terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Fwd: BRASIL! BRASIL!




BRASIL! BRASIL!


Posted: 16 Jan 2012 05:11 AM PST



Posted: 16 Jan 2012 05:03 AM PST
Cláudio Lembo, Terra Magazine

"As imagens do cotidiano são perversas. Todos os dias a fragilidade humana, em todos os seus aspectos, é exposta sem qualquer traço de pudor. As pessoas perderam os limites da boa convivência.

O viver em sociedade impõe determinadas obrigações a cada participante da comunidade. Existem leis perenes que, durante séculos, emergiram da consciência de muitas gerações.

Formaram-se costumes e, quando estes dizem respeito à dignidade humana, devem ser preservados sob pena de se destruir a herança moral da própria civilização.

Na Grécia clássica, quando corria o ano 441 antes de Cristo, um texto foi elaborado por um autor insuperável: Sófocles. No entorno daquele ano, ele elabora drama incomparável.

Retrata a tragédia de uma jovem que, em defesa de valores, se contrapõe a seu tio, o tirano de Tebas, Creonte. O drama expõe as vilezas de quem exerce o poder sem vínculos éticos."
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Posted: 16 Jan 2012 04:55 AM PST

Kelly Oliveira, Agência Brasil

"Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) esperam por uma redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para amanhã (17) e quarta-feira. Atualmente, a taxa está em 11% ao ano. Para o fim de 2012, a expectativa é 9,5% ao ano, há cinco semanas. No final do próximo ano, a previsão é de 10,25% ao ano. Essas projeções estão no boletim Focus, publicação semanal do BC elaborada com base em estimativas de analistas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia.

Segundo analistas, o agravamento da crise externa e, por consequência, a perspectiva de menor crescimento econômico, são os fatores que devem levar o Copom a reduzir mais uma vez a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual. Nas reuniões de agosto, outubro e novembro do ano passado, o BC reduziu a Selic nesse patamar.

O Copom reduz a Selic para estimular a atividade econômica. No sentido oposto, a Selic é elevada quando a autoridade monetária avalia que a economia está muito aquecida, com elevação dos preços. Então, o Copom sobe a taxa para incentivar a poupança, desestimular o consumo e segurar a inflação."
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Posted: 16 Jan 2012 04:33 AM PST

"Petistas intensificam articulações com sindicatos, movimentos sociais e manifestações populares na tentativa de evitar o crescimento eleitoral de seu parceiro no governo


O PT intensificou nos últimos meses articulações com sindicatos, movimentos sociais e manifestações populares na tentativa de desequilibrar o crescimento eleitoral do seu maior parceiro no governo Dilma, o PMDB. Em 2008, os peemedebistas elegeram 1.207 prefeitos contra 558 prefeitos petistas.

Segundo o Estado de S. Paulo, outro objetivo estratégico da ação é utilizar a pressão das entidades organizadas para fazer avançar no Legislativo e no Executivo projetos e discussões sobre temas em que o PMDB é frontalmente contra o PT.

O caso mais evidente seria o da proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem cortes nos salários, que por não ser bem aceita pelos peemedebistas, perde força e brilho no debate político. O mesmo ocorreria com a questão do fim do fator previdenciário, outra bandeira da CUT.

"A última vez que vi uma preocupação tão forte com os movimentos foi quando o Tarso Genro presidia o partido", observa João Paulo Rodrigues, porta-voz da direção nacional do MST, referindo-se exatamente ao período da crise do mensalão.

Na sede da CUT, em São Paulo, o secretário executivo da entidade, Quintino Severo, também confirma a mudança. "Desde a posse do Rui Falcão, o PT está preocupado em melhorar a relação com a base social. Isso é bom, mas não resolve o problema principal, que é a dificuldade do partido enfrentar o governo."


Posted: 15 Jan 2012 04:36 PM PST

"Programa 'Justiça Plena' do CNJ evidencia que atrasos são parte do sistema jurídico e a vilã e a burocracia, segundo a presidente do órgão

Brasil 247 / Abr

Esperar décadas pela solução de um processo é algo corriqueiro na Justiça brasileira, conforme evidenciam as dezenas de processos cadastrados no programa Justiça Plena, da Corregedoria Nacional de Justiça. Criado em 2010, o programa acompanha de perto casos de grande repercussão que estão encalhados há anos e tenta neutralizar as barreiras para a decisão final.

"Esses atrasos comprometem a imagem da Justiça no Brasil e no exterior", atesta a corregedora-geral Eliana Calmon. Ela acredita que é preciso "proteger" determinados processos e garante que muitos casos complexos só começaram a tramitar mais rapidamente depois que a corregedoria mostrou interesse. A solução de vários desses processos também é cobrada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Atualmente, o Justiça Plena tem 70 casos cadastrados – outros três que constavam da lista já foram resolvidos. Um dos processos mais antigos é o caso Paulipetro, que envolve o ex-governador de São Paulo Paulo Maluf. A ação popular, que está em fase de execução, tramita há mais de 30 anos para apontar responsabilidades no consórcio firmado entre o então governador e a Petrobras na tentativa de encontrar petróleo em São Paulo.

O caso Ceci Cunha, referente à chacina que matou a deputada alagoana e seus familiares em 1998, também faz parte do Justiça Plena. O processo foi incluído no programa no início do ano passado, e depois de 13 anos, os acusados finalmente serão julgados pela primeira vez amanhã (16)."
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Posted: 15 Jan 2012 03:57 PM PST

Saul Leblon, Carta Maior

"Num país onde o SUS é utilizado por 80% da população, 61% consideram o serviço público de saúde ruim ou péssimo (CNI/IBOPE de 12-01). A contrapartida sinaliza um quase consenso: 95% afirmam que o ponto catalítico da insatisfação, a demora nas filas, requer mais investimentos em médicos e equipamentos.

O paradoxal e, profundamente preocupante, começa a partir daí. À sensatez do diagnóstico segue-se uma colagem de assertivas e proposições que mimetizam a postura da mídia e da elite brasileira em relação ao serviço público (leia matéria de André Barrocal nesta pág.). A saber: 96% dos ouvidos pela pesquisa CNI/IBOPE são contra aumentar impostos para suprir as deficiências do setor; 82% consideram que recursos adicionais poderiam ser obtidos 'se o governo acabasse com a corrupção'.

Em resumo, a sociedade comprou a lenga-lenga que pavimentou a extinção da CPMF em 2007. Cerca de R$ 40 bi anuais foram subtraídos então do orçamento federal, em operação lubrificada pelo jogral midiático da redução do 'custo Brasil'.

O financiamento da saúde pública voltaria ao debate no final de 2011 com a discussão da emenda 29. Inútil. Cristalizou-se a vitória da agenda ortodoxa no imaginário brasileiro. Não por seu mérito. A esquerda - e como ela, o governo da Presidenta Dilma, todo ele, sem exceção - contribuiu para esse desfecho. À artilharia conservadora, fez-se uma defesa envergonhada, ambígua, nada assertiva e quase clandestina da solução apresentada formalmente pelo PT: a criação de uma taxa 0,01% sobre o lucro bancário e sobre as remessas de lucros ao exterior."
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Posted: 15 Jan 2012 03:50 PM PST

"Judiciário. Dados sobre rendimentos e movimentações atípicas de magistrados que constam em relatório do Coaf fornecido ao conselho não serão investigados se forem mantidas as decisões do Supremo, em caráter liminar, de interromper inspeções em tribunais

Felipe Recondo, O Estado de S.Paulo

Integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) temem que a barreira imposta dentro do próprio Judiciário - via liminares do Supremo Tribunal Federal - para a continuidade de investigações nos tribunais impeça a comprovação de indícios de venda de sentenças e enriquecimento ilícito de magistrados e servidores, no radar da Corregedoria Nacional de Justiça.

Conforme relatos de membros da Corregedoria ao Estado, o CNJ partiu para a série de inspeções em 22 tribunais, que começou pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, munido de denúncias de que magistrados teriam patrimônio incompatível com seus rendimentos, o que leva à suspeita de que estariam negociando sentenças.

A proibição de acesso aos dados da evolução patrimonial de magistrados e servidores e à folha de pagamento dos tribunais, imposta pelo STF, praticamente torna sem efeito o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que mesmo sem revelar a identidade de servidores ou magistrados, mostrou que R$ 855,7 milhões foram movimentados entre 2000 e 2010 de forma suspeita.

As denúncias que chegaram ao CNJ, as investigações em curso e os alvos nessas inspeções aos tribunais são sigilosos e não são revelados.
O cruzamento entre as declarações de bens de servidores e juízes e a folha de pagamentos dos tribunais poderia indicar discrepâncias. Aqueles que estivessem nessa situação, seriam chamados a esclarecer as diferenças e, eventualmente, a corrigir as declarações apresentadas ao tribunal e à Receita Federal. Se não houvesse explicação plausível, uma investigação certamente seria aberta no âmbito administrativo.

A decisão do ministro Ricardo Lewandowski, em processo das associações de magistrados, interrompeu as inspeções em todos os tribunais. Quando voltar do recesso, o tribunal terá de julgar o caso e decidir diversas questões jurídicas que envolvem este caso, entre elas se a Corregedoria teria poderes para solicitar dados sigilosos do Coaf ou se poderia, a qualquer momento, analisar informações das declarações de bens e rendas de servidores e magistrados."
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Posted: 15 Jan 2012 03:34 PM PST


"A presidente Dilma Rousseff foi destaque na edição deste domingo do jornal argentino La Nación. Ela foi escolhida como a personagem de um perfil publicado na edição impressa do periódico. Com o título "Mulher potência", a reportagem também está disponível no site do jornal. "De jovem guerrilheira à presidente do Brasil, a sexta economia do mundo. A relação com Lula, o câncer, a devoção por seu neto e o segredo de um êxito que lhe deu índices de popularidade recordes", diz a chamada do perfil, referindo-se a Dilma como "uma das pessoas mais influentes do planeta".

A reportagem traz depoimentos de pessoas que conviveram com a presidente durante períodos importantes de sua vida. Entre eles está o da advogada trabalhista argentina Rita Sipahi, que compartilhou a cela com Dilma e outras sete mulheres durante quase um ano, no tempo em que estiveram presas por envolvimento com a guerrilha. "Foram tempos muito duros, pesados. Cada pessoa que chegava estava muito mal, física e emocionalmente. Mas Dilma exibiu, desde o começo, uma personalidade muito forte. Preocupava-se com as novas detentas, era muito solidária, tentava ajudá-las. Era ela que encabeçava as reuniões. A forma com que conduzia as discussões, com muito clareza e coerência, já indicava uma forte liderança", disse Rita à publicação.

O ex-marido de Dilma, o advogado Carlos Araújo, também foi entrevistado pelo jornal. Ele contou que se casou com a presidente em 1969, em uma cerimônia clandestina com a presença de companheiros que cantavam a marcha nupcial em voz baixa para não serem ouvidos. "As coisas que mais me chamaram a atenção nela foram sua inteligência e sua beleza. Logo descobri sua coragem, que em momentos difíceis foi posta em jogo muitas vezes", revelou Araújo ao La Nación.

O jornal traça o perfil de Dilma desde os tempos de guerrilha até o seu cotidiano como presidente. "Tanto no Palácio da Alvorada como no do Planalto, lugar do trabalho presidencial, Dilma já acostumou os empregados a preparar comidas simples: saladas de alface e tomate, bife com batata frita, arroz com feijões, café filtrado, e muita água e suco de abacaxi, sua bebida preferida", diz a reportagem. Detalhes como um almoço em Nova York em que Dilma surpreendeu os jornalistas ao pagar a conta com seu cartão de crédito pessoal e obrigar sua equipe a fazer o mesmo também são contados pelo La Nación. O jornal ainda revela o gosto da presidente em visitar museus quando viaja ao exterior. "Sempre reserva um tempo para visitar os museus e ver com seus próprios olhos as obras de arte que durante muitos anos guardou em seu computador, em uma vasta e eclética coleção virtual", diz a reportagem."


Posted: 15 Jan 2012 03:13 PM PST



Posted: 15 Jan 2012 07:27 AM PST

Vitor Hugo Soares, Terra Magazine
 
"Mesmo no Alabama da abominável Ku Klux Klan, nos piores tempos do racismo no século passado e início do atual nos Estados Unidos, imagino que as imagens reveladoras de racismo explícito envolvendo a atuação de policiais da PM paulista, esta semana, na repressão de estudantes no campus da USP - a mais importante universidade pública do País - teriam causado pelo menos duas consequências imediatas: mais incisiva reação factual e opinativa dos meios de comunicação (a chamada grande imprensa em especial) e mais forte e necessária indignação da sociedade. 

O pior é que o silêncio ocorre não por falta de informação e provas, como poderiam alegar alguns veículos de imprensa, mas por pura apatia ou inércia. Em alguns casos, infelizmente, por cumplicidade e boa dose de aprovação mesmo do truculento comportamento policial.

Afinal, este episódio de boçalidade e revoltante abuso de autoridade foi fartamente documentado em vídeo dos mais acessados esta semana na Internet no Brasil e em inúmeros países democráticos. Neste último caso, com os inexoráveis arranhões para a "imagem modelar de democracia racial" que o turismo e os governantes gostam de vender lá fora, principalmente em festas de Ano Novo ou tempo de Carnaval. 

A realidade é que o gritante atentado dentro da modelar academia de ensino superior na capital paulista - onde estive nestes primeiros dias de 2012 e de onde retornei para a Bahia na terça-feira, um dia depois da divulgação do vídeo e de suas primeiras e frágeis repercussões fora da WEB - tem passado até aqui praticamente ao largo do interesse das pautas de nossos jornais, rádios e televisões.

Mesmo em Salvador, de onde agora escrevo estas linhas de protesto, proclamada aos quatros ventos como "A Roma Negra do Brasil", a repercussão tem sido ínfima. Uma lástima e um retrocesso, tanto no terreno profissional da comunicação, como no campo das liberdades democráticas e dos direitos humanos, o que é mais estranho, grave e preocupante ainda.
O vídeo divulgado no YouTube rola na rede para quem não viu ou tenha curiosidade e interesse de ver.

Ainda assim, façamos uma breve memória do fato (como recomendava o saudoso mestre do jornalismo impresso Juarez Bahia, ex-editor nacional do Jornal do Brasil, oito vezes premiado com o Esso) para que o essencial não se perca e tudo, afinal, não se reduza a retórica inócua diante de um caso grave e que ainda cobra providências severas por parte da PM, dos governantes e, evidentemente, da justiça , diante do atentado condenável a preceito constitucional basilar."
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Posted: 15 Jan 2012 07:11 AM PST

Luiz Gonzaga Belluzzo, CartaCapital

"Reverenciado jornal de negócios e economia, o Financial -Times -dedicou-se a especular os destinos do capitalismo depois da crise que sacudiu o planeta. Publicada ao longo da semana, a série Capitalism in Crisis -reúne artigos e comentários de empresários, -banqueiros, políticos e economistas.

O jornal discorda dos que pretendem abolir a palavra capitalismo de seu dicionário. Não aceita a parolagem de ideólogos e fanzocas que executam contorcionismos conceituais para evitar a conexão entre a crise e o capitalismo. Para essa turma, imagino, a derrota do socialismo tornou inútil o conceito que designava o sistema triunfante. Trata-se de um estranho jogo de oposições em que a morte do adversário confere nova identidade ao sobrevivente. No baile de máscaras dos conservadores, o capitalismo é identificado à propensão humana natural para a troca e para a obtenção de vantagens materiais. São impulsos inatos do homem que a sociedade não pode sufocar. Não há alternativa, diria a senhora Thatcher.

Os adversários e detratores do capitalismo brotam como cogumelos no terreno adubado pela crise e pela impotência das lideranças democráticas. Nesses arraiais, a plasticidade desse modo de produção é surrupiada pela ideia de que afinal ele é sempre o mesmo e seu destino inexorável será a derrocada final, afirmada e reafirmada pelas velhas teorias do colapso. Os críticos à esquerda imaginam estar prestando homenagem à boa tradição de seu pensamento, cedendo passo a supostos automatismos e inevitabilidades que estariam implícitos na dinâmica do capitalismo.

Essas concepções ossificadas – à direita e à esquerda – deixam de examinar o capitalismo como uma forma histórica de relações econômicas, sociais e políticas que se reproduzem num movimento incessante de diferenciação e autotransformação. Sob o véu do determinismo, essas manobras ideológicas escondem as incertezas embutidas no jogo entre a crise da estrutura socioeconômica e as conjunturas marcadas pela intensificação da luta política. As manifestações dos ocupantes revelam que o mal-estar se dissemina pelo mundo desenvolvido. Naturalmente, o desconforto dos que deploram a desigualdade escandalosa e protestam contra a prepotência da finança não é causado apenas pela figuração das privações que o futuro lhes promete."
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Posted: 15 Jan 2012 06:44 AM PST

Daniel Fávero, Portal Terra

"As primeiras edições do Fórum Social Mundial (FSM), nascido em Porto Alegre no começo da década passada, geraram muito estardalhaço em um evento que se propunha a ser um contraponto ao Fórum Mundial Econômico de Davos. Desde então, passou a adotar diferentes formatos em diversos países, mas sem deliberações ou ações significativas. Para o sociólogo Sérgio Coutinho, autor do livro Movimento dos Movimentos, o Facebook tem contribuído muito mais que o FSM para as mobilizações sociais.

"Desses movimentos mais recentes como o Occupy Wall Street, a Via Campesina, na América Latina, e a Primavera Árabe nenhum deles surgiu desses fóruns. Não há nenhum movimento significativo internacional anticapitalista que tenha surgido daquele que seria o maior deles. Ele talvez contribua para que se encontrem, mas o Facebook tem contribuindo muito mais", afirma.

As críticas quanto ao formato e a orientação ideológica-partidária do FSM são muitas na avaliação do sociólogo. Para ele, apesar do grande estardalhaço gerado na década passada, os compromissos firmados eram sempre muito genéricos. "Centenas de pessoas unidas assistindo a mesma mesa ou conferência, parecia ser mais significativo do que o que fariam depois", disse Coutinho sobre o formato pós-moderno que o evento acabou adotando.

Segundo ele, os organizadores são vinculados ao Partido dos Trabalhadores (PT) do Rio Grande do Sul, o que fez com que, depois da internacionalização, o evento se tornasse "a expressão internacional de um partido", enfraquecendo o evento, mas fortalecendo as organizações.

"À medida que ele se internacionaliza, vai perdendo essa identidade complicada que ele teve nas primeiras edições no Brasil e permite a integração de organizações que estavam espalhadas em cada país. Se marca se enfraquece, os movimentos tem se fortalecido", disse ao comparar o fórum a eventos como o Rock In Rio e até ao Fórum Mundial Econômico. "Se tornou um primo do fórum de Davos. Ambos discutem redução de juros internacionais, ambos discutem impostos sobre a riqueza, desenvolvimento sustentável, não ficou mais algo de um ser capitalista e o outro se anticapitalista".

O Terra entrou em contato com os responsáveis pela organização do FSM no começo da década passada, mas até a publicação desta matéria, não havima se pronunciado."
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Posted: 15 Jan 2012 06:26 AM PST

Marli Moreira, Agência Brasil

"Centenas de pessoas mobilizadas por 58 movimentos sociais estão reunidas na esquina da Rua Helvétia com Dino Bueno, um dos pontos mais críticos da Cracolândia, para protestar contra o trabalho policial do governo do Estado que tenta coibir o uso de crack e a ação de traficantes no local.

O ato iniciado por volta das 15h30 foi denominado de Churrascão da Gente Diferenciada e tem entre os participantes a organização não governamental (ONG) Coletivo Dar (Desentorpecendo a Razão). Em sua página na internet, a Coletivo Dar fez um convite público e recomendou às pessoas que levassem carne, pão, frutas e vinagrete, além de instrumentos musicais, bebidas, de preferência não alcoólica, e cartazes.

O nome do ato faz uma referência à resistência de moradores do bairro de Higienópolis, na zona oeste, à construção do metrô naquele bairro. Em maio do ano passado, os moradores do bairro fizeram manifestação pela não construção de uma estação do metrô alegando que o transporte de massa poderia atrair usuários de drogas.

Para Gabriela Moncau, uma das coordenadoras do ato promovido neste sábado, "a pretexto de resolver o problema do crack, o que [as autoridades] pretendem é demolir um terço das construções [do local] para substituí-las por bens mais valorizados". Ela avalia que a população-alvo é vítima da falta de emprego e de moradia, necessitando ser atendida por um programa social.

"Somos contra essa invasão militar [ação policial] e a favor que se respeite os direitos humanos", justificou Lucas Pretti, um dos coordenadores do Movimento BaixoCentro e produtor cultural da Transparência Hacker. Na avaliação dele, retirar à força os dependentes químicos da cracolândia não resolve a questão. Hoje (14) pela manhã, o governador do estado, Geraldo Alckmin, informou que 80 dependentes químicos deixaram a cracolândia voluntariamente.

Além de manifestar-se contrário ao trabalho feito pela prefeitura de São Paulo e pelo governo estadual, Pretti defende que os moradores da cidade devem ter um outro olhar para o problema, ocupando os espaços em atividades lúdicas e culturais. "Acho que a gente deve de parar de falar mal da cidade e propor atividades de artes e cultura."

Desde ontem (13), o Movimento BaixoCentro promove eventos nos bairros da Luz, Santa Cecília, Vila Buarque e Campos Elíseos com o objetivo de angariar recursos para fazer um festival na região, no próximo mês de março. Ontem, ocorreu o desfile do bloco carnavalesco Filhos da Santa, antecedido por um passeio de bicicleta. Hoje (14), a Transparência Hacker se juntou ao Churrascão da Gente Diferenciada depois de um passeio de ônibus pela região em que os participantes puderam fotografar e fazer vídeos do cenário da cracolândia.

Amanhã (15), o movimento promove uma festa de samba na Casa da Cultura Digital, que fica na Rua Vitorino Carmilo."


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Francisco Almeida / (91)81003406

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