terça-feira, 14 de junho de 2011

Mostra de ciência em Salvaterra

Agência Pará de Notícias:


Sedect leva ciência e cultura a Ilha do Marajó
Divulgação
Os estudantes de Salvaterra participaram da mostra de ciência


Imagine você acordar todos os dias às 4h da manhã para vender tapioquinha na balsa, às 7h ir à aula, à tarde estudar e à noite ainda ter que preparar a venda para o próximo dia. Essa é a realidade da estudante Fernanda Avelar, 20, moradora do município de Salvaterra. Sua rotina não é muito diferente da maioria dos jovens da localidade. E foi com o objetivo de mostrar novas experiências e levar conhecimentos científicos na prática para estimular o interesse desses estudantes pela ciência, que a Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect) realizou nos dias 9 e 10 de junho a Mostra Clara Pandolfo de Ciência e Cultura em Salvaterra.

O evento aconteceu na Escola Estadual Tecnológica do Pará (Etepa) e reuniu mais de 500 pessoas, entre jovens, crianças, professores e moradores do município. Mesmo com dificuldades de locomoção, tendo que pegar balsa para ir e vir, cerca de cinco turmas de duas escolas de Soure também participaram do evento que ofereceu atividades diversificadas para atender todos os perfis do público.

Durante a abertura do evento, o diretor do campus da Universidade Estadual do Pará (Uepa), Benedito Cruz, agradeceu à Sedect por apostar na educação e no desenvolvimento do município e disse que a mostra traz novas perspectivas para a localidade. “A ciência pode mudar vidas e transformar realidades e isso pode ser um salto para colocar o Marajó em uma melhor posição na região”, completou. A programação foi intensa e contou com diversas atividades. Para os alunos do ensino fundamental foram oferecidas oficinas e exposições onde eles puderam saber como funciona o efeito estufa, ter contato com um telescópio, aprenderam sobre as diferentes fases da lua e como confeccionar uma câmara escura artesanalmente, dentre outras atividades.

Já os estudantes de ensino médio puderam conferir palestras e mini-cursos sobre propriedade intelectual e patentes, prostituição e reaproveitamento do lixo. Além disso, puderam produzir sabão ecológico, construíram um jardim em forma de espiral na própria Eterpa e aprenderam algumas teorias da física por meio da produção e lançamento de um foguete feito com garrafa pet. “Participei de uma atividade onde aprendi a confeccionar um produto e poderei vendê-lo e assim obter uma renda extra para ajudar minha família”, comenta João Carlos, morador do município.

Inclusão

No segundo dia do evento, um portador de necessidades visuais visitou a mostra e mesmo sem atividades específicas voltadas para esse tipo de público, as equipes adaptaram suas exposições para que o estudante pudesse absorver os conhecimentos que estavam sendo disponibilizados. “Foi uma surpresa para nós. Não estávamos preparados. Mas rapidamente adaptamos nossa atividade e linguagem para que ele não deixasse de visitar a exposição”, conta a estudante Márcia Ferreira.

A Mostra Clara Pandolfo é uma maneira de estimular a indagação e a reflexão dos estudantes para adquirirem gosto pela ciência, além de ser um apoio para os professores mostrarem a eles de forma prática tudo o que é repassado em sala de aula. “Devido à falta de tecnologia dentro da sala de aula, a gente acaba utilizando somente o quadro e a imaginação. Eu trabalho com as disciplinas de matemática e física, então se tivéssemos acesso as novas tecnologias, facilitaria muito o ensino para eles”, relata Hugo pena, professor da escola Stella Mares, de Soure. O próximo município a receber a Mostra será Santa Bárbara nos dias 16 e 17 de junho.

Raphael Freire – Ascom/Sedect



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