quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Redes internacionais educam milhões de pessoas em vários países

Da Redação Agência Pará

© Tamara Saré / Ag. Pará
Em meio aos debates sobre educação, o Boi Caprichoso levou o colorido da cultura amazônica ao Hangar, encantando os participantes da Confintea



"Cooperações em rede e parcerias internacionais inovadoras" foi o tema de um dos workshops realizados durante a 6ª Conferência Internacional de Educação de Adultos (Confintea VI) nesta quarta-feira (2). A oficina reuniu as experiências de duas grandes redes internacionais que vêm conseguindo bons resultados no trabalho com a educação de adultos: o Sistema Ecca e a instituição ibero-americana Rieja.

O Sistema Ecca de Formação a Distância, surgido na década de 1960 nas Ilhas Canárias, continente africano, utiliza o rádio como principal ferramenta de trabalho. Segundo Margarita Lopez, representante da instituição nas Ilhas Canárias, o sistema trabalha com aprendizagem formal e não-formal de adultos e hoje é utilizado não África e em grande parte da América Latina, fortalecendo a educação em diversos países. Ao todo, a rede já beneficiou mais de 2 milhões de adultos com cursos oferecidos nas diferentes áreas do conhecimento.

Florenço Mendes, diretor Geral de Educação e Formação de Adultos de Cabo Verde, país integrante da rede, destacou que uma das vantagens do programa é a flexibilidade. "O Sistema Ecca tem a capacidade de se adaptar a diferentes realidades e contextos de cada país", disse ele.

Compartilhar - Encarna Cuenca, da Espanha, falou em nome da Rede Ibero-americana para Educação de Pessoas Jovens e Adultas (Rieja). Trata-se de uma rede intergovernamental que integra os Ministérios da Educação de 16 países, incluindo o Brasil, e trabalha na elaboração conjunta de políticas e ações para o setor. "É importante compartilhar experiências neste mundo globalizado, onde não se pode dar as costas para o que o outro está fazendo. Temos que aproveitar os conhecimentos existentes", ressaltou. O Rieja conta, ainda, com a colaboração de universidades, organizações não governamentais, governos regionais, entre outros, que participam indiretamente das ações.

Um ponto em comum entre as duas experiências é a preocupação com a autonomia de cada país que adere às redes de cooperação. "É difícil avançar quando cada país é autônomo em suas políticas de educação, mas a rede pode potencializar esse trabalho. Temos avançado, mas estamos conscientes dos desafios que temos à frente", afirmou Jorge Camors, coordenador de Políticas Educativas do Ministério da Educação do Uruguai, país membro do Rieja.

Jussara Kishi - Secom
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