sábado, 12 de março de 2011
Os ônibus-Zeppelim de Belém do Pará
Os ônibus-Zeppelim de Belém do Pará
Enviado por luisnassif, sab, 12/03/2011 - 09:26
Por ROSE
Já ouviram falar do 'ônibus-zeppelin' , de Belém do Pará?
Ele circulou pelos idos de 1957. As fotos originais pertencem ao acervo da LIFE, mas essas reproduções aparecem nos links abaixo, junto a outras mais. Também contam um pouco dessa história e indicam outros links (inclusive nos comentários).
Estranho mas charmoso, não?
http://carrosantigos.wordpress.com/2008/12/20/viacao-triunfo-belem-do-para-1957/
https://carrosantigos.wordpress.com/2009/01/07/viacao-triunfo-e-os-onibus-zeppelin-do-para/
http://carrosantigos.wordpress.com/2009/01/15/ainda-o-zeppelin-de-belem-do-para/
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Nota do Editor do Blog:
Que achado maravilhoso, os Zeppelim que vi, poucas vezes, quando criança, nos momentos mágicos da minha vida quando íamos ao centro comercial ( lá em baixo, como se dia na época) minha querida mãe e eu. Até então, era como eu os tivesse visto em sonho, tão remota era a lembrança. Mas não! eles foram reais, existiram mesmo! Obrigado pelas boas lembranças.
Ex deputado federal do PT, Eduardo Valverde, morre em acidente de carro.
Notícia:
"O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em Rondônia, Eduardo Valverde, morreu aos 54 anos por volta das 18h30 desta sexta-feira (11) em um acidente de carro na região da cidade de Ji-Paraná, a 374 quilômetros da capital Porto Velho.
Segundo o diretório estadual do PT, o político e ex-deputado federal estava no banco de passageiros. Na direção, estava Ely Bezerra, secretário de Organização do partido no Estado, que também faleceu. Um terceiro ocupante ficou ferido e foi encaminhado para um hospital da região.
Pelas informações do diretório, o carro de Valverde atravessava um trecho da BR-364 (RO) sob forte chuva e, após escorregar na água acumulada na pista, o veículo saiu do controle do motorista e bateu de frente com uma carreta que vinha no sentido oposto.
O corpo do petista já saiu do local do acidente em direção à capital. O velório será na própria sede do PT, na rua Calama, 895, em Porto Velho.
UOL noticias /enviado por Pedrinho Marajó em comentários.
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"O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em Rondônia, Eduardo Valverde, morreu aos 54 anos por volta das 18h30 desta sexta-feira (11) em um acidente de carro na região da cidade de Ji-Paraná, a 374 quilômetros da capital Porto Velho.
Segundo o diretório estadual do PT, o político e ex-deputado federal estava no banco de passageiros. Na direção, estava Ely Bezerra, secretário de Organização do partido no Estado, que também faleceu. Um terceiro ocupante ficou ferido e foi encaminhado para um hospital da região.
Pelas informações do diretório, o carro de Valverde atravessava um trecho da BR-364 (RO) sob forte chuva e, após escorregar na água acumulada na pista, o veículo saiu do controle do motorista e bateu de frente com uma carreta que vinha no sentido oposto.
O corpo do petista já saiu do local do acidente em direção à capital. O velório será na própria sede do PT, na rua Calama, 895, em Porto Velho.
UOL noticias /enviado por Pedrinho Marajó em comentários.
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sexta-feira, 11 de março de 2011
Carnaval e Rallye movimentam turismo no Marajó
Agência Pará de Notícias:
Os veleiros do Rallye Iles Du Soleil marcaram a paisagem de Soure, na região do Marajó.
O pólo Marajó, no Pará, recebeu um forte incremento em seu fluxo turístico entre os dias 1º e 9 de março. Dois importantes eventos contribuíram para esse incremento: a passagem dos 25 veleiros do 11º Rallye Du Soleil e a programação de Carnaval, ambos no município de Soure.
Para o secretário municipal de Turismo, Esporte e Cultura de Soure, João Lima Pinheiro, eventos como estes são muito importantes, tanto para a geração de renda no pólo quanto para a promoção do destino turístico. “Tornam o pólo mais conhecido e trazem cada vez mais visitantes”. Explica Lima, que coordenou o receptivo dos velejadores, com um show de danças folclóricas no trapiche de Soure, e também o Carnaval 2011, que contou com a participação de mais de dez mil pessoas.
Os velejadores do Rallye Iles Du Solleil, que no Marajó ganha a denominação de Rallye Transamazone, aproveitaram a estadia no Marajó para conhecer a cultura, a gastronomia e principalmente os roteiros turísticos da ilha. “Estamos com um grupo de 20 velejadores fazendo nossa trilha no mangue. Mais 20 fazem o mesmo passeio à tarde”. Comemorava Raimundo Cordeiro Brito, da Fazenda São Jerônimo, um dos roteiros mais procurados por quem busca conciliar aventura, natureza e belas praias. A Fazenda do Carmo também recebeu velejadores, que assistiram a uma coreografia apresentada pelo grupo “Os Arauãs”.
Desde o último sábado, os velejadores do Rallye Iles Du Soleil já estão na capital paraense, Belém, onde aproveitam para conhecer o patrimônio histórico, a cultura local e também fazer compras. Seu receptivo além de empresas especializadas de turismo, tem apoio do Governo do Estado, por meio da Companhia Paraense de Turismo (Paratur) e da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), entre outros órgãos do Estado.
O grupo é coordenado pelo francês Nicholas Tiphagne. Os velejadores tem procedência também da Noruega, Espanha, Suécia, Alemanha, além da França. O rallye começa na Ilha Madeira, em Portugal, passa por Cabo Verde, Marrocos e Senegal. No Brasil os velejadores passam por João Pessoa (PB), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Fernando de Noronha e Delta do Parnaíba (PI). No Pará, além de Soure, Salvaterra e Belém, também recebem o rallye outros municípios.
Carnaval
Dez blocos carnavalescos participaram da disputa pelo título de campeão do Carnaval 2011 de Soure, com belas homenagens às referências culturais do município. Pescadores, sambistas, médico, pajé (Zeneida Lima) e até o búfalo, animal ícone do lugar foram algumas das fontes de inspiração dos enredos, abadás e coreografias. O grande vencedor foi o bloco Boca do Acre, que homenageou o médico Ari Jorge Dias, que conquistou a população local pelo serviços prestados na área da saúde e como ex-prefeito da cidade. Em segundo lugar ficou o bloco Cirroz & Cia, que levou para a avenida a arte do circo, em especial a importância do palhaço como artista do riso e da felicidade. Soure também elegeu Rosana Rodrigues, do bloco Os Safadões, a Musa do Carnaval 2011.
Texto: Benigna Soares - Ascom Paratur
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Os veleiros do Rallye Iles Du Soleil marcaram a paisagem de Soure, na região do Marajó.
O pólo Marajó, no Pará, recebeu um forte incremento em seu fluxo turístico entre os dias 1º e 9 de março. Dois importantes eventos contribuíram para esse incremento: a passagem dos 25 veleiros do 11º Rallye Du Soleil e a programação de Carnaval, ambos no município de Soure.
Para o secretário municipal de Turismo, Esporte e Cultura de Soure, João Lima Pinheiro, eventos como estes são muito importantes, tanto para a geração de renda no pólo quanto para a promoção do destino turístico. “Tornam o pólo mais conhecido e trazem cada vez mais visitantes”. Explica Lima, que coordenou o receptivo dos velejadores, com um show de danças folclóricas no trapiche de Soure, e também o Carnaval 2011, que contou com a participação de mais de dez mil pessoas.
Os velejadores do Rallye Iles Du Solleil, que no Marajó ganha a denominação de Rallye Transamazone, aproveitaram a estadia no Marajó para conhecer a cultura, a gastronomia e principalmente os roteiros turísticos da ilha. “Estamos com um grupo de 20 velejadores fazendo nossa trilha no mangue. Mais 20 fazem o mesmo passeio à tarde”. Comemorava Raimundo Cordeiro Brito, da Fazenda São Jerônimo, um dos roteiros mais procurados por quem busca conciliar aventura, natureza e belas praias. A Fazenda do Carmo também recebeu velejadores, que assistiram a uma coreografia apresentada pelo grupo “Os Arauãs”.
Desde o último sábado, os velejadores do Rallye Iles Du Soleil já estão na capital paraense, Belém, onde aproveitam para conhecer o patrimônio histórico, a cultura local e também fazer compras. Seu receptivo além de empresas especializadas de turismo, tem apoio do Governo do Estado, por meio da Companhia Paraense de Turismo (Paratur) e da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), entre outros órgãos do Estado.
O grupo é coordenado pelo francês Nicholas Tiphagne. Os velejadores tem procedência também da Noruega, Espanha, Suécia, Alemanha, além da França. O rallye começa na Ilha Madeira, em Portugal, passa por Cabo Verde, Marrocos e Senegal. No Brasil os velejadores passam por João Pessoa (PB), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Fernando de Noronha e Delta do Parnaíba (PI). No Pará, além de Soure, Salvaterra e Belém, também recebem o rallye outros municípios.
Carnaval
Dez blocos carnavalescos participaram da disputa pelo título de campeão do Carnaval 2011 de Soure, com belas homenagens às referências culturais do município. Pescadores, sambistas, médico, pajé (Zeneida Lima) e até o búfalo, animal ícone do lugar foram algumas das fontes de inspiração dos enredos, abadás e coreografias. O grande vencedor foi o bloco Boca do Acre, que homenageou o médico Ari Jorge Dias, que conquistou a população local pelo serviços prestados na área da saúde e como ex-prefeito da cidade. Em segundo lugar ficou o bloco Cirroz & Cia, que levou para a avenida a arte do circo, em especial a importância do palhaço como artista do riso e da felicidade. Soure também elegeu Rosana Rodrigues, do bloco Os Safadões, a Musa do Carnaval 2011.
Texto: Benigna Soares - Ascom Paratur
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Quem tem medo da democracia no Brasil?
Carta Maior - Blog do Emir Sader
11/03/201
Quem tem medo da democracia no Brasil?
O Brasil saiu da ditadura política, mas as transformações estruturais que poderiam democratizar o país nos planos econômico, social e cultural, não foram realizadas. O governo Sarney representou essa frustração, essa redução da democratização aos marcos liberais da recomposição do Estado de direito e dos processos eleitorais.
Em seguida o país foi varrido pelas ondas neoliberais – com os governos de Collor, Itamar e FHC – sofrendo graves retrocessos no plano econômico – com a retração do Estado, com a abertura da economia, com as privatizações -, no plano social – com o retrocesso nas politicas sociais, com a expropriação de direitos da maioria, a começar pela carteira de trabalho –, no plano politico – com o poder do dinheiro corrompendo os processos eleitorais – e no plano cultural – com a consolidação dos grandes monopólios privados da mídia, que concentraram nas suas mãos a formação da opinião púbica.
Foi nesta década que esse processo começou a ser revertido e o Brasil pôde retomar seu processo de democratização. No plano econômico, com o Estado retomando seu papel de indutor do crescimento promovendo o acesso ao crédito a pequenas e médias empresas, com a expansão do mercado interno de consumo popular. No plano social, com a incorporação, pela primeira vez, das grandes maiorias de menor renda ao mercado de consumo e à possibilidade de ter formas de atividades econômicas rentáveis e sustentáveis. No plano político, quebrando o controle das elites mais atrasadas sobre as massas de regiões periféricas do país, com a participação nas politicas governamentais e nos processos eleitorais dos movimentos populares e dos setores até então marginalizados e subordinados politicamente. E no plano cultural, com alguns avanços, como a descentralização das publicidades governamentais, com o surgimento e fortalecimento de mídias alternativas – especialmente da internet -, assim como com um discurso que levanta a autoestima do país, quebra preconceitos em relação ao papel da mídia privada e de comportamentos egoístas da elite brasileira.
Mas as resistências não se fizeram esperar. As pressões para que o Brasil mantenha a taxa de juros mais alta do mundo, que atrai capital especulativo – que não cria nem riquezas, nem empregos, que ajudar a desequilibrar a balança comercial, entre tantos problemas – continuam fortes. Esse mecanismo impede a democratização econômica do país, porque concentra nas mãos do sistema financeiro a maior quantidade de recursos, com taxas de juros altas dificulta o acesso ao crédito, monopoliza recursos do Estado para o pagamento da dívida pública. O PAC é o grande instrumento de reconversão da hegemonia do capital especulativo para o capital produtivo, mas ele corre contra a atração da alta taxa de juros. A democratização econômica requer terminar com essa atração do capital, pela alta taxa de juros, para o setor financeiro.
A democratização social encontra obstáculos nos que se opõem à integração plena dos setores até aqui completamente marginalizados. A democratização social seus principais obstáculos nos que lutam para bloquear a expansão dos recursos para as politicas sociais que promovem os direitos de todos e nos preconceitos que continuam a ser difundidos contra os mais pobres e os habitantes das regiões até aqui marginalizadas do país.
A democratização política se choca com os que se opõem a uma reforma política que faça com que as campanhas se apoiem exclusivamente em financiamento publico e em votos por lista, que favorecem o fortalecimento ideológico e politico dos partidos. Mas encontra obstáculos também nos partidos e movimentos populares que não se dedicam a apoiar a organização dos setores que chegam agora a seus direitos econômicos e sociais básicos, seja os que estão integrados ao bolsa família, seja a cooperativas e pequenas empresas, seja a programas como os Pontos de Cultura e outros similares.
A democratização cultural significa que as distintas identidades do povo brasileiro possam construir seus próprios valores para orientar suas vidas, suas próprias formas de expressão cultural, possam ter acesso às múltiplas formas de cultura. Que possa se libertar dos modelos de consumismo importados e difundidos pela mídia comercial, pela publicidade massiva, pelos valores divulgados pelos representantes dos grandes monopólios.
Significa o direito de ter acesso livre e universal à internet, possa ter acesso à cultura como bem comum, que possa ter acesso a livros, a músicas, a pinturas, a peças de teatro, a filmes, a todas as formas de cultura e que tenha possibilidades de produzir suas próprias formas de expressão.
A democratização cultural enfrenta obstáculos na gigantesca máquina de interesses econômicos privados dos monopólios que dominam a mídia, o setor editorial, o audiovisual. Enfrenta ainda os setores mercantis que tentam dominar e controlar a livre produção e consumo culturais, as corporações que se apropriam dos recursos fundamentais das obras artísticas, incentivando ainda mais o poder econômico sobre a esfera cultural. Só mesmo um imenso processo de democratização da cultura poderá fazer do Brasil um país realmente independente, soberano, justo, plural.
Quem tem medo da democracia no Brasil? As elites, que fizeram do nosso país o mais desigual do mundo, e agora se ressentem da inclusão social dos que sempre foram postergados, discriminados, humilhados, ofendidos, marginalizados. São os que sempre tiveram todos os privilégios e acreditavam que o país era deles, que o Brasil era das elites brancas e ricas.
Quem tem medo da democratização tem medo dos trabalhadores, que produzem as riquezas do Brasil. Tem medo dos trabalhadores sem terra, que querem apenas acesso à terra no país com maior área cultivável no mundo, importa alimentos, mas mantem milhões de gente no campo sem acesso à terra. Tem medo dos jovens, que não leem jornais, mas leem e escrevem na internet, irreverentes, que lutam pela liberdade de expressão e de formas de viver, em todas as suas formas. Tem medo dos intelectuais críticos e independentes, que não tem medo do poder dos monopólios e da imprensa mercantil e suas chantagens. Tem medo dos artistas e da sua criatividade sem cânones dogmáticos e sem pensar no dinheirinho dos direitos de autor, mas na liberdade de expressão e na cultura como um bem comum. Tem medo dos nordestinos pobres, que como Lula, não se rendeu à pobreza e à discriminação e se tornou o presidente mais popular do Brasil. Tem medo de que todos eles queiram ser como o Lula.
Quem tem medo da democracia no Brasil tem saudade da ditadura, quando detinha o monopólio da palavra, conversavam e elogiavam os militares no poder, sem que ninguém pudesse contestá-los publicamente. Os que têm saudades do Brasil para poucos, da elite que cooptava intelectuais para governar em nome dela.
Quem não tem medo da democracia no Brasil não tem medo de nada, porque não tem medo do povo brasileiro.
Postado por Emir Sader às 02:01
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11/03/201
Quem tem medo da democracia no Brasil?
O Brasil saiu da ditadura política, mas as transformações estruturais que poderiam democratizar o país nos planos econômico, social e cultural, não foram realizadas. O governo Sarney representou essa frustração, essa redução da democratização aos marcos liberais da recomposição do Estado de direito e dos processos eleitorais.
Em seguida o país foi varrido pelas ondas neoliberais – com os governos de Collor, Itamar e FHC – sofrendo graves retrocessos no plano econômico – com a retração do Estado, com a abertura da economia, com as privatizações -, no plano social – com o retrocesso nas politicas sociais, com a expropriação de direitos da maioria, a começar pela carteira de trabalho –, no plano politico – com o poder do dinheiro corrompendo os processos eleitorais – e no plano cultural – com a consolidação dos grandes monopólios privados da mídia, que concentraram nas suas mãos a formação da opinião púbica.
Foi nesta década que esse processo começou a ser revertido e o Brasil pôde retomar seu processo de democratização. No plano econômico, com o Estado retomando seu papel de indutor do crescimento promovendo o acesso ao crédito a pequenas e médias empresas, com a expansão do mercado interno de consumo popular. No plano social, com a incorporação, pela primeira vez, das grandes maiorias de menor renda ao mercado de consumo e à possibilidade de ter formas de atividades econômicas rentáveis e sustentáveis. No plano político, quebrando o controle das elites mais atrasadas sobre as massas de regiões periféricas do país, com a participação nas politicas governamentais e nos processos eleitorais dos movimentos populares e dos setores até então marginalizados e subordinados politicamente. E no plano cultural, com alguns avanços, como a descentralização das publicidades governamentais, com o surgimento e fortalecimento de mídias alternativas – especialmente da internet -, assim como com um discurso que levanta a autoestima do país, quebra preconceitos em relação ao papel da mídia privada e de comportamentos egoístas da elite brasileira.
Mas as resistências não se fizeram esperar. As pressões para que o Brasil mantenha a taxa de juros mais alta do mundo, que atrai capital especulativo – que não cria nem riquezas, nem empregos, que ajudar a desequilibrar a balança comercial, entre tantos problemas – continuam fortes. Esse mecanismo impede a democratização econômica do país, porque concentra nas mãos do sistema financeiro a maior quantidade de recursos, com taxas de juros altas dificulta o acesso ao crédito, monopoliza recursos do Estado para o pagamento da dívida pública. O PAC é o grande instrumento de reconversão da hegemonia do capital especulativo para o capital produtivo, mas ele corre contra a atração da alta taxa de juros. A democratização econômica requer terminar com essa atração do capital, pela alta taxa de juros, para o setor financeiro.
A democratização social encontra obstáculos nos que se opõem à integração plena dos setores até aqui completamente marginalizados. A democratização social seus principais obstáculos nos que lutam para bloquear a expansão dos recursos para as politicas sociais que promovem os direitos de todos e nos preconceitos que continuam a ser difundidos contra os mais pobres e os habitantes das regiões até aqui marginalizadas do país.
A democratização política se choca com os que se opõem a uma reforma política que faça com que as campanhas se apoiem exclusivamente em financiamento publico e em votos por lista, que favorecem o fortalecimento ideológico e politico dos partidos. Mas encontra obstáculos também nos partidos e movimentos populares que não se dedicam a apoiar a organização dos setores que chegam agora a seus direitos econômicos e sociais básicos, seja os que estão integrados ao bolsa família, seja a cooperativas e pequenas empresas, seja a programas como os Pontos de Cultura e outros similares.
A democratização cultural significa que as distintas identidades do povo brasileiro possam construir seus próprios valores para orientar suas vidas, suas próprias formas de expressão cultural, possam ter acesso às múltiplas formas de cultura. Que possa se libertar dos modelos de consumismo importados e difundidos pela mídia comercial, pela publicidade massiva, pelos valores divulgados pelos representantes dos grandes monopólios.
Significa o direito de ter acesso livre e universal à internet, possa ter acesso à cultura como bem comum, que possa ter acesso a livros, a músicas, a pinturas, a peças de teatro, a filmes, a todas as formas de cultura e que tenha possibilidades de produzir suas próprias formas de expressão.
A democratização cultural enfrenta obstáculos na gigantesca máquina de interesses econômicos privados dos monopólios que dominam a mídia, o setor editorial, o audiovisual. Enfrenta ainda os setores mercantis que tentam dominar e controlar a livre produção e consumo culturais, as corporações que se apropriam dos recursos fundamentais das obras artísticas, incentivando ainda mais o poder econômico sobre a esfera cultural. Só mesmo um imenso processo de democratização da cultura poderá fazer do Brasil um país realmente independente, soberano, justo, plural.
Quem tem medo da democracia no Brasil? As elites, que fizeram do nosso país o mais desigual do mundo, e agora se ressentem da inclusão social dos que sempre foram postergados, discriminados, humilhados, ofendidos, marginalizados. São os que sempre tiveram todos os privilégios e acreditavam que o país era deles, que o Brasil era das elites brancas e ricas.
Quem tem medo da democratização tem medo dos trabalhadores, que produzem as riquezas do Brasil. Tem medo dos trabalhadores sem terra, que querem apenas acesso à terra no país com maior área cultivável no mundo, importa alimentos, mas mantem milhões de gente no campo sem acesso à terra. Tem medo dos jovens, que não leem jornais, mas leem e escrevem na internet, irreverentes, que lutam pela liberdade de expressão e de formas de viver, em todas as suas formas. Tem medo dos intelectuais críticos e independentes, que não tem medo do poder dos monopólios e da imprensa mercantil e suas chantagens. Tem medo dos artistas e da sua criatividade sem cânones dogmáticos e sem pensar no dinheirinho dos direitos de autor, mas na liberdade de expressão e na cultura como um bem comum. Tem medo dos nordestinos pobres, que como Lula, não se rendeu à pobreza e à discriminação e se tornou o presidente mais popular do Brasil. Tem medo de que todos eles queiram ser como o Lula.
Quem tem medo da democracia no Brasil tem saudade da ditadura, quando detinha o monopólio da palavra, conversavam e elogiavam os militares no poder, sem que ninguém pudesse contestá-los publicamente. Os que têm saudades do Brasil para poucos, da elite que cooptava intelectuais para governar em nome dela.
Quem não tem medo da democracia no Brasil não tem medo de nada, porque não tem medo do povo brasileiro.
Postado por Emir Sader às 02:01
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Novo recorde eleva safra de grãos para 154,2 milhões de toneladas
Blog do Planalto:
"Novo recorde eleva safra de grãos para 154,2 milhões de toneladas, informa Conab
De acordo com o sexto levantamento da safra de grãos 2010/2011, o Brasil deve colher cerca de 154,2 milhões de toneladas. A nova estimativa foi divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Trata-se, ainda segundo a Conab, de aumento de 3,4%, o que equivale a aproximadamente 5 milhões de toneladas a mais que a safra passada, que atingiu 149,2 milhões de toneladas.
Com relação ao último levantamento, realizado em fevereiro, a produção cresceu 0,7%, o que representa 1,1 milhão de toneladas. A área cultivada também registrou um aumento de 3,1%, chegando a 48,9 milhões de hectares.
O motivo do crescimento, segundo as informações levantadas pela Conab, é a ampliação de áreas de cultivo do algodão, do feijão 1ª e 2ª safras, da soja e do arroz, aliada à boa influência do clima no desenvolvimento das culturas. Entre elas, o algodão apresenta o maior crescimento percentual em área, com cerca de 56% a mais que no ano passado (835,7 mil ha). Esse resultado pode levar a uma produção de 1,9 milhão de toneladas de pluma, ou seja, 756 mil t a mais que na safra passada, que registrou 1,2 milhão de toneladas.
Ainda segundo a companhia, área do feijão total deve crescer 7,7%, chegando a 3,9 milhões de hectares. Comparada à safra passada, a produção aumentou 11,8%, e pode alcançar 3,7 milhões de toneladas. A área do feijão 1ª safra deve chegar a 1,5 milhão de hectares, e a do feijão 2ª safra, 1,6 milhão de hectares.
Enquanto isso, a área plantada com soja teve uma ampliação de 2,4%, e alcançou 24 milhões de hectares. A produção, por sua vez, cresceu 2,3%, chegando a 70,3 milhões de toneladas. A colheita do grão começou no Rio Grande do Sul e continua nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná.
Com relação ao arroz, o aumento da área foi de 3,7%, elevando-se para 2,9 milhões de hectares. A produção deve apresentar um aumento de 12,6%, o que representa 13,1 milhões de toneladas a mais em relação à safra anterior, que foi de 11,7 milhões de toneladas.
No milho total, a produção estimada é de 55 milhões de toneladas, 1,7% a menos que na safra passada, que atingiu 56 milhões de toneladas. A queda teve origem no milho 1ª safra, que será menor em um milhão de toneladas, devido à diminuição em 33,6 mil hectares (0,4%) da área plantada, que totaliza 7,7 milhões de hectares. Para o milho 2ª safra, cujo plantio ainda continua, a estimativa é de uma área de 5,45 milhões de ha, ou seja, um aumento de 4,5%, em comparação com a safra anterior, e com uma produção prevista de 21,96 milhões de toneladas.
A pesquisa foi realizada por 68 técnicos da Conab, no período de 21 a 24 de fevereiro. Foram ouvidos representantes de cooperativas e sindicatos rurais, de órgãos públicos e privados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de parte das regiões Norte e Nordeste.
Artigos relacionados
* Agroindústria nacional cresceu 4,7%, em 2010, e safra registrou 149,5 milhões de toneladas de grãos
* Safra 2010: Brasil está na vanguarda dos produtores mundiais de alimentos
* Armazém em Uberlândia é símbolo da recuperação da Conab
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"Novo recorde eleva safra de grãos para 154,2 milhões de toneladas, informa Conab
De acordo com o sexto levantamento da safra de grãos 2010/2011, o Brasil deve colher cerca de 154,2 milhões de toneladas. A nova estimativa foi divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Trata-se, ainda segundo a Conab, de aumento de 3,4%, o que equivale a aproximadamente 5 milhões de toneladas a mais que a safra passada, que atingiu 149,2 milhões de toneladas.
Com relação ao último levantamento, realizado em fevereiro, a produção cresceu 0,7%, o que representa 1,1 milhão de toneladas. A área cultivada também registrou um aumento de 3,1%, chegando a 48,9 milhões de hectares.
O motivo do crescimento, segundo as informações levantadas pela Conab, é a ampliação de áreas de cultivo do algodão, do feijão 1ª e 2ª safras, da soja e do arroz, aliada à boa influência do clima no desenvolvimento das culturas. Entre elas, o algodão apresenta o maior crescimento percentual em área, com cerca de 56% a mais que no ano passado (835,7 mil ha). Esse resultado pode levar a uma produção de 1,9 milhão de toneladas de pluma, ou seja, 756 mil t a mais que na safra passada, que registrou 1,2 milhão de toneladas.
Ainda segundo a companhia, área do feijão total deve crescer 7,7%, chegando a 3,9 milhões de hectares. Comparada à safra passada, a produção aumentou 11,8%, e pode alcançar 3,7 milhões de toneladas. A área do feijão 1ª safra deve chegar a 1,5 milhão de hectares, e a do feijão 2ª safra, 1,6 milhão de hectares.
Enquanto isso, a área plantada com soja teve uma ampliação de 2,4%, e alcançou 24 milhões de hectares. A produção, por sua vez, cresceu 2,3%, chegando a 70,3 milhões de toneladas. A colheita do grão começou no Rio Grande do Sul e continua nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná.
Com relação ao arroz, o aumento da área foi de 3,7%, elevando-se para 2,9 milhões de hectares. A produção deve apresentar um aumento de 12,6%, o que representa 13,1 milhões de toneladas a mais em relação à safra anterior, que foi de 11,7 milhões de toneladas.
No milho total, a produção estimada é de 55 milhões de toneladas, 1,7% a menos que na safra passada, que atingiu 56 milhões de toneladas. A queda teve origem no milho 1ª safra, que será menor em um milhão de toneladas, devido à diminuição em 33,6 mil hectares (0,4%) da área plantada, que totaliza 7,7 milhões de hectares. Para o milho 2ª safra, cujo plantio ainda continua, a estimativa é de uma área de 5,45 milhões de ha, ou seja, um aumento de 4,5%, em comparação com a safra anterior, e com uma produção prevista de 21,96 milhões de toneladas.
A pesquisa foi realizada por 68 técnicos da Conab, no período de 21 a 24 de fevereiro. Foram ouvidos representantes de cooperativas e sindicatos rurais, de órgãos públicos e privados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de parte das regiões Norte e Nordeste.
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