sábado, 4 de setembro de 2010

Porque eu voto no PT:

Quando a esperança venceu o medo, o Brasil começou a reescrever sua história. Lula chamou o povo brasileiro para reconstruir nosso país. Um país de cor, de todos os cheiros, de todas as vontades, de todos os sonhos. O povo atendeu ao chamado e, hoje, está construindo seu presente tendo como referencia seu passado e mirando no futuro. Quando a esperança vence o medo, o sonho torna-se realidade.







Do Portal do Luis Nassif:

"Lula: Governar é fazer o óbvio


O presidente Lula participou de um evento hoje (dia 03 de setembro) em Santa Maria(RS) onde inaugurou sete campi de quatro universidades públicas gaúchas: Universidade Federal de Santa Maria(UFSM),Universidade Federal do Pampa (Unipampa),Fundação Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Em seu discurso,Lula reafirma e consolida sua atuação em defesa da universidade pública e gratuita para mais brasileiros."


A lição e o óbvio


"Muitos de vocês jovens que estão me ouvindo agora serão um dia autoridades em suas cidades ,em seus Estados,em suas universidades...O grande legado que eu poderia deixar depois de oito anos de mandato e que pudesse servir de lição de vida para quem quer governar as cidades,os Estados ou a União depois de mim,que tenha uma palavra mágica,uma palavra simples que todo mundo sabe,mas que muitas vezes nós nos esquecemos.A palavra do sucesso é a palavra óbvio.Se cada um de nós fizéssemos apenas o óbvio quando estamos no governo,nós não erraríamos e sabíamos a revolução que estamos fazendo neste país,neste momento."


A estratégia


"Uma vez,lá na Secretaria de Assuntos Estratégicos do Governo,nós encomendamos um estudo para saber qual era a mais importante prioridade da sociedade brasileira e essa pesquisa foi feita por telefone dos mais diferentes segmentos da sociedade e entrevistamos milhares de pessoas...E só tinha uma unanimidade: todo mundo queria uma Educação de qualidade.Era unânime,100% queria uma Educação de qualidade e quando nós perguntamos se era possível atingir essa Educação de qualidade,mais de 80% não acreditavam que nós pudéssemos fazer uma Educação de qualidade no Brasil.Ou seja,era um povo que sabia o que queria,mas era um povo que tinha a convicção que seus governantes não seriam capazes de atender aquilo que era a necessidade maior da sociedade brasileira.

Foi por isso que tomamos uma decisão no Governo...Quando você vira Governo,seja prefeito,governador,vale para presidente da república e vale para reitor também.Ou seja,você tem a base do Governo que quer fazer investimento,você tem a base do Governo que quer fazer contenção de despeza para poder pagar o que o Estado deve e você tem aqueles que são responsáveis pela arrecadação.Então tudo que você tenta fazer no Governo,aparece um ou mais que lhe diz para você que não pode gastar.Você não pode gastar na Educação,na Saúde... Ou seja,tudo vira gasto e nada é tratado como se fosse investimento.No primeiro ano de governo,nós numa reunião ministerial,eu tomei uma decisão de que era proibido nas reuniões ministeriais e nas reuniões comigo que era proibido qualquer ministro falar na palavra gasto e tratar-se de investimento na Educação.Era proibido!"


Sobre o ajuste fiscal


"Por que nós éramos induzidos a entender que o principal quando alguém que quer governar uma cidade,um Estado ou uma União é você fazer uma contabilidade em que no final do ano zere.Você não tem despesa,você não tem não fez nada,mas você não fez dívida e isso algumas pessoas gostam,quando na verdade todo mundo sabe que pra você colher o futuro é preciso você tem que fazer investimento hoje,é preciso fazer alguma dívida para você ter retorno amanhã ou depois de amanhã.

Então nós mudamos duas décadas o que no Brasil só pensava em ajuste fiscal e quando nós ouvimos essa palavra,ajuste fiscal, significa aumentar imposto,significa reduzir salário...Toda vez que alguém falar em ajuste fiscal você pode ter certeza que significa aumentar imposto e reduzir salário.Salário de quem? Da máquina pública que muitas vezes foi acusada de ganhar muito,mas eu estou cansado de ver como presidente da república,gente de qualidade do governo,da máquina pública que era tido com marajá há dez anos atrás ganhando 20 mil reais e ser convidado por uma multinacional para ganhar 200 mil reais ou 300 mil reais por mês,inclusive gente de qualidade de uma empresa como a PETROBRAS que ganha 40 mil reais e é convidado para prestar serviço por 100 mil ou 80 mil dólares à outras empresas.Então nós invertemos esse quadro,quando se tratar de Educação,nós temos que fazer investimento e nós temos que medir a a consequência desse investimento na certeza que esse dinheiro seja bem aplicado para que tenhamos um retorno como um grande cientista,como um grande pesquisador,como alguém que vai contribuir para o crescimento do país."


A razão de sua alta popularidade


"Outra coisa que nós tomamos como decisão...No Brasil,presidente da república,um ministro da Educação,não se reuniam nem com estudantes e muito menos com os reitores.Eu não sei qual era o medo que os reitores causavam,até ministros da Educação haviam sido reitores... É inacreditável!

Possivelmente fosse o mesmo medo que os presidentes tinham de receber prefeitos e vocês prefeitos sabem que a visão que se tinha na época é que se o presidente fosse governar com vocês,vocês tinham muito dinheiro com o presidente.Então ele também não recebia prefeitos.Imaginem o absurdo do absurdo: eu sou o presidente de um país em que eu não recebo um reitor,em que não recebo um prefeito,em que eu não recebo estudantes,em que eu não recebo os trabalhadores,não recebo suas entidades... O que estamos fazendo na presidência da república? Para quem nós estamos governando?

Veja,eu fui desde de 2003 à todas as marchas de prefeitos que fizeram em Brasília,não espera o prefeito pedir audiência comigo,eu pegava todo meu ministério e vocês são testemunhas,levava 30 ministros para participar da marcha dos prefeitos...Eles apresentavam suas reivindicações e nós olhando uns nos olhos dos outros dizíamos nós podemos ou nós não podemos.O que haveria um presidente de ter medo de um prefeito,o que haveria um presidente de ter medo de um reitor,o que haveria um presidente de ter medo de um estudante?"
Relação com os estudantes e o diálogo

Esses dias em Caruaru,eu e o companheiro Fernando Haddad tivemos uma surpresa.O Yann,presidente da UBES foi preocupado conversar comigo e com o Fernando Haddad e falar...Olha,ô ministro,nós estamos com um problema aqui,por que quando o presidente Lula tomou posse,nós apresentamos 13 pontos de reivindicação e vocês já cederam tudo.O que que a gente faz?

Ou seja,na verdade quando uma pessoa qualquer por falta de inteligência política acha que o governo cooptou a UNE ou a UBES,na verdade foram eles que cooptaram com o governo para fazer aquilo que tinham que ser feito como pagamento de dívidas com os estudantes brasileiros.Nós só aprendemos conversando com reitores,Antes de eu ser presidente ,eu cansei de passar em universidades e o reitor me convidava para visitar banheiros sem papel higiênico,não tinha dinheiro,azulejo caído,não tinha dinheiro para reparar...Essa era a situação da universidade brasileira.Como é que a gente poderia melhorar a situação do país se a gente não chamasse para dizer:vamos ajudar a consertar esse país!

E tenho muito orgulho de dizer para esses magníficos reitores que estão nos assistindo pela TV que não quero ser eu o único,mas já carrego a primazia de ser o primeiro presidente da república que se reuniu todo ano com todos os reitores de todas as universidades federais,todos os reitores dos IFFs e com todos os estudantes representados pela União Nacional dos Estudantes que não me tiraram um pedaço.Esse dedo eu perdi quando eu tinha 17 anos de idade e nem pensava em ser presidente da república.

É com mais orgulho ainda,ao deixar a presidência da república,eu assisto ao meu ministro da Ciência e Tecnologia ir na SBPC e ser aplaudido de pé.Fernando,eles não tinham coragem de ir no dia da posse,imagine no final do mandato?

Na nossa cabeça,numa democracia existe espaço pra uma pessoa levantar um cartaz contra,um cartaz a favor,existe espaço pra uma vaia,existe espaço para um aplauso e não temos que ter medo disso.São essas coisas que vão se fortalecendo dentro de nós a questão democracia."


A democracia,o Estado e a sociedade


"Aquele Palácio do Planalto bonito do jeito que era -falam que nós avacalhamos-Na verdade nós democratizamos ,ali era chic,era para reis,rainhas,príncipes e princesas ou banqueiro ou empresário.Ali,nós começamos a colocar todo mundo.Eu lembro de um dia que houve uma briga em relação aos portadores de deficiência visual e seus cães guias. A Igreja não queria,o Metrô não queria que seus cachorros entrassem ,os shoppings estavam proibindo...O que que fiz para mostrar? Eu trouxe pra dentro do Palácio os portadores de deficiência visual e seus cachorros e nenhum desrespeitou o Palácio do Planalto ou fez qualquer sujeira no Palácio.Como é que a gente não quer proibir alguém que quer entrar no Palácio do Planalto e deixar de fora seus olhos que são seus cachorros?

Ali naquele Palácio entrou catador de papel que nunca imaginou entrar,moradores de rua que nunca imaginaram entrar e não precisava trocar de roupa,vieram do jeito que quiseram vir,ali entrou sem-teto,para que nós estabelecêssemos uma nova relação entre Estado e a sociedade.Para que a gente não tivesse medo,por que o político tem uma deficiência mental,ou seja,na época da eleição ele anda na rua de carro aberto,beija todo mundo,abraça todo mundo.Todo político em época de eleição fala mal de banqueiro,fala mal de empresário,fala mal de latifúndio e fala bem do pobre.Não há nada mais sagrado do que pobre em época de eleição.Coloca uma criança rica,coloca uma criança pobre e coloca um político na frente que ele vai logo na criança pobre pra ´pegar pra dar um beijinho.Depois que terminam as eleições,quem vai jantar com eles são os ricos e não são os pobres."

O preconceito

"O que nós estamos querendo é mudar essa lógica,essa lógica preconceituosa que levou esse país a tantos anos de atraso.A lógica perversa de que a inteligência era confundida com conhecimento ou com os anos de escolaridade,alógica perversa de que o Brasil devia ser governando para 35% da população e o resto é o resto...

O preconceito que não permitia que um operário pudesse chegar à presidência do Brasil,que um negro não pudesse chegar à presidência da África do Sul,um índio à presidência da Bolívia e assim por diante os preconceitos vão sendo derrubados e agora um negro eleito à presidência dos Estados Unidos pra mostrar que é possível através da democracia a gente conquistar mais espaço."

O papel da universidade brasileira


"A mim me inquieta companheiros reitores e meu ministro da Educação,a universidade não estar preocupada com que está acontecendo fora da universidade,na sua cidade,no bairro.As vezes uma universidade é encostada numa favela e você pergunta quantas vezes os alunos e professores foram passar um dia conversando com aquele favelado.Não foram por que não fazem parte de seu habitat natural.

As realizações

[...]"Faltam três meses e poucos dias para o fim do meu mandato,cada dia vale ouro e ainda temos que inaugurar setenta e poucas Escolas Técnicas e nós vamos inaugurar uma a uma "[...]

[...]"Hoje nós já estamos com 117 ou 118 extensões universitárias,tentando levar para todo território nacional ,de Manaus à Coari,tentando levar braços das universidades federais que eu não sei por que foram criadas somente nas capitais.Nós queremos,como diz o Olívio Dutra,espraiar em todo o território nacional, as nossas universidades federais...Nós não podemos nos contentar com país sendo o maior exportador de café do mundo,o maior exportador de minério de ferro do mundo,o maior exportador de suco de laranja do mundo,não! Isso é coisa do século passado.No século 21 temos que exportar outra coisa,temos que exportar conhecimento,temos que exportar inteligência."

Luiz Inácio Lula da Silva,presidente e Estadista brasileiro em discurso histórico proferido na cidade de Santa Maria(RS)
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