário do ex-chefe do Aprov Hussain Aref Saab, de sua família e empresas, além de cinco empresas ligadas ao Shopping Pátio Higienópolis.

Uma testemunha ouvida pelo Ministério Público - uma ex-diretora da Brookfield Gestão de Empreendimentos (BGE) - afirmou que o shopping gastou R$ 4 milhões em propinas, pagas para diversos órgãos públicos durante sua construção. O empreendimento custou R$ 200 milhões. Segundo ela, só Aref recebeu R$ 1 milhão. Além dele, o ex-secretário do Verde e do Meio Ambiente Eduardo Jorge teria recebido R$ 200 mil de propina.

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) saiu nesta quinta em defesa de seu ex-secretário. "A denúncia tem zero credibilidade", disse. "É uma pessoa que ouviu falar. É evidente que essa pessoa vai ser processada", completou. Segundo o prefeito, Jorge é um "homem inatacável". "Tenho certeza de que são mentiras", afirmou ao Estado.

Jorge teria liberado a transferência de árvores feitas no empreendimento. Além de sua secretaria, o Aprov teria permitido construções irregulares no shopping, enquanto a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) teria permitido a abertura do empreendimento sem que ele tivesse todas as vagas de garagem exigidas."
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Posted: 22 Jun 2012 09:07 AM PDT






Posted: 22 Jun 2012 09:04 AM PDT

Eduardo Guimarães, Blog da Cidadania

"Inexiste qualquer dúvida de que está em curso no Paraguai uma tentativa de golpe "constitucional" nos moldes do que foi aplicado em Honduras há alguns anos, quando o presidente foi deposto em um rito sumário que durou poucas horas e sem direito a defesa.

No Paraguai, o golpe "constitucional" tenta se revestir de alguma aparência de legalidade, mas peca pelo que marca esse tipo de processo: o açodamento, a pressa em concluir logo a deposição do governo a fim de evitar reações da comunidade internacional.

Para que se tenha idéia do absurdo do golpe que está sendo perpetrado no Paraguai sob desculpa de confronto entre o exército e sem-terras por responsabilidade do presidente Fernando Lugo, isso equivale a tentarem derrubar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pelo massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996.

Mais absurdo ainda é o fato de que o governo Lugo defende a reforma agrária, tendo sido o confronto um choque entre forças igualmente armadas, segundo alega o exército paraguaio.

Diante disso, os países membros da União de Nações Sul-Americanas – Unasul, cumprindo o protocolo de intenções firmado em 2008  por Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela, despacharam seus chanceleres para Assunção também em tempo recorde, o que revela que a Organização possui, ao menos, uma visão política unificada e um conselho deliberativo ágil.

A rápida ação da Unasul  decorre do Protocolo sobre Compromisso com a Democracia  firmado em 2010 na cidade de Georgetown, na Guiana. O protocolo reza que os estados-membros da Unasul não tolerarão desafio à autoridade institucional ou tentativas de golpe ao poder civil legitimamente constituído.

A boa notícia para o governo do Paraguai é que os membros da Unasul firmaram acordo que os obrigará a adotar medidas concretas e imediatas em caso de violação da ordem constitucional em qualquer país integrante da aliança."
Artigo Completo, ::AQUI::


Posted: 22 Jun 2012 08:11 AM PDT

"Denúncias atingem Eduardo Jorge, ex-secretário do Verde e Meio Ambiente da gestão Kassab, e podem chegar a outros membros da administração municipal

Suzana Vier, Rede Brasil Atual

Testemunhas afirmaram ao Ministério Público estadual que existe um esquema "generalizado" de propinas para aprovação de obras na cidade de São Paulo. Os depoimentos foram colhidos pelo promotor Silvio Antonio Marques, um dos responsáveis pela investigação iniciada desde que surgiram denúncias contra Hussain Aref Saab, ex-diretor da prefeitura responsável pela liberação de grandes empreendimentos imobiliários na capital.

Segundo Marques, uma das testemunhas também teria acusado Eduardo Jorge, ex-secretário do Verde e Meio Ambiente do governo Gilberto Kassab (PSD), de receber R$ 200 mil para autorizar a retirada de árvores durante reforma do Shopping Pátio Higienópolis, no bairro de mesmo nome, na região central da cidade. Eduardo Jorge chegou a ser cogitado para vice na chapa do tucano José Serra à prefeitura de São Paulo nas eleições deste ano.

"Depois da oitiva de diversas testemunhas, sete delas mencionaram claramente que era uma prática generalizada no município. Para se aprovar projetos de grande porte, era necessário pagar propina ou então o caso ficava engavetado", relatou o promotor durante entrevista coletiva na tarde de hoje (21). 

Fontes ligadas ao MP disseram que as investigações devem atingir mais secretários municipais. O promotor não confirmou. Ele disse apenas que tudo será apurado dentro de cinco inquéritos que serão abertos para investigar supostas irregularidades em cinco shoppings da capital paulista. Dois dos inquéritos foram protocolados hoje para investigar os shoppings Higienópolis e Pátio Paulista. Outros três vão apurar problemas em obras no Shopping Raposo, Vila Olímpia e West Plaza."
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Posted: 22 Jun 2012 07:35 AM PDT
"Técnicos que assessoram a CPI do bicheiro acreditam que o caixa subterrâneo da quadrilha passará dos R$ 100 milhões

Brasil 247

Análises feitas por técnicos que assessoram a CPI do Cachoeira detectaram uma movimentação de R$ 59 milhões em uma das empresas fantasmas do esquema do bicheiro. Eles acreditam que caixa 2 pode ultrapassar os R$ 100 milhões. Leia no artigo de Josias de Souza:

Longe dos refletores, técnicos que assessoram a CPI do Cachoeira realizam um mergulho nos dados bancários já disponíveis na sala-cofre da comissão. Participam do mapeamento servidores cedidos pelo Banco Central. O trabalho mal começou e já resultou na descoberta de cifras surpreendentes.

Um dos envolvidos na análise dos extratos contou ao blog na noite passada o seguinte: apenas nas contas bancárias da Alberto&Pantoja Construções, principal empresa de fachada do esquema de Carlinhos Cachoeira, já foi detectada uma movimentação de cerca de R$ 59 milhões.

Até aqui, sabia-se que a Delta Construções havia repassado à Alberto&Pantoja algo como R$ 26 milhões. Deve-se a elevação da cifra à descoberta de repasses feitos por outras empresas, cujos nomes são mantidos, por ora, em segredo.

Afora o dinheiro da Delta, detectaram-se R$ 22 milhões provenientes de outros depositantes. De resto, há R$ 11 milhões cuja origem a CPI ainda não descobriu. Os técnicos queixam-se de falta de padronização dos dados. Para eliminar as lacunas, a equipe está contactando diretamente os bancos."
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Posted: 22 Jun 2012 07:29 AM PDT

"Nove mil policiais vigiam ruas da capital do Paraguai; trânsito bloqueado; escolas vazias; camponeses chegam do interior; presidente Fernando Lugo entra na Justiça, às 12h30, contra julgamento político por massacre de Caraguaty (centro); às 16h30, senado votará início do processo de impeachment aprovado pela Câmara por 73 a 1; democracia ou golpe?

Brasil 247

Com cerca de nove mil policiais nas ruas, trânsito restrito, escolas vazias e a espera de uma coluna de camponeses chegando do interior do país para uma manifestação pública a favor da permanência do presidente Fernando Lugo no poder, o Paraguai está em ebulição. A aprovação relâmpago, na quinta-feira 21, da abertura de um processo de impeachment contra o presidente Fernando Lugo, por 73 a 1, eletrizou o país e colocou de plantão, em solidariedade ao presidente, autoridades dos países vizinhos, como a presidente Dilma Rousseff.

A situação no país é absolutamente delicada, em razão da velocidade com que o impeachment pode ser aprovado: o Senado paraguaio deverá avaliar, a partir das 14h30, as provas disponíveis em torno do conflito, na região de Curuguaty, entre tropas do exército e agricultores, no qual 17 pessoas foram mortas. Às 16h30, os senadores deverão votar pela queda ou permanência do presidente. Pelo resultado da aprovação da abertura do processo, Fernando Lugo não ter parece ter qualquer chance de ser absolvido da responsabilidade pelo massacre e, por isso, pagar com a perda do próprio mandato. O que não se compreende, dentro e fora das fronteiras paraguaias, é o 'timming' da crise, de vertiginosa rapidez."
Foto: Montagem/247
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Posted: 22 Jun 2012 07:09 AM PDT

Mauro Santayana, JB online

"Toda unanimidade é burra, dizia o filósofo nacional Nelson Rodrigues. Toda unanimidade é suspeita, recomenda a lucidez política. A unanimidade da Câmara dos Deputados do Paraguai, em promover o processo de impeachment contra o presidente Lugo, seria  fenômeno político surpreendente, mas não preocupador se não estivesse relacionado com os últimos fatos no continente.

Na Argentina, a presidente Cristina Kirchner enfrenta uma greve de caminhoneiros, em tudo por tudo semelhante à que, em 1973, iniciou o processo que levaria o presidente Salvador Allende à morte e ao regime nauseabundo de Augusto Pinochet. Hoje, todos nós sabemos de onde partiu o movimento. Não partiu das estradas chilenas, mas das maquinações do Pentágono e da CIA. Uma greve de caminhoneiros paralisa o país, leva à escassez de alimentos e de combustíveis, enfim, ao caos e à anarquia. A História demonstra que as grandes tragédias políticas e militares nascem da ação de provocadores.

O Paraguai, nesse momento, faz o papel do jabuti da fábula maranhense de Vitorino Freire. Ele é um bicho sem garras e sem mobilidade das patas que o faça um animal arbóreo. Não dispõe de unhas poderosas, como a preguiça, nem de habilidades acrobáticas, como os macacos. Quando encontrarmos um quelônio na forquilha é porque alguém o colocou ali. No caso, foram o latifúndio paraguaio – não importa quem disparou as armas – e os interesses norte-americanos. Com o golpe, os ianques pretendem puxar o Paraguai para a costa do Pacífico, incluí-lo no arco que se fecha, de Washington a Santiago, sobre o Brasil.  Repete-se, no Paraguai, o que já conhecemos, com a aliança dos interesses externos com o que de pior há no interior dos países que buscam a igualdade social. Isso ocorreu em 1954, contra Vargas, e, dez anos depois, com o golpe militar.

Não podemos, nem devemos, nos meter nos assuntos internos do Paraguai, mas não podemos admitir que o que ali ocorra venha a perturbar os nossos atos soberanos, entre eles os  compromissos com o Mercosul e com a Unasul. Mais ainda: em conseqüência de uma decisão estratégica equivocada do regime militar, estamos unidos ao Paraguai pela Hidrelétrica de Itaipu. O lago e a usina, sendo de propriedade binacional, se encontram sob uma soberania compartida, o que nos autoriza e nos obriga a defender sua incolumidade e o seu funcionamento, com todos os recursos de que dispusermos.

Esse é um aspecto do problema. O outro, tão grave quanto esse, é o da miséria, naquele país e em outros, bem como em bolsões no próprio território brasileiro. Lugo pode ter, e tem, todos os defeitos, mas foi eleito pela maioria do povo paraguaio. Como costuma ocorrer na América Latina, o povo concentrou seu interesse na eleição do presidente, enquanto as oligarquias cuidaram de construir um parlamento reacionário. Assim, ele nunca dispôs de maioria no Congresso, e não conseguiu realizar as reformas prometidas em campanha.

Lugo tem procurado, sem êxito, resolver os graves problemas da desigualdade, da qual se nutriram líderes como Morínigo e ditadores como Stroessner. Por outro lado, o parlamento está  claramente alinhado aos Estados Unidos – de tal forma que, até agora, não admitiu a entrada da Venezuela no Tratado do Mercosul.

O problema paraguaio é um teste político para a Unasul e o conjunto de nações do continente. As primeiras manifestações – entre elas, a da OEA – são as de que não devemos admitir golpes de estado em nossos países. Estamos, a duras penas, construindo sistemas democráticos, de acordo com constituições republicanas, e eleições livres e periódicas. Não podemos, mais uma vez, interromper esse processo, a fim de satisfazer aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos, associados à ganância do sistema financeiro internacional e das corporações multinacionais, sob a bandeira do neoliberalismo.

Os incidentes na fronteira do Paraguai com o Brasil, no choque entre a polícia e os camponeses que ocupavam uma fazenda de um dos homens mais ricos do Paraguai, Blas Riquelme, são o resultado da brutal desigualdade social naquele pa[is. Como outros privilegiados paraguaios, ele recebeu terras quase de graça, durante o governo corrupto e ditatorial de Stroessner e de seus sucessores. Entre os sem-terra paraguaios, que entraram na gleba, estavam antigos moradores na área, que buscavam recuperar seus lotes. Muitos deles pertencem a famílias que ali viviam há mais de cem anos,  e foram desalojados depois da transferência ilegítima da propriedade para o político liberal. E há, ainda, uma ardilosa inversão da verdade. A ação policial contra os camponeses era e é, de interesse dos oligarcas da oposição a Lugo, mas eles dela se servem para acusar o presidente de responsável direto pelos incidentes e iniciar o processo de impeachment. É o cinismo dos tartufos, semelhante ao dos moralistas do Congresso Brasileiro, de que é caso exemplar um senador de Goiás.

Quando encerrávamos estas notas, a comissão de chanceleres da Unasul, chefiada pelo brasileiro Antonio Patriota, estava embarcando para Assunção, a fim de acompanhar os fatos. Notícias do Paraguai davam conta de que os chanceleres não serão bem recebidos pelos que armaram o golpe parlamentar contra Lugo, e que se apressam para tornar o fato consumado – enquanto colunas do povo afluem do interior para Assunção, a fim de defender o que resta do mandato de Lugo.

Tudo pode acontecer no Paraguai – e o que ali ocorrer nos afeta;  obriga-nos a tomar todas as providências necessárias, a fim de preservar a nossa soberania, e assegurar o respeito à democracia republicana no continente."


Posted: 22 Jun 2012 07:02 AM PDT

Virgílio Arraes, Correio do Brasil

"Ao assumir a presidência da República em janeiro de 2003, Luiz Inácio Lula da Silva provocava em setores mais conservadores da Casa Branca desconfiança ou mesmo repulsa por causa do ideário do Partido dos Trabalhadores (PT), adepto em tese de um socialismo democrático.

Contudo, com poucos meses de mandato, o sentimento diluiu-se, haja vista a postura do governo de não modificar as diretrizes da gestão anterior - a do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), de Fernando Henrique Cardoso - não obstante a necessidade sócio-econômica, por conta dos efeitos perdurantes da crise de 1999.

Aos militantes incautos, a mensagem captada durante as primeiras semanas era a de paciência; aos eleitores céticos, a de cautela; aos adversários tradicionais, a de conciliação. Ao chegar ao final da gestão em dezembro de 2010, o dirigente brasileiro havia se integrado plenamente à ordem conservadora – o trunfo social da administração foi a aplicação de políticas compensatórias em larga escala, derivadas, por sua vez, de prescrições neoliberais.

Com sua sucessora, Dilma Rousseff, a costumeira análise superficial aflorou em vários momentos ao longo da campanha presidencial de 2010: a de que uma ex-presa política de matriz trotskista jamais seria levada em alta consideração entre os representantes das grandes potências, notadamente entre os norte-americanos.

De novo, não seria o comportamento de um distante passado significativo o responsável por turvar ações governamentais futuras, visto que o próprio processo de escolha do candidato da coligação nominalmente trabalhista não contemplaria ninguém de fato progressista.

Um dos sinais de transformação à direita residiu na inação da agremiação petista em vista da apuração dos delitos ocorridos durante a ditadura no período da Guerra Fria, posicionamento estranhamente singular se cotejado à maioria dos países sul-americanos – outrora vítimas de regimes autoritários também – partidária da investigação, da denúncia e, por último, da eventual aplicação de pena.

Rousseff herdou de Lula o padrão tradicional da política exterior pátria, direcionada para projetar a crescente, ainda que utópica, grandeza do país, em função da continuidade da extrema desigualdade. O corolário da postura externa seria a obtenção de um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, caso haja a reforma em 2014-2015, dado que na década anterior o terrorismo integrista, a partir de 2001, ofuscou o debate.

No convívio com os Estados Unidos, ela desfruta de uma vantagem no tocante a Lula: o desgaste político interno de Obama ocasionou a redução de popularidade em todo o mundo. Essa havia sido baseada em seus primórdios na afirmação de mudança, o que desencadeou a esperança de maior sensibilidade às demandas dos países sul-americanos. Assim, Obama, nos primeiros meses de mandato, deteve maior influência sobre o continente, em decorrência da expectativa positiva projetada."
Artigo Completo, ::AQUI::


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Francisco Almeida / (91)81003406

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