quinta-feira, 17 de maio de 2012

Via Email: BRASIL! BRASIL!



BRASIL! BRASIL!


Posted: 16 May 2012 05:58 PM PDT


Edson Teles, Blog da Boitempo

"No último dia 10 de maio, após cerca de seis meses de sua aprovação no Congresso, finalmente a Presidente Dilma Roussef nomeou os sete membros da Comissão Nacional da Verdade. De acordo com a Lei que institui a Comissão, estes conselheiros terão por tarefa "efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional", examinando e esclarecendo "as graves violações de direitos humanos praticadas" no período entre 1946 e 1988. Dois movimentos, por vezes contraditórios e em outros momentos confluentes, se evidenciam sob o foco deste acontecimento.

O primeiro ocorre sob o impacto da nomeação na grande mídia e se refere à qualidade dos sete indicados. Assim, uma maioria de opiniões elogiou os nomes designados, ora ponderando sobre o histórico de boa parte, ora enaltecendo a ausência de representantes do "outro lado". De certo modo, a pauta da grande mídia em torno dos nomes mostra a ação do Estado brasileiro, em especial do Executivo, em seu esforço de governo para alcançar uma composição com o máximo consenso político possível.

Este primeiro percurso nos permite refletir sobre duas lógicas da estrutura do Estado Democrático de Direito que, no Brasil, se instalam especialmente a partir da Constituição de 1988. Por um lado a que consiste na oposição entre o legal e o ilegal por meio da criação das leis e da punição ao ilícito. Esta divisão entre o permitido e o proibido é tão antiga quanto o Estado Moderno, porém com sua legitimidade deteriorada diante de regimes autoritários, como foi o caso da ditadura militar, ganha nova relevância com a democratização. Os estados de direito se organizam justamente sobre a normatização das práticas sociais e, deste modo, instituem os direitos, as leis e regulam as sociabilidades por meio do ordenamento jurídico.

Uma segunda lógica das democracias contemporâneas é a do governo. Nelas há toda uma série de relações de forças em conflito que não podem ser reguladas pelo direito. O ordenamento jurídico inclui em suas letras o que pode ser observado em sua regularidade e repetição. Mas há algo que escapa às séries regulares: a política. Não podemos prever o resultado das relações de forças, mobilizações de opinião pública, vulneráveis aos acontecimentos aleatórios e modificáveis pelas constantes alterações na capacidade de luta dos envolvidos. E, justamente, o modo com que o Estado de Direito lida com o não regular é através de um cálculo de governo. Nesta lógica do governo, o estabelecimento da oposição entre o legal e o ilegal não é suficientemente sustentada. A governabilidade necessita realizar a conta do que é mais ou menos provável, compondo com as forças mais poderosas e fixando uma média considerada possível, além da qual quase nada será permitido. A política do possível cria um consenso que, de modo geral, bloqueia os restos resultantes do cálculo. Parece-nos esta a conta do Executivo ao nomear a Comissão Nacional da Verdade: ir até um ponto tal em que as forças aliadas não ameacem a governabilidade."
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Posted: 16 May 2012 05:43 PM PDT


Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

"Estava fazendo exames médicos no hospital na manhã desta quarta-feira durante a cerimônia em que a presidente Dilma Rousseff deu posse aos sete membros da Comissão da Verdade, no Palácio do Planalto, ao lado dos quatro antecessores vivos, e fiquei contente por poder testemunhar pela televisão este momento histórico na vida do nosso país.

Só de estar vivo, acho que já valeu a pena tudo o que passamos naqueles anos de trevas da ditadura militar, que agora, finalmente, serão revelados.

Mais contente ainda fiquei lendo na matéria de Marina Marquez, do R7, em Brasília, que Dilma, logo no início do seu discurso, citou meu amigo Ulysses Guimarães, o "Sr. Diretas", que abriu caminho para a Constituinte de 1988 e para a redemocratização do país, ao lembrar que a verdade é fundamental para a democracia.

"O Brasil não pode se furtar a conhecer a totalidade da sua história. Trabalhemos juntos para que o país conheça e se aproprie da totalidade da sua história. A ignorância da história não pacifica, mantém latentes mágoas e rancores".

Tomara que os parlamentares integrantes da CPI do Cachoeira leiam este discurso de Dilma e também façam a sua parte, sem receio de investigar a fundo todos os personagens envolvidos nas bandalheiras desta quadrilha de mil tentáculos, as verdades e as mentiras da nossa história recente, que a imprensa criou ou omitiu em plena democracia."
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Posted: 16 May 2012 05:29 PM PDT


"Seguindo um perfil de busca por uma gestão centrada no conhecimento técnico, a presidente está prestes a tomar uma relevante decisão: aliar a esse requisito a moralidade

Rodrigo Rollemberg, Brasil 247

A presidente Dilma Rousseff vem tomando medidas de extrema importância para o desenvolvimento do nosso país: a posição firme para que os bancos diminuam as taxas de juros cobradas dos consumidores; o lançamento do Programa Brasil Carinhoso, cuja ideia é combater a pobreza absoluta na primeira infância; a preferência por nomeações técnicas ao invés das meramente políticas para cargos estratégicos do governo.

Seguindo um perfil de busca por uma gestão centrada no conhecimento técnico, a presidente está prestes a tomar uma relevante decisão: aliar a esse requisito a moralidade. Encampando uma iniciativa apresentada pelo Ministro-chefe da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, Dilma pretende, em breve, fazer valer a Lei da Ficha Limpa, declarada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal em fevereiro deste ano, para todas as indicações de cargos de confiança na esfera da administração pública federal.

A decisão adotada pelo Supremo Tribunal Federal acerca da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa foi correta e propiciará a melhoria da qualidade da representação política no Brasil. Os princípios constitucionais da proteção do interesse público e da coletividade devem prevalecer sobre o interesse individual e privado. A Lei Complementar nº 35/2010 não ofende o princípio da presunção de inocência quando afasta a necessidade do trânsito em julgado na hipótese de haver condenação colegiada para causar hipótese de inelegibilidade."
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Posted: 16 May 2012 05:02 PM PDT




Posted: 16 May 2012 04:52 PM PDT


Emiliano José, Teoria e Debate

"O Estado democrático não confere privilégios a ninguém. Não deveria. Digo isso a propósito dessa discussão sobre a eventual convocação do jornalista Policarpo Júnior à CPI do Cachoeira – e a depender das averiguações, do próprio Roberto Civita, o todo-poderoso da Editora Abril, a mão que balança o berço da revista Veja. Do meu ponto de vista, se houver, como há, claros indícios de participação da publicação nos propósitos criminosos de Carlinhos Cachoeira, não há atalhos possíveis para evitar a convocação de um deles, ou de ambos. O jornalista Luís Nassif tem insistido que se esqueça Policarpo Júnior porque o mandante de tudo é Roberto Civita.

É evidente que a discussão sobre o relacionamento dos jornalistas com a fonte não é simples. Lembro-me de um livro que li há muito tempo, de Yves Mamou, em que ele desenvolve a tese de que, longe de os jornalistas manipularem as fontes, são estas que os manipulam. É uma formulação que, em minha opinião, está muito próxima da verdade – ele trata no livro tanto do mundo dos negócios quanto do território da política.

Não há e não pode haver ingenuidade nessa relação, que é sempre um intercâmbio, uma troca. Há, sempre, um toma lá, dá cá – perigoso, tenso, delicado, sensível. E, nesse jogo, o jornalista pode esforçar-se para defender os interesses da sociedade, e não são todos que conseguem esse feito. Há aqueles que se submetem à fonte, aos interesses exclusivos da fonte, e aí, é claro, a notícia verdadeira, ou mais próxima da verdade, é sacrificada. E isso, como sabemos, não é raro.

Essa relação, nos dias de hoje, não pode ser pensada em termos individuais, como se o problema se circunscrevesse apenas à relação entre a fonte e o jornalista. Hoje, os jornalistas saem às ruas com a pauta pronta, com a ideia de provar uma hipótese elaborada na redação. São os editores que guiam os repórteres na sua relação com as fontes, mesmo que cada um tenha suas singularidades. Alguém pode imaginar um repórter de Veja cismando de pesquisar, aprofundar as denúncias contidas no livro do Amauri Júnior sobre as privatarias tucanas? Ora, ora, claro que não. A relação é mediada desde cima – a orientação editorial é que comanda a pauta e a relação fonte-jornalista, e o faz com mão de ferro, que ninguém se engane."
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Posted: 16 May 2012 09:37 AM PDT


"Presidente se emociona ao instalar grupo para apurar crimes na ditadura. Segundo ela, não há 'desejo de reescrever a história de forma diferente'.

Priscilla Mendes e Nathalia Passarinho, G1

presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta (16), em solenidade no Palácio do Planalto, que a instalação da Comissão da Verdade não é motivada por "ódio", "revanchismo" ou "desejo de reescrever a história".

Acompanhada dos ex-presidentes da República Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor e José Sarney, Dilma deu posse aos sete membros escolhidos por ela para compor a comissão, que irá apurar as violações aos direitos humanos cometidos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar.

"Ao instalar a Comissão da Verdade, não nos move o revanchismo, o ódio ou o desejo de reescrever a história de uma forma diferente do que aconteceu", afirmou a presidente em discurso. "Nos move a necessidade imperiosa de conhecê-la [a verdade] em sua plenitude, sem ocultamento", declarou.

No discurso, a presidente se emocionou - e, em seguida, foi aplaudida de pé - ao se referir a vítimas de violência durante o regime militar. Militante política de esquerda, a presidente foi torturada no combate à ditadura.

"O Brasil merece a verdade, as novas gerações merecem a verdade e, sobretudo, merecem a verdade factual aqueles que perderam amigos e parentes e que continuam sofrendo como se eles morressem de novo e sempre a cada dia", afirmou, antes de, emocionada, interromper o discurso.

Em sua fala,  Dilma fez referência ao deputado Ulysses Guimarães (PMDB-SP), presidente da Câmara morto há 20 anos, segundo o qual "a verdade não morre por ter sido escondida".
Foto: Abr
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Posted: 16 May 2012 09:28 AM PDT


"Cenas de realismo fantástico: (1) Policarpo pergunta a Cachoeira, sócio da Delta, se foi José Dirceu quem colocou a empreiteira em Brasília. (2) Cachoeira nega veemente. (3) Em seguida, Veja publica que o ex-ministro da Casa Civil é o "segredo do sucesso" da construtora

Brasil 247

Acaba de ser garimpado mais um diálogo surpreendente da Operação Monte Carlo, que revela a influência da quadrilha de Carlos Cachoeira sobre a imprensa e também como funciona a cabeça de um jornalista. Deve-se o furo ao repórter Vinícius Mansur, da Carta Maior, cuja descoberta foi também repercutida pelo blogueiro Altamiro Borges (leia mais aqui).

O diálogo se dá entre Carlos Cachoeira e Claudio Abreu, diretor da Delta no Centro-Oeste. Na íntegra, a conversa enfraquece – e muito – as teses de que a revista Veja agia apenas em defesa do interesse público, como argumenta seu diretor Eurípedes Alcântara num código de ética publicado na internet, e de que desconhecia estar sendo usada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira.

O diálogo poderia até compor uma peça de realismo fantástico. Policarpo Júnior, diretor da sucursal de Veja em Brasília, procura Cachoeira, sócio oculto (para a torcida do Flamengo, mas, talvez, não para Veja) da Delta, com uma tese: a de que a empreiteira havia entrado no Distrito Federal, ainda no governo de José Roberto Arruda, ex-DEM, graças à influência de José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil. Policarpo desconfiava até de um encontro em Itajubá, cidade onde nasceu Arruda e onde vive a mãe de José Dirceu, no qual teriam sido entregues malas de dinheiro. Uma aliança, digamos, capitalista entre DEM e PT.

Cachoeira – repita-se, sócio oculto da Delta – a quem não foi feita nenhuma pergunta sobre a entrada da empreiteira em Goiás, negou tudo veementemente. E mesmo tendo recebido uma negativa de sua principal fonte, Veja seguiu adiante e publicou uma reportagem sobre o crescimento alucinante da Delta, creditando à influência de José Dirceu o "segredo do seu sucesso".
Foto: Montagem/247
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Posted: 16 May 2012 08:27 AM PDT


Sergio Lírio, CartaCapital

"Como se sabe, o jornal O Globo publicou um comovente editorial em defesa de Roberto Civita, dono da editora Abril. Em matéria de delírio, o diário carioca da família Marinho só foi superado pela própria Veja de Civita, que neste fim de semana conseguiu unir em um mesmo texto aranhas, robôs e comunistas. Parecia um roteiro de terror B. Já o editorial de O Globo recorria ao surrado bordão imprensa chapa-branca vs. imprensa livre (livre de quem?) e tentava ressuscitar um animal extinto, os radicais do PT.

Em resumo: O Globo não viu nada de grave nas relações de Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília de Veja, com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. E afirmou existir uma "campanha" contra a revista dos Civita.

Outros tempos. Em 2001, a família Marinho demitiu sem pestanejar o jornalista Ricardo Boechat por considerar impróprias suas relações com uma fonte.


Boechat era um profissional celebrado e em ascensão nas Organizações Globo. Editava no jornal uma coluna de notas políticas e econômicas de muito prestígio e fazia comentários na tevê do grupo. Grampos atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, que disputava o controle de duas operadoras de telefonia com os canadenses da TIW, foram publicados pela Veja (coincidência!!!). Em alguns deles, Boechat conversa com Paulo Marinho, assessor do empresário Nelson Tanure, representante dos canadenses na disputa contra Dantas e dono do Jornal do Brasil."
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Posted: 16 May 2012 08:06 AM PDT
Saul Leblon, Carta Maior


"O delegado da PF, Raul Alexandre Souza, responsável pela Operação Vega, falou em sessão secreta do Conselho de Ética do Senado nesta 3ª feira; se perguntado o delegado iria confirmar o teor da nota emitida pela Polícia Federal nesta 2ª feira, que complica ainda mais a situação do casal Gurgel, respectivamente o procurador-geral da República, Roberto Gurgel e a esposa, subprocuradora Claudia Sampaio.

A nota da PF desmente declarações recentes da subprocuradora. Ela afirmara à imprensa, na semana passada, que o delegado Raul, responsável pela Operação Vega --investigação que em 2009 já oferecia provas da ação criminosa de Demóstenes Torres e da quadrilha Cachoeira--, teria pedido que a PGR não abrisse inquérito sobre o caso, para não atrapalhar as investigações.

O comunicado da PF diz elegantemente que Claudia Sampaio mentiu e reitera: houve três encontros entre o delegado e a subprocuradora; em nenhum deles Raul teria sugerido o "arquivamento ou o não envio da Operação Vegas ao STF"; o engavetamento do caso foi uma decisão deliberada e unilateral do casal Gurgel."
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Posted: 16 May 2012 07:52 AM PDT


Agência Brasil

"O total de pessoal ocupado no país aumentou 6,5% entre 2009 e 2010. Segundo o Cadastro Central de Empresas, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais 3 milhões de pessoas passaram a trabalhar em 2010, aumentando para 49,73 milhões a força de trabalho das empresas e outras organizações brasileiras.

O número de pessoal assalariado ampliou 6,9% - 2,8 milhões de empregados, em números absolutos. As empresas de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas responderam por 22,1% do total do pessoal ocupado e por 18,7% dos assalariados, em 2010.

As indústrias de transformação foram o segundo principal empregador do país naquele ano, respondendo por 17,4% do pessoal ocupado e por 18,6% dos assalariados.

Sob a ótica do porte das empresas, as grandes empresas concentravam 35,6% do pessoal ocupado e 42,9% dos assalariados, enquanto as micro respondiam por 26,5% e 14,6%, respectivamente.

A pesquisa do IBGE mostra que o número de empresas e outras organizações cresceu menos que o de empregados, entre 2009 e 2010. O crescimento foi de 5,8%, ou seja 280,7 mil a mais, totalizando, em 2010, 5,13 milhões de empresas, órgãos de administração pública e entidades sem fins lucrativos. As microempresas respondem por 4,1 milhões, ou 88,5% desse total."


Posted: 16 May 2012 07:36 AM PDT


"O "Jornal Nacional" (Globo) voltou a bater seu recorde de audiência anteontem.

Do F5

O jornalístico registrou 36 pontos de média (cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande São Paulo). 

A principal atração do programa foi a entrevista com a atriz Carolina Dieckmann, que teve fotos íntimas roubadas de seu computador. 

A conversa foi milimetricamente produzida, com cenário todo branco, figurino sóbrio, coque no cabelo, perguntas pontuais e lágrimas. 

A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta quarta-feira (16). 


A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha."
Foto: Fabio Martins/AgNews


Posted: 16 May 2012 07:24 AM PDT


"Rôney Rodrigues narra: como são preparadas manifestações-relâmpago em que jovens denunciam ex-torturadores onde moram, para exigir verdade sobre ditadura

Rôney Rodrigues, Outras Palavras

Quem hoje vê o senhor Maurício Lopes Lima, 76 anos, com seus cabelos brancos e pele enrugada – já distante da altivez da foto antiga, clicada há quase quarenta anos – possivelmente não desconfia que ele é acusado pela morte de, no mínimo, seis pessoas e a tortura de outras vinte, durante a ditadura militar.

Os moradores que caminham por seu bairro, na praia da Astúrias, no Guarujá, tampouco devem desconfiar que esse tenente-coronel reformado era do alto-escalão do Departamento de Operações de Informação dos Centros de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) e da Operação Bandeirante – um grupo especializado na caça de organizações que se opunham à ditadura –, chefiando equipes de busca e interrogatórios entre 1969 e 1971.

Também nem deve passar por suas cabeças que uma recente decisão do Tribunal Regional Federal (TRF), que o livrou de ser processado por acusações de tortura, poderia afetar seu humor pela manhã, deixando-o mais radiante e com um "bom dia" mais efusivo, crente que, agora, "está começando a se fazer justiça".

Nem devem imaginar que, em janeiro de 1970, Maurício Lopes Lima comandou a prisão de Dilma Rousseff, torturada quando era apenas Estela, uma das lideres da organização VAR-Palmares.

É, olhando para um senhorzinho como o reformado tenente-coronel Lima, passeando pelas ruas de veraneio do Guarujá não dá para supor muita coisa.


Não é possível supor, mas a memória resiste e esse senhorzinho ainda é acusado de assassinatos e crimes que ferem os direitos humanos durante a ditadura militar – denuncias presentes, inclusive, no dossiê Brasil: Nunca Mais. Como no caso de Dilma. Cinco meses depois de sua prisão, ela deu um depoimento à Justiça Militar, em Juiz de Fora, revelando que Lima chefiou e presenciou suas sessões de tortura, que incluíam choques elétricos, pau-de-arara e palmatória."
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Posted: 16 May 2012 06:38 AM PDT


Altamiro Borges, Blog do Miro

"Ricardo Feltrin, editor do sítio de entretenimento F5, da Folha, noticiou hoje mais uma das estripulias do apresentador José Luiz Datena, da Rede Bandeirantes. Ao vivo, ele garantiu que estaria sendo vítima de perseguição política e ameaçou pedir demissão da empresa. Não faz muito tempo, o polêmico jornalista rompeu contrato com a Record, que ingressou com um processo exigindo indenização.

"Em seu programa matinal na rádio Bandeirantes (90,9 FM) desta terça-feira (15), Datena ameaçou 'pegar o boné' (se demitir) da Band, e que os ouvintes deveriam saber que, se ele sair do ar, 'já sabem o motivo'. O motivo, no caso, seria uma suposta pressão do prefeito Gilberto Kassab a Datena e à Band, por causa das denúncias que ele vem repercutindo em seu programa", relata Feltrin.

"Isso é coisa de crime organizado"

As denúncias se referem ao ex-diretor da prefeitura paulistana e ex-assessor de Kassab, Hussain Aref Saab, que acumulou cerca de R$ 50 milhões em imóveis nos últimos anos. Aref era chefe do Departamento de Aprovação de Obras, responsável pela liberação de construções e reformas de imóveis em São Paulo. Com o seu jeitão agressivo, Datena comentou em seu programa na rádio:

"Isso é coisa de crime organizado, de máfia. O cara (Aref) tem quase 70 anos de idade, acha que ele ia fazer sozinho? O que eu fico indignado é esse prefeito achar que é uma coisa pessoal (quando a gente faz) denúncias contra ele". Segundo Datena, as suas denúncias resultaram em pressões diretas de Gilberto Kassab contra o seu programa na Band. A assessoria do prefeito não comentou o caso."
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