domingo, 29 de janeiro de 2012

Fwd: BRASIL! BRASIL!



BRASIL! BRASIL!


Posted: 29 Jan 2012 04:56 AM PST



Posted: 29 Jan 2012 04:46 AM PST
"As cidades, abrigando 85% da população brasileira e mais de 50% da global, são os locais mais apropriados para discutir e construir um novo paradigma para a sociedade alcançar o verdadeiro desenvolvimento sustentável e superar as crises atuais

Fernanda B. Mûller, Instituto CarbonoBrasil





O Fórum Social Temático (FST), realizado na cidade de Porto Alegre, recebeu o seminário 'Cidades Sustentáveis' e congregou um grupo seleto de palestrantes que se entregou à discussão do que é de fato a sustentabilidade.

Tanto a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, quanto Jorge Abrahão, presidente do Instituto Ethos, ressaltaram que nos encontramos em meio a diversas crises: social, financeira, ambiental, mas principalmente ética.

E neste momento, ressalta Abrahão, é que podemos buscar os caminhos para construir juntos as diretrizes de um novo paradigma para a sociedade. "É uma grande oportunidade, é o que a Rio +20 deve nos oferecer".

Para ele, uma das razões da crise atual é o nosso imaginário: individualista e de curto prazo. A falta de visão de longo prazo se tornou generalizada, entre o Estado, empresas e cidadãos e para agravar ainda mais, o setor corporativo passou a ser maior que muitos Estados, trazendo o interesse privado para o foco da gestão pública, comentou Abrahão.

Neste sentido, Marina sugere que o ideal do desenvolvimento sustentável precisa ter suas bases em uma nova forma de 'Ser'. Há que se resolver todas essas crises que vivemos sem perder o foco que tudo surge de uma única crise, o "impasse civilizatório", completa a ambientalista.

Ela defende que a solução está no desapego de conceitos arraigados, ou em uma "descontinuidade produtiva", primeiramente reduzindo o consumo, logo após isso inserindo novas fontes na matriz energética.

"A realidade responde na língua que é perguntada, nós é que somos monoglotas", diz Marina se referindo a nossa necessidade de pensar outras formas de se viver que não seja a perpetuação do modelo depredatório atual.

 A participação da sociedade é um requisito elementar para a construção de um novo modelo, um exemplo é o Movimento Nossa São Paulo, que a partir do compromisso do atual prefeito Kassab com o programa 'Cidades Sustentáveis' criou uma série de mais de 200 metas e indicadores, segundo Abrahão. 

Com o sentimento da população que as metas não estavam sendo atendidas, a mídia iniciou um trabalho de pressão sobre o prefeito que resultou em uma queda na sua aprovação popular."
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Posted: 29 Jan 2012 04:34 AM PST

Dennis Oliveira, Revista Fórum / Blog

"Fernando Haddad pôs o dedo na ferida ao considerar que as exigências que alguns promotores e a Justiça têm feito ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) têm muito mais aspectos ideológicos que técnicos.

Em nenhum processo seletivo, seja os vestibulares das universidades mais famosas, como os realizados pela Fuvest (USP), Vunesp (Unesp), concursos públicos realizados pela Fundação Carlos Chagas, pela própria Vunesp ou outras instituições, a maioria privadas, o Ministério Público se mobiliza para questionar critérios de correção, exigir devolução de provas para conferência, entre outros.

A argumentação de que os critérios de correção são "subjetivos" é piada. Vários concursos públicos para cargos de nível superior em instituições públicas são feitos com base em questões dissertativas e até incluem redações. Ou ainda concursos para docentes em universidades que incluem "entrevistas" – os critérios não são subjetivos?

E os processos seletivos para ingresso em programas de pós graduação nas universidades que constam de redação, entrevistas e "análise de projetos"? E muitos programas de pós graduação sequer divulgam o número de vagas e as notas dos candidatos. Em 2010, houve um processo seletivo para o programa de pós graduação em serviço social na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em que a prova "dissertativa" foi feita em um dia e dois dias depois saiu o resultado dos classificados. Impressionante a capacidade de trabalho dos docentes daquele programa que conseguem, em menos de dois dias, corrigir centenas de provas dissertativas!"
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Posted: 28 Jan 2012 04:03 PM PST




Posted: 28 Jan 2012 03:57 PM PST

"Na página da Secretaria de Segurança de São Paulo o golpe civil-militar de 1964 estava legitimado como um "dever policial". Esta semana, a Secretaria retirou do ar a página. Neste momento talvez seja o caso de convidar – convidar, atenção! – os policiais para assistir algumas aulas no Departamento de História da USP.

Francisco Carlos Teixeira, Carta Maior

Esta semana (28/01/2012) a Secretária de Segurança de São Paulo retirou do ar a página (que ela mesmo havia criado) com elogios ao golpe civil-militar de 1964.

Mais uma vez a Secretária de Segurança Pública de São Paulo busca escrever a sua própria versão da história do país. Depois de elogiar e justificar o golpe civil-militar de 1964 – em razão "do combate contra a política sindicalista" do Presidente João Goulart – a secretaria de Estado de Segurança insiste em falar em "revolução" feita ao lado do povo e das FFAA. Ao contrário, não há qualquer menção de que o Governo Jango foi democraticamente eleito e constituído, legitimado por um amplo plebiscito popular, e que cabia, se fosse ao caso, ao Congresso Nacional fazer oposição ao governo, indo, no limite, ao pedido de impedimento do presidente do país.

Mas, a polícia de São Paulo, ao contrário, acha que ela era mais sábia e possuía o poder (auto-outorgado) de fazer ou desfazer governos em face das tendências "sindicalistas" do presidente. Assim, com certo exagero, se parabeniza pelo golpe de 1964. É absurdo que uma instituição use recursos do Estado para justificar o descumbrimento da lei e da ordem constitucional do país. Não cabe, jamais, a qualquer instituição policial avaliar, julgar, por ou depor governos, sejam quais forem suas tendências. À ordem constitucional – o Congresso, os tribunais e seus despachos – cabe, conforme o rito constitucional, julgar governantes. A polícia cumpre ordens estabelecidas conforme as regras da constitucionalidade. O auto-elogio da página da SSP-SP é, desta forma, um claro desrespeito ao Estado democrático.

Como historiador posso entender no quadro da época – de graves tensões, de divisão da sociedade, de imaturidade política e de forte tradição de "pronunciamientos" militares - que esta fosse uma versão dos fatos – uma versão trabalhada, ferramentada e popularizada por uma mídia e por partidos e instituições de oposição. Embora seja inaceitável que se tenha erguido uma ditadura por esta razão, o argumento tinha sentido para uma parcela dos atores políticos brasileiros ao tempo da Guerra Fria e da extrema polarização social da época e pode convencer uma boa parte da opinião pública que então apoiou o golpe."
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Posted: 28 Jan 2012 03:43 PM PST

Ana Cláudia Barros, Terra Magazine
 
"A decisão da Justiça de paralisar, mais uma vez, o Nova Luz - iniciativa da prefeitura de São Paulo para revitalizar parte do Centro, incluindo a região conhecida como Cracolândia - foi comemorada pela Associação dos Moradores do Bairro Santa Ifigênia (AMSI), que questiona a forma como o projeto tem sido executado. 

- Foi mais uma vitória. Isso (a suspensão) só prova o quanto é nebuloso esse processo. Só prova o quanto a Justiça está questionando. É mais uma ação. A única coisa que nós queríamos era participar do projeto, mas ele está sendo, na verdade, banquete para o ramo imobiliário - diz o presidente da AMSI, Antônio Santana.

E foi justamente a falta de participação popular que motivou a suspensão, em caráter liminar, divulgada na quinta-feira (26). Na interpretação do juiz Adriano Marcos Laroca, da 8ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, "a decisão política de aplicar no projeto Nova Luz o instrumento da concessão urbanística, de fato, não contou com a participação popular, sobretudo da comunidade heterogênea (moradores de baixa renda, pequenos comerciantes de eletrônicos, empresários etc) atingida pela intervenção urbanística em tela", afirmou na liminar. O Executivo pode recorrer.

O magistrado questionou ainda o argumento que justificava a utilização da concessão urbanística no projeto, alvo de insatisfação de moradores e comerciantes do bairro. Eles criticavam o fato de a administração municipal ter delegado à iniciativa privada o poder de desapropriar imóveis da área, atividade exclusiva das autoridades públicas."
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Posted: 28 Jan 2012 02:30 PM PST

Renata Giraldi, Agência Brasil


"Em Davos, na Suíça, onde partícia do 42º Fórum Econômico Mundial, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, aproveitou todas as oportunidades que teve para mencionar a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, marcada para os dias 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro.

A cinco meses da conferência, o governo brasileiro intensifica a campanha para que a Rio+20 seja o maior evento mundial sobre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e economia verde, definindo um novo padrão para o setor. Esses esforços ganharam o apoio do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, que é um dos anfitriões da conferência ao lado do Brasil.

Na reunião com Patriota, Ki-moon disse estar bastante entusiasmado com a Rio+20. Ontem (27), ao discursar em Davos, o secretário-geral da ONU disse que a esperança dele é ver os muitos líderes que participarão da conferência no Rio anunciando compromissos para estimular o desenvolvimento de energias sustentáveis.

"Ao trabalharmos juntos, dedicando nossas energias e recursos para a nossa causa comum, temos a chance hoje de promover [um futuro melhor] para as gerações que virão. Podemos criar o futuro que queremos ", disse Ki-moon.

De acordo com os organizadores da Rio+20, a expectativa é que pelo menos 100 presidentes da República e primeiros-ministros participem dos debates em junho, além de cerca de 50 mil credenciados.

A Rio+20 ocorre duas décadas depois de outra conferência que marcou época, a Rio 92. O objetivo agora é definir um modelo internacional para os próximos 20 anos com base na preservação do meio ambiente, mas com o foco na melhoria da qualidade de vida, a partir da erradicação da pobreza por meio de programas sociais, da economia verde e do desenvolvimento sustentável para uma governança mundial."


Posted: 28 Jan 2012 02:25 PM PST


"Pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, secretário Andrea Matarazzo quase saiu no tapa com manifestantes que criticavam a desocupação do bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos; tema entra de vez na sucessão

Brasil 247 / AE

O secretário da Cultura do Estado de São Paulo, Andrea Matarazzo, discutiu com manifestantes do 'Ato pró-Pinheirinho' em frente ao Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP), cuja nova sede foi inaugurada neste sábado, 28. Houve confusão entre pessoas que defendiam o secretário e participantes do ato.

Os manifestantes protestavam contra a violência empregada durante a ação de reintegração de posse do terreno do Bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos, no interior de São Paulo, que era ocupado por cerca de 2 mil pessoas.

O tema, cada vez mais, começa a ditar o rumo da sucessão municipal em São Paulo. Leia reportagem recente do 247 sobre as reações dos candidatos ao tema:

Diego Iraheta _247 - A violenta ação da Polícia Militar em Pinheirinho incendeia este início de disputa eleitoral pela Prefeitura de São Paulo.

O confronto entre PM e moradores do acampamento, que incomodou até o Palácio do Planalto, foi alvo de críticas de todas as partes dos tuiteiros. Quem acabou virando alvo de diversos ataques foi o secretário de Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo. Por ser o único pré-candidato tucano a defender abertamente a ação policial, ele comprou briga com militantes de PT, PSol e PSTU.

Apesar de ficar na mira dos partidos da oposição de São Paulo, Matarazzo viu a sua candidatura tomar corpo neste fim de semana. Enquanto os outros pré-candidatos tucanos Bruno Covas e Ricardo Tripoli manifestavam apoio à "Crueldade Nunca Mais", protesto contra os maus-tratos a animais, o secretário de Cultura respondia uma a uma as queixas de internautas sobre a posição do governador Geraldo Alckmin, ao permitir que a Polícia Militar cumprisse decisão judicial. "Como o @geraldoalckmin_ eu cumpriria sempre as determinações da Justiça. É uma obrigação de qualquer governante", tuitou."
Foto: Alex Falcão / AE
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Posted: 28 Jan 2012 02:03 PM PST

Portal Terra / AFP

"No documento final com as conclusões do Fórum de Porto Alegre, os movimentos sociais de todo o mundo conclamaram os "os povos a não continuar pagando pela crise".

O Fórum, o maior evento anticapitalista internacional, repudiou "as medidas de austeridade (...) apresentadas em pacotes econômicos que, na verdade, privatizam bens, reduzem salários e direitos, multiplicam o desemprego e exploram de maneira errônea os recursos naturais".

Também defenderam "um Estado livre das corporações e a serviço da população", no Fórum, onde ressurgiu com força o lema dos manifestantes do grupo Ocupem Wall Street do final do ano passado, no qual os cidadãos diziam às elites políticas e econômicas que não se sentem representados por suas decisões: "Somos 99% e vocês, 1%".
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Posted: 28 Jan 2012 07:14 AM PST



Posted: 28 Jan 2012 07:10 AM PST

Matheus Pichonelli, CartaCapital

"Moro há seis anos no mesmo apartamento no centro de São Paulo. Perto da minha janela tem uma marquise inútil que liga o nada ao lugar nenhum. Para acessá-la, é preciso pular uma das janelas, o que em dias de chuva e piso escorregadio pode não ser uma boa ideia.

A marquise nunca me agradou nem incomodou, salvo o fato de que as famílias dos andares de cima a vejam como depósito de lixo. Perdi as contas de quantas vezes, em seis anos, acordei com estouros a poucos metros da janela. Vou ver é uma caixa de pizza, algumas ainda com as bordas sem recheio e azeitonas desprezadas. Bitucas de cigarro, fraldas de bebê, panos velhos, esponja de aço, restos de comida, cascas de banana: o que o leitor imaginar já me foi oferecido pelos meus nobres vizinhos. Que, ao que tudo indica, nunca passaram nem perto de uma favela.

Não há muito o que fazer, a não ser lacrar com concreto e tijolo as janelas que deveriam arejar os apartamentos de cima. Ou ensinar bons modos de convivência para quem na vida só aprendeu a ganhar dinheiro e se dar bem na vida, perturbe-se o que tiver de ser perturbado a quem estiver no andar de baixo. Nas regras de convivência não se ensina bom senso.

Por sorte, nosso prédio nunca passou por reformas irresponsáveis, ao menos não o suficiente para botar tudo abaixo. Mesmo assim, acidentes acontecem, ora por displicência, ora por ignorância. E não é exatamente uma favela o conjunto de prédios que acaba de ir ao chão no centro do Rio de Janeiro.

Durante muito tempo achei que as oferendas depositadas na nossa marquise fossem sintomas apenas da cretinice humana. E cretinice, como se sabe, não distingue cor, raça, credo ou classe social."
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Posted: 28 Jan 2012 06:55 AM PST





Posted: 28 Jan 2012 06:47 AM PST


"O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho (PT), afirmou na sexta-feira, durante discurso no Fórum Social Temático, que a chamada nova classe média não pode ser deixada "à mercê" dos meios de comunicação no País. Ele disse ainda que o governo deve "radicalizar" a democracia e investir em comunicação de massa, sem uso de autoritarismo. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

"Toda essa gente que emerge ficará à mercê da ideologia disseminada pelos meios de comunicação?", perguntou Carvalho a uma plateia formada por ativistas de esquerda em Porto Alegre (RS). "Aqui, com todo o cuidado, o Estado pode ter uma vertente autoritária. Como fomentar um processo de ampla comunicação de massa que possa ser o palco desse grande debate democrático?", questionou. Ainda no debate, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), acusou a mídia de fazer campanha contra políticos "em escala global". De acordo com Tarso, o objetivo seria "a despolitização e a despartidarização na democracia".


Posted: 28 Jan 2012 06:41 AM PST

"Magnata global da mídia, que grampeava seus adversários nas reportagens do "News of the World", está no centro do escândalo; funcionários do The Sun eram acusados de pagar propinas a policiais; a casa caiu para Rupert Murdoch


A polícia britânica fazia buscas nos escritórios dos jornais do magnata da mídia Rupert Murdoch neste sábado, após prender um oficial de polícia e quatro funcionários atuais do staff do tabloide The Sun, como parte de uma investigação sobre supostos pagamentos de propinas para policiais. As detenções ampliam o escândalo sobre práticas ilegais para um segundo jornal de propriedade de Murdoch. O caso já levou ao fechamento do tabloide the "News of the World" em julho de 2011.

A polícia metropolitana de Londres informou que dois homens com 48 anos e outro com 56 anos foram presos em suas casas sob suspeita de corrupção no início da manhã deste sábado. Outro homem de 42 anos foi detido posteriormente em um posto policial de Londres. A News Corp., conglomerado de Murdoch, confirmou que os quatro eram atualmente funcionários do The Sun. Um quinto homem, um policial de 29 anos, foi preso no posto no qual trabalhava. As informações são da Associated Press."


Posted: 28 Jan 2012 06:28 AM PST

"São Paulo é paisagem urbana em eterna mutação. De imperdível, apenas ela própria e seu estilo mutante. Acompanhá-la nesse processo e continuar a amá-la é simultaneamente, uma benção e uma maldição."

Márcia Denser, Congresso em Foco

Neste 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, revisito uma antiga crônica minha (escrita há uns seis anos) sobre esta cidade que um dia acreditei minha. Contudo, sinto que ambas envelhecemos, mudamos – e não para melhor, ao contrário – e, talvez por isso, nos estranhemos cada vez mais.

Todavia, continuo paulistana de quatro gerações. Meu tataravô, Norbert Denser, foi um berlinense que, em torno de 1850 e por razões desconhecidas, deixou a Alemanha pelo porto de Dantzig, embarcando sozinho num cargueiro dinamarquês com alguns livros, a caixa de ferramentas e uma capa de oleado. Um mês depois aportaria em Santos e, num estado de calamitoso orgulho, subiria a serra pela estrada de ferro inglesa rumo a condições climáticas mais dignas dum homem trabalhar e constituir família, uma vez que ele deve ter pensado, intuído, decidido: case-se com uma mulher da terra –  a terra prometida sempre é o corpo da mulher amada.

Por isso em 24 de agosto de 1865, de acordo com os registros do Departamento de Patrimônio Histórico, data em que assentou sua banca de ferreiro na Rua de Santo Amaro, possivelmente já estivesse casado com uma das Borba, filha ou neta do bandeirante Borba Gato, aquele da Estátua.

Meu avô paterno – que não conheci – Antonio de Borba Denser casou-se com Carolina Miceli, donde papai, falecido em 1997, assinar Durval Miceli Denser. Contudo eu e minha irmã optamos por um único sobrenome: Denser.  Então retornamos ao velho Norbert lá do começo.

Bom, isso é história, agora, a ficção: sou escritora e a cidade é meu campo de ação, minha via crucis, meu altar de sacrifícios, meu refúgio, minha identidade mais secreta. E também a mais pública. Desde tempos imemoriais, a cidade é um símbolo feminino, é mulher, então compreende-se porque as estátuas de deusas-mãe, como a Diana de Éfeso, ostentam coroas em formas de muros."
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Posted: 28 Jan 2012 06:02 AM PST

"A ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, anunciou que sua pasta vai sugerir a ampliação dos prazos e do escopo de trabalho da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos para que nela sejam incluídos centenas de casos de líderes camponeses mortos ou torturados pela ditadura militar. Essa medida pode significar na prática também uma ampliação do leque de investigações da Comissão da Verdade.

Maurício Thuswohl, Carta Maior

A ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, anunciou na sexta-feira (27), durante o Fórum Social Temático 2012, que sua pasta vai sugerir a ampliação dos prazos e do escopo de trabalho da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos para que nela sejam incluídos centenas de casos de líderes camponeses mortos ou torturados pela ditadura militar. Essa medida pode significar na prática também uma ampliação do leque de investigações da Comissão da Verdade, constituída pela presidente Dilma Rousseff para apurar novos fatos sobre crimes cometidos naquele período.

O anúncio foi feito em um clima de muita emoção, provocada pelos depoimentos de familiares de lideranças camponesas perseguidas, durante o lançamento do Livro "História da Repressão Política no Campo – Brasil 1962/1985 – Camponeses Tortur ados, Mortos e Desaparecidos", escrito por Marta Cioccari e Ana Carneiro.

"A noção de direito perpassa as nossas responsabilidades em todos os poderes. Temos que pensar a estratégia, talvez, inclusive de abertura de novos prazos até mesmo na Comissão da Verdade, pois muitas questões aparecerão, e para a Comissão de Mortos e Desaparecidos especialmente", disse a ministra, à luz dos casos trazidos pelo livro. Maria do Rosário também pediu uma "atitude de responsabilidade do Judiciário em levar adiante, em não paralisar [os processos], já que muitas das mortes no campo permanecem impunes, não apenas aquelas do período da ditadura militar, mas também as atuais, na luta pela terra", disse.

Responsável pelo Projeto de Direito à Memória e à Verdade na SDH, Gilney Viana apresentou os dados que embasam a decisão da secretaria: "A partir das informações trazidas pelo livro, eu fiz um levantamento _ excluindo padres e advogados, para me concentrar apenas nos camponeses _ para ver quantos tiveram acesso à anistia ou à reparação moral e material e quantos dos mortos tiveram acesso à Comissão de Mortos e Desaparecidos e assim tiveram reconhecidos pelo Estado os seus assassinatos ou desaparecimentos. Dos 494 camponeses referidos no livro, apenas 91 requereram a anistia, o equivalente a 18,4%. A grande maioria ou não sabe ou acha que não tem direito. De uma forma ou de outra, não têm acesso".
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