segunda-feira, 9 de julho de 2012

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BRASIL! BRASIL!


Posted: 08 Jul 2012 06:13 PM PDT

"Documento da CPI revela que o deputado Fernando Francischini (PSDB/PR) articulou montagem de dossiê contra o governador Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, que seria entregue ao procurador-geral, Roberto Gurgel; da trama, participaram ainda arapongas de Carlos Cachoeira e jornalistas de Brasília; isenção política de Gurgel é colocada em xeque

Brasil 247

O site Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, publicou, neste domingo, um documento ainda inédito da CPI do caso Cachoeira, que cita o procurador-geral da República, Roberto Gurgel (leia aqui).

São conversas que envolvem o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) e o araponga Idalberto Matias, o Dadá, além de personagens conhecidos da política brasiliense, como o ex-senador Alberto Fraga, do DEM, e os jornalistas Edson Sombra e Mino Pedrosa. Ambos, críticos ferozes da gestão de Agnelo Queiroz, do PT, no governo do Distrito Federal.

Já se sabia que Francischini pensava em mudar seu domicílio eleitoral do Paraná para Brasília, onde concorreria ao GDF em 2014 – a revelação foi feita, aqui, no 247. A novidade é que, pela primeira vez, há grampos que citam o nome do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Nos diálogos, interlocutores de Dadá articulam para que Gurgel apresente denúncia contra Agnelo Queiroz. O trabalho do grupo envolvia, ainda, a publicação de notícias em blogs políticos de Brasília contra o governador.

Num email interceptado pela Polícia Federal, Alberto Fraga sugere a Edson Sombra que fale com Mino Pedrosa para maneirar as denúncias contra Agnelo, para não prejudicar o trabalho do procurador-geral. "Você tem que falar com o Etelmino para ele ir com calma. Pois todo esse alvoroço pode até atrapalhar o trabalho que o Gurgel está fazendo junto com o Francischini".
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Posted: 08 Jul 2012 06:01 PM PDT

"Depois do golpe parlamentar que destituiu Fernando Lugo da presidência paraguaia, Mario Ferreiro (foto), apresentador de televisão muito conhecido no país, mantém a sua candidatura pela coalizão de esquerda e pede pragmatismo e rapidez frente a um novo cenário político. Se for eleito candidato pela Frente Guazú, Ferreiro deverá competir com o mais provável vencedor das eleições primárias liberais, Blas Llano (presidente do partido), e o homem que mais ressoa entre os colorados, o pecuarista Horacio Cartes. A reportagem é de Mercedes López San Miguel, do Página/12

Mercedes López San Miguel, Página/12 - IHU Online / Carta Maior

Olhando para a câmera e com a música Let it Be de fundo, o apresentador do seu programa de TV da manhã de um canal privado do Paraguai se dirigiu sem rodeios à sua audiência: "Depois de 32 anos do ingresso nestes estúdios para ser alguém na mídia, me despeço para aceitar a generosa oferta de apresentar uma pré-candidatura à presidência".

Quem falava nesse dia, 9 de abril passado, era Mario Ferreiro, um rosto tão conhecido no Paraguai como o de Fernando Bravo na Argentina. "As pessoas sabem quem eu sou: um cidadão comum com um pensamento de esquerda", dizia ele, enquanto passavam imagens suas com um semblante mais jovem do que os seus atuais 52 anos.

Há apenas três meses, Ferreiro se postulava como um dos seis candidatos da Frente Guazú (Guazú significa "grande"), um conglomerado de esquerda ao qual pertence Fernando Lugo, o presidente destituído. Hoje, esse homem das mídias mantém a sua candidatura e pede pragmatismo e rapidez frente a um novo cenário político. "A Frente Guazú deve reorganizar todas as suas forças progressistas. Antes, tínhamos um projeto de aliança com o Partido Liberal Radical Autêntico, mas ele nos traiu e por isso estamos em busca de ampliação com bases sociais e sindicais", assinala, de Assunção.

A estratégia dos movimentos e dos agrupamentos de esquerda é a de chegar a um consenso de uma lista única no Senado encabeçada por Lugo. O ex-apresentador de TV recomendou aos seus correligionários que, por falta de tempo, seja Lugo e uma equipe de quatro pessoas que decidam o candidato presidencial. Isso no caso de que Lugo, finalmente, não seja restituído ao cargo, possibilidade que o ex-mandatário rejeitou.

A esse respeito, Ferreiro vê pela frente um caminho com armadilhas: "Os mesmos parlamentares que o mandaram embora teriam que votar a sua restituição. Os recursos que apresentamos frente à Justiça ordinária foram amplamente rejeitados. Vamos continuar lutando em outros níveis, por exemplo junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos".

Há 15 dias, uma maioria de legisladores liberais, colorados e oviedistas condenou Lugo em um julgamento expresso a deixar a cadeira presidencial, acusando-o de mau desempenho de funções e responsabilizando-o por um enfrentamento entre agricultores e policiais que deixou 17 mortos, cuja investigação ainda não indicou responsáveis."
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Posted: 08 Jul 2012 05:33 PM PDT

Mauro Santayana, Blog: Mauro Santayana

"Estes dias brasileiros nos remetem a alguns inquietantes documentários de televisão sobre a vida selvagem. Neles, quase que com traços de sadismo, os cinegrafistas nos mostram cenas de ágeis predadores espreitando, aguardando o instante preciso, para saltar sobre a presa frágil, dilacerá-la, ainda com vida, e fartar-se até os ossos. Quando se trata de um duelo, entre o felino e o alce, a cena, ainda que bárbara, tem um toque de arte: a paciência do predador, procurando, na inocência da presa, o instante do descuido maior, para agir exatamente naquele segundo. E a única reação possível da provável vítima: a fuga desesperada, com a esperança, quase sempre frustrada, de que o caçador se canse ou vislumbre, nas margens da trilha, caça maior e mais atraente.

Se pudéssemos entrar na alma dos animais (e os animais têm alma, ainda que isso contrarie as presunções humanas) encontraríamos na atitude do predador e na fuga da presa, uma mesma volúpia, a volúpia da luta pela vida. Mas há uma caçada que enoja, que repulsa os nossos sentimentos estéticos e, mais ainda, os sentimentos éticos, mesmo que os etólogos possam explicá-la como sendo natural, com os argumentos isentos da ciência: é a caçada das hienas.

Dois ou três predadores espreitam a vítima ou as vítimas e, imediatamente avisam o bando, que pode chegar a quarenta animais. Há hienas maiores – pesando 80 quilos – e menores, a metade disso. Elas atacam em ondas, até derrubar animais totalmente indefesos, como as gazelas, os alces e as zebras, e as destroem em poucos minutos. As gazelas e os alces são atacados quando se encontram em grupos."
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Posted: 08 Jul 2012 08:46 AM PDT



Posted: 08 Jul 2012 08:41 AM PDT

Renato Rovai, Blog do Rovai

"Ontem de madrugada ao abrir o twitter vi quase toda a minha Time Line comemorando a vitória de Anderson Silva, mas a TV Globo ainda anunciava a transmissão da luta para daqui a pouco.

Só depois de quase 1 hora Galvão Bueno iniciou a transmissão do replay sem que fosse registrado que a luta já havia se encerrado. Ao contrário, o narrador teve o desplante de mandar um "voltamos ao vivo", como se tudo  acontecesse em tempo real.

Acompanhar a trollagem pelo twitter passou a ser muito mais interessante do que assistir a luta. Internautas utilizaram o #GloboFail e o #aovivonaglobo para ironizar a picaretagem. Fatos históricos passaram a ser citados como se estivessem sendo transmitidos ao vivo na TV. Entre eles, a chegada do homem à lua e a queda do muro de Berlim.

A piada mais recorrente, porém, era de que o brasileiro Anderson Silva já estava em casa assistindo "ao vivo" a transmissão de sua vitória com a narração de Galvão Bueno.

O episódio seria apenas cômico se não fosse ilustrativo do nível em que chegou a TV Brasileira. A Globo usa recorrentemente de mentiras para ludibriar seus telespectadores e o faz achando que ainda estamos nos anos 80, 90, quando a internet era coisa de cientistas."
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Posted: 08 Jul 2012 08:26 AM PDT
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos

Mauricio Dias, CartaCapital

"Há um caminho seguro para entender o movimento político-eleitoral do governador Eduardo Campos, de Pernambuco.

O compromisso dele é com Lula e Dilma. Não com o PT.

Novo horizonte I

Demorou mais que o previsto a aliança PSDB e PT construída em torno da eleição de Marcio Lacerda (PSB), em 2008, para a prefeitura de Belo Horizonte.

Nascida da boa relação entre o então prefeito petista Fernando Pimentel e o então governador tucano Aécio Neves, o rompimento tornou altamente competitiva a disputa na capital, que já parecia resolvida com a reeleição de Lacerda.

Com o rompimento, o ex-prefeito petista Patrus Ananias entrou no jogo e pode dar unidade ao partido perdida com o acordo e vencer o pleito.
Lacerda é um prefeito com boa avaliação, mas Patrus é figura querida em BH.

Novo horizonte II

A eleição municipal, um beco sem saída para o PSDB e o PT, deu o pretexto para o fim de uma aliança que incomodava as partes.

Aécio conta com a reeleição de Lacerda agora para empurrá-lo para a disputa estadual, em 2014. Mas isso significaria entregar a prefeitura para um substituto petista. O vice na chapa.

O controle da Câmara de Vereadores fez Aécio bloquear a extensão da aliança, prevista no acordo, para as eleições proporcionais e deixou claro que ele manda no destino político de Lacerda, eleito pela legenda socialista.

Salvo se, antes, tiver feito consulta ao governador pernambucano Eduardo Campos, presidente do PSB."
Foto: Dida Sampaio/AE
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Posted: 08 Jul 2012 08:10 AM PDT

'Estado' descobre imagens de Ruy Carlos Berbert em pasta do Arquivo Nacional

Alana Rizzo e Leonencio Nossa, O Estado de S. Paulo

Imagens até agora inéditas do corpo do guerrilheiro Ruy Carlos Vieira Berbert, desaparecido em janeiro de 1972, aos 24 anos, revelam que, por duas décadas, três governos militares e dois civis sabiam de sua morte numa cadeia de Natividade, hoje município do interior do Tocantins, e nunca informaram o fato a seus parentes.

Por meio da Lei de Acesso à Informação, que liberou documentos antes mantidos em sigilo, o Estado localizou seis fotografias de Berbert morto. Uma pasta de imagens do Arquivo Nacional mostra que o Centro de Informações do Exército, principal órgão de repressão à luta armada, identificava o guerrilheiro oficialmente e de forma correta já em janeiro de 1972."
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Posted: 08 Jul 2012 07:23 AM PDT

"Em entrevista, governador de Pernambuco, Eduardo Campos, nega que vá disputar a presidência da República em 2014, mas alfineta o PT; "você não pode imaginar que o Brasil deste tamanho vai ter um partido único"


Tido como presidenciável e ameaça ao projeto de poder do PT, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, concedeu uma importante entrevista à jornalista Natuza Nery, da Folha de S. Paulo.

Nela, Eduardo Campos discorreu sobre a tensão na base aliada, criada depois que PT e PSB romperam alianças em capitais como Recife, Fortaleza e, sobretudo, Belo Horizonte. "Você não pode imaginar que o Brasil deste tamanho vai ter um partido único, dono da verdade, dos 5 mil municípios, dos 27 estados, do Brasil, por um século". Confira alguns dos principais pontos:

Sobre ser candidato à presidência em 2014

"Quem disse que eu seria candidato? Toda vez que eu fui candidato, eu disse que era candidato. Ser candidato contra Dilma só porque eu quero ser? Ela está na presidência e tem a prerrogativa da reeleição. Para a reeleição da Dilma, o problema não somos nós. O próprio partido dela cria mais problema para ela do que o PSB."

Sobre a posição do PSB

"Acho que o PSB deve em 2014 apoiar Dilma para se reeleger presidente."

Sobre a eleição em São Paulo

"Lula buscou um quadro da minha geração, o Haddad. Se fôssemos o inimigo número um do PT, não teríamos sido os primeiros a apoiá-lo. Colocamos a vice que o PT entendia que era a que mais ajudava, a Erundina. Quando ela saiu, liberamos o Haddad para escolher o nome que quisesse."

Sobre a relação com o PT

"Não vou sair desse itinerário. Temos uma frente política construída há muitos anos, que ajudou o Brasil a melhorar. Claro que minha relação com o presidente Lula, que eu conheci ainda menino, a ajuda que ele me deu e a meu estado, eu prezo muito."

Sobre as diferenças com o PT

""Você não pode imaginar que o Brasil deste tamanho vai ter um partido único, dono da verdade, dos 5 mil municípios, dos 27 estados, do Brasil, por um século. Você não pode imaginar que seja esse o projeto do povo brasileiro. É bom que tenha alternância de poder. É importante ter a perspectiva do contraditório."

Sobre uma eventual volta de Lula em 2014 ou 2018
"O que eu tenho ouvido dele é que seu grande objetivo é ajudar Dilma a se reeleger."
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ABR


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domingo, 8 de julho de 2012

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BRASIL! BRASIL!


Posted: 07 Jul 2012 05:52 PM PDT
Processos contra os 40 réus 
do chamado mensalão


Marcos Coimbra, CartaCapital

'Por coincidência, justamente quando o julgamento do mais famoso "mensalão", que alguns chamam "do PT", foi marcado, a Procuradoria-Geral da República encaminhou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) sua denúncia contra os acusados de outro, o "mensalão do DEM" do Distrito Federal.

Trata-se mesmo de um acaso, pois a única coisa que os dois compartilham é o nome. Equivocado por completo para caracterizar o primeiro e inadequado para o segundo.

Naquele "do PT", nada foi provado que sugerisse haver "mensalão", na acepção que a palavra adquiriu em nosso vocabulário político: o pagamento de (gordas, como indica o aumentativo) propinas mensais regulares a parlamentares para votar com o governo. No outro, essa é uma das partes menos importante da história.

Alguns acham legítimo – e até bonito – empregar a expressão como sinônimo genérico de "escândalo" ou "corrupção", mas isso só distorce o entendimento. O que se ganha ao usar mal o português? No máximo, contundência na guerra ideológica. Chamar alguma coisa de "mensalão" (ou adotar neologismos como "mensaleiro") tornou-se uma forma de ofender.

Fora o nome errado igual, os dois são diferentes.

Ninguém olha o "mensalão" de Brasília como se tivesse significado especial. É somente, o que não quer dizer que seja pouco, um caso de agentes políticos e funcionários públicos, associados a representantes de empresas privadas, suspeitos de irregularidades.

Por isso, se o STJ acolher a denúncia, o processo terá tramitação normal. Sem cobranças para que ande celeremente. Sem que seja pintado com cores mais fortes que aquelas que já possui. Sem que se crie em seu torno um clima de "julgamento do século" ou sequer do ano.


É provável que aconteça com ele o mesmo que com outro mais antigo, o "mensalão do PSDB". Esse, que alguns dizem ser o "pai de todos", veio a público no mesmo período daquele "do PT", mas avança em câmera lenta. Está ainda na fase de instrução, sem qualquer perspectiva de julgamento."
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
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Posted: 07 Jul 2012 05:47 PM PDT


Frei Betto, Adital

"Você compraria uísque Blue Label ou bolsa Louis Vuitton contrabandeados do Paraguai? Com certeza desconfiaria da qualidade. Isso vale para a "nova democracia" imposta pelo golpe que derrubou o presidente Fernando Lugo.

O país foi governado, durante 61 anos, pelo Partido Colorado, ao qual pertencia o general Stroessner, e também se filia o atual presidente golpista, Federico Franco. Após35 anos sob a ditadura Stroessner, o povo paraguaio elegeu Lugo presidente, em abril de 2008. Eu estava em Assunção e o acompanhei às urnas. Havia esperança de que o país, resgatada a democracia, haveria de reduzir a desigualdade social.

O novo governo tornou-se vulnerável ao não cumprir importantes promessas de campanha, como a reforma agrária, e se distanciar dos movimentos sociais. Apenas 20% dos proprietários rurais do país são donos de 80% das terras. Há que incluir na cota os "brasilguaios", grileiros brasileiros que expulsaram pequenos agricultores de suas terras para expandirem ali seus latifúndios.

Lugo errou ao aprovar a lei antiterrorista e a militarização do norte do Paraguai, detendo lideranças camponesas e criminalizando movimentos sociais. Não soube depurar o aparelho policial, herança maldita de Stroessner.

Em rito sumaríssimo, a 22 de junho o Congresso paraguaio destituiu Lugo, sem assegurar-lhe amplo direito de defesa. É o chamado "golpe constitucional", adotado pelos EUA em Honduras e, agora, no Paraguai. Preocupa a Casa Branca o progressivo número de países latino-americanos governados por lideranças identificadas com os anseios populares e incômodas aos interesses da oligarquia."
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Posted: 07 Jul 2012 05:09 PM PDT




Posted: 07 Jul 2012 05:02 PM PDT


"As disputas nas capitais, sobretudo Belo Horizonte, irão definir o destino de três presidenciáveis em 2014: Dilma, Aécio e Eduardo Campos

Leonardo Attuch, Brasil 247

Agitada, traiçoeira e repleta de surpresas, começou, nesta semana, a disputa presidencial de 2014. No jogo, há três peças que se destacam no tabuleiro: a presidente Dilma, favorita natural, o senador mineiro Aécio Neves e o governador pernambucano Eduardo Campos. O futuro de cada um deles começa a ser jogado nas eleições municipais de outubro, cujas chapas foram registradas na última quinta-feira.

Se antes havia apenas dois polos de poder no Brasil, PT e PSDB, com as demais forças gravitando ao redor, um terceiro sol emergiu nesta semana, com as apostas ousadas feitas pelo PSB, em várias capitais. Ao romper a aliança com os petistas em Recife, Fortaleza e Belo Horizonte, o partido de Eduardo Campos iniciou seu processo de libertação, sinalizando para o País que uma terceira via talvez seja possível – e quem dá corda a esse movimento é o PSD, do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

O palco da disputa principal, que antes seria São Paulo, agora é Belo Horizonte, a cidade que, na eleição passada conheceu uma experiência singular de coabitação entre PT e PSDB numa mesma prefeitura, ocupada por Marcio Lacerda, do PSB. Desta vez, Lacerda escolheu um lado, o de Aécio, e a disputa se nacionalizou, restando apenas dois candidatos viáveis: Lacerda, no bloco PSDB-PSB, e Patrus Ananias, pelo PT e ampla coligação."
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Posted: 07 Jul 2012 04:25 PM PDT


"Na prisão de Adriano Aprígio, cunhado do bicheiro, PF apreendeu DVS, CDs, disquetes e pen drives


"Muita gente deve estar perdendo o sono desde a prisão de Adriano Aprígio, cunhado do bicheiro Carlos Cachoeira. Na ação, agentes da Polícia Federal apreenderam também CDs, DVDs e pen drives. Era com ele que, supostamente, estavam os vídeos produzidos por Cachoeira nos últimos anos. Leia, abaixo, reportagem do jornal O Popular:

Empresário seria laranja do grupo

O empresário Adriano Aprígio de Souza aparece nas investigações da Operação Monte Carlo como um dos principais laranjas de Carlinhos Cachoeira, seu ex-cunhado. Além disso, importantes provas teriam sido apreendidas em seu apartamento, em Anápolis, quando a Operação Monte Carlo se tornou pública, no dia 29 de fevereiro.
Além de inúmeros discos rígidos de computador, cheques e escrituras, a Polícia Federal encontrou na residência uma caixa branca com dvds, cds, disquetes e pen drives nos quais estariam vídeos como o que aparece o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), conversando com Cachoeira. Também foram apreendidos extratos com movimentações financeiras.

Um dos sócios da Vitapan Indústria Farmacêutica, ao lado da irmã e ex-mulher de Cachoeira, Andréa Aprígio de Souza, Adriano teria em seu nome imóveis e empresas que pertenceriam, na verdade, ao empresário. A própria Vitapan, segundo a PF, seria de Cachoeira. Em uma conversa interceptada pela PF em maio do ano passado, Cachoeira comenta com a atual esposa, Andressa Mendonça, que todos seus bens estão em nome de Adriano. Na época, o ex-cunhado ameaçava se separar da esposa e Cachoeira temia que seus bens fossem parar em nome dela."


Posted: 07 Jul 2012 04:21 PM PDT


Redação,  Adnews

"O tratado de antipirataria ACTA foi rejeitado de vez pelo Parlamento Europeu nesta quarta-feira, 3. Foram 478 votos contra, 39 a favor e 165 abstenções.
 O ACTA foi criado há 3 anos no intuito de defender os interesses econômicos das empresas, mas foi rejeitado devido ao caráter "ambíguo" do texto, sendo considerado até "perigoso para a liberdade individual". O Tribunal Europeu de Justiça, no entanto, reconheceu a importância do combate à pirataria. 

Em janeiro, o tratado havia assinado por 22 dos 27 governos da União Europeia, além de outras nações como os Estados Unidos, Canadá, México, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Coreia do Sul, Marrocos e Suíça.

O ACTA foi motivo de manifestações no mundo todo, já que, segundo o Exame, um dos medos dos opositores era a possibilidade dos provedores de internet revelarem para as empresas os números dos IPs dos internautas suspeitos de pirataria."
Foto: Reprodução


Posted: 07 Jul 2012 10:29 AM PDT


"Presidente Federico Franco, é o entrevistado das páginas amarelas; diz que a deposição de Lugo foi constitucional e que os militares "foram fiéis à pátria" não se prestando à suposta tentativa de golpe arquitetada por Hugo Chávez; em editorial, a revista da Abril assumiu sua posição: é a favor do golpe


Federico Franco, presidente do Paraguai desde a deposição de Fernando Lugo, surge doce, cândido e com ar de bom moço na foto que ilustra a entrevista de páginas amarelas da revista Veja deste fim de semana. Nela, Franco nega que tenha havido golpe de Estado no Paraguai, muito embora tudo tenha sido decidido em menos de 48 horas, sem que seu antecessor, Fernando Lugo, tivesse tido a oportunidade de apresentar sua defesa. "Houve um processo de impeachment que está previsto na Constituição, com respeito absoluto à democracia e aos direitos humanos", disse Franco ao repórter Hugo Marques, que foi enviado a Assunção.

Na entrevista, em que Franco não foi questionado sobre o rito sumário da deposição de Lugo, o presidente paraguaio se coloca como um amigo e aliado do Brasil, citando a parceria em Itaipu, os 500 mil brasiguaios que vivem do outro lado da fronteira e os laços de amizade histórica que aproxima os dois países. "Tenho esperança de que o Itamaraty, que sempre teve uma conduta retilínea e exemplar, possa reavaliar sua posição", diz Franco, falando sobre a expulsão do Paraguai do Mercosul. "Tudo nos une. Nada nos separa".

Golpe, na visão do presidente paraguaio, foi a suposta tentativa da Venezuela, de Hugo Chávez, de incitar uma resistência militar em favor de Fernando Lugo. "Os generais foram fiéis à pátria", disse Franco, citando a suposta ingerência de Chávez em assuntos internos do Paraguai."

A favor do golpe

Além de entrevista Franco, a revista Veja demarcou sua posição sobre a crise do Mercosul, num editorial assinado pelo diretor Eurípedes Alcântara. O texto, sob a foto dos presidentes dos países sul-americanos, foi intitulado "A aliança para o atraso", numa clara referência à "Aliança para o progresso", um programa que, entre 1961 e 1970 buscou aproximar os Estados Unidos da América do Sul – foi justamente neste período que se implantaram as sementes das ditaduras no continente.

No editorial, Veja fez troça da posição da diplomacia brasileira na crise paraguaia. "Um desses episódios foi a bizarra reação brasileira ao processo constitucional de impeachment que tirou da presidência do Paraguai o esquerdista Fernando Lugo. A diplomacia brasileira foi, para ficarmos com a hipótese mais benigna, mera espectadora da inaceitável tentativa do venezuelano Hugo Chávez de fomentar um golpe militar em Assunção e, assim, evitar a saída de Lugo do poder", escreveu Eurípedes.

Veja assumiu seu lado: é a favor do golpe de Franco, a quem considera um democrata. E já que perguntar não ofende, como será que se comportaria se algo semelhante ocorresse no Brasil?"


Posted: 07 Jul 2012 10:11 AM PDT



"O "querer" acabar com a papelada das campanhas eleitorais que suja as ruas tomou forma com o movimento "Quem suja agora, vai sujar depois".

No dia 6 de julho, início oficial das eleições municipais 2012, os organizadores do projeto promoveram um twitaço" para alertar a população e os políticos sobre a questão.

Hilário Júnior e Isabella Meneses encabeçam a ideia com o apoio de um grupo de amigos que compartilha da mesma indignação.

"Nosso objetivo é mostrar que as campanhas não precisam sujar as cidades com panfletos. Estamos no século XXI, mais de 80 milhões de brasileiros estão conectados, discutindo e se informando sobre diversos assuntos, inclusive política. Para quê tanto papel nas ruas, com tamanha abertura à informação online?", questiona  Hilário. "Entendemos que ainda há eleitores que não têm acesso ao universo online ou perfis nas mídias sociais, porém, mesmo assim, esse público pode ser  atingido por TVs e rádios, sem sujar a cidade e com menos prejuízos ambientais", complementa.

Antes mesmo de iniciar as campanhas eleitorais o movimento já havia alcançado mais de 800 fãs no Facebook  e quase 2 mil seguidores no Twitter. Às 16h40 de sexta-feira, já eram 1,5 milhão no Facebook."
Foto: Divulgação


Posted: 07 Jul 2012 08:22 AM PDT


Eberth Vêncio, Revista Bula

"Já estou de saco cheio com vocês", foram com estas palavras de desabafo que Deus, finalmente, apareceu para esclarecer à humanidade o grande mistério da vida. Sim. Deus existe, meus caros. E creio que todos tenham acompanhado a sua inédita aparição por meio das rádios, jornais e televisão. Com o adjutório dos principais líderes religiosos do planeta, Deus convocou a imprensa mundial para uma entrevista única, definitiva e jamais sonhada nem mesmo pela mais crente criatura humana.

Valendo-se de vozes no meio da noite e visões oníricas, Deus requisitou aos seus multiplicadores de fé que arrebanhassem os mais renomados repórteres, âncoras televisivos, apresentadores de programas de auditório, além de líderes políticos de todas as nações, para uma esclarecedora entrevista coletiva que ocorreu, não por acaso, no Corcovado, aos pés do Cristo Redentor.

Muitos países deixaram de enviar representantes legais, temendo que se trataria de mais uma espécie de pegadinha, uma piada de extremo mau gosto, senão um golpe de mestre engendrado por algum mentecapto ateu suicida interessado em implodir o monumental cartão postal carioca, num dos maiores atentados da história desde a destruição das torres gêmeas por Osama Bin Laden.

Deus deu aos Homens apenas 72 horas para que todas as providências fossem tomadas, do ponto de vista técnico-operacional, a fim de que o Brasil recebesse a volumosa legião de perguntadores. Em tempo recorde, centenas de pedestais com microfones foram instalados no Corcovado, a fim de servirem aos questionamentos dos convidados. Não houve tempo nem espaço para que os organizadores brasileiros subissem até o morro tantas cadeiras a fim de sentarem tantas pessoas. A multidão permaneceu em pé mesmo durante as sessenta e três horas de entrevista, tempo considerado ínfimo para espairecer tantas dúvidas que há séculos permaneciam entaladas na garganta da humanidade.

Deus não apareceu em carne e osso, como se esperava. Valendo-se do primeiro homem barbudo e maltrapilho que avistou pela frente mendigando nas redondezas do Cristo, num fenômeno de incorporação dos mais instigantes, ele falou através da boca do renegado que permaneceu em transe durante todo o tempo."
Artigo Completo, ::AQUI::


Posted: 07 Jul 2012 06:57 AM PDT


"Os valores éticos de civilização nos campos geopolítico, ideológico, cultural e econômico que bem ou mal subsistiram até o final do século vinte, desmoronaram e não foram substituídos por novos valores mais avançados que favorecessem a grande maioria da humanidade. Essa é uma das conclusões do sociólogo polonês radicado na Grã Bretanha, Zygmunt Bauman, em seu esforço de diagnosticar o surgimento de fenômenos típicos desses tempos de hegemonia neoliberal, da nova ordem mundial.

Eduardo Bomfim, Vermelho

Mesmo que várias de suas conclusões possam ser questionáveis há um resultado positivo em caracterizar situações e comportamentos que reflitam esse momento da História onde há uma grave, imensa centralização e concentração do capital a nível global.
Afirma que existe um evidente mal-estar generalizado em relação àquilo que passou a se chamar "a pós-modernidade" porque a sensação disseminada entre as nações é a da extrema dificuldade em trilhar um itinerário escolhido uma vez abraçado pelas maiorias.

Porque a globalização seletiva do capital, comércio, da vigilância e informação, do crime organizado transnacional, das grandes corporações militares (como a OTAN sob hegemonia imperial) possuem em comum o desdém pelo princípio da soberania territorial e o desrespeito a qualquer fronteira entre os Estados, expostos aos golpes do "destino imposto".

Assim é que se explica, afirma ele, a perda relativa de autonomia do Estado nacional declinada em favor do capital, especialmente o financeiro, assim como o enfraquecimento da função primordial dos poderes legislativos nas democracias representativas no que concerne às grandes questões políticas cujos legisladores vão sendo restringidos à condição de prestadores de serviços às comunidades.

Para Bauman "mercados sem fronteiras" é uma receita para a desordem mundial, flagrada mais uma vez nas crises da União Europeia e Estados Unidos, onde a conhecida formulação de Clausewitz foi revertida de modo que a política é que se tornou a continuação da guerra por outros meios.

Ele enfatiza que o principal movimento do capital global tem sido a tentativa de desmantelamento das grandes ideias transformadoras, "destruição dos direitos civis e políticos" para entronizar em seu lugar "um horizonte oposto, distópico, fatalista" exigindo tenaz resistência para alcançar novos tempos mais promissores, mais avançados para a humanidade."


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