sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Projeto Segurança Cidadã é um dos três melhores do Brasil

Da Redação
Agência Pará

O programa integra o novo modelo de segurança pública implantado pelo governo, baseado na prevenção, ao colocar a polícia próxima à população
O Segurança Cidadã foi lançado em meio a uma grande mobilização no bairro da Terra Firme, um dos mais populosos da capital paraense.

Concorrendo com 225 projetos de todo o país, o Segurança Cidadã, criado pelo governo do Pará, ficou entre os três melhores projetos de segurança com cidadania em votação realizada durante a 1ª Conferência Nacional de Segurança (Conseg), que ocorreu de 27 a 30 de agosto, em Brasília (Distrito Federal). A escolha foi feita durante a Feira de Conhecimento em Segurança Pública com Cidadania, realizada paralelamente ao evento.

O Segurança Cidadã é um conjunto de ações na área da segurança pública, que passou por duas avaliações - uma técnica e outra popular. Na primeira etapa, os 225 projetos foram avaliados por especialistas em segurança, e apenas 41 foram selecionados. Os projetos escolhidos seguiram para votação popular, que elegeu o Segurança Cidadã como o terceiro melhor do Brasil.

O programa integra o novo modelo de segurança pública implantado pelo governo do Estado, baseado na prevenção, ao colocar a polícia próxima à população participando de ações de impacto social, ao contrário do obsoleto modelo repressivo. A principal diretriz do programa é garantir segurança com educação, saúde e melhoria da qualidade de vida da comunidade.

"O resultado foi fantástico!", ressaltou o major Élson Brito, que representou o programa na Conseg, juntamente com o coronel Costa Júnior, coordenador do Segurança Cidadã. "Nosso projeto é, antes de tudo, um agente social. Ele cria um vínculo de cooperação entre o poder público e a população", enfatizou o major, lembrando que, com menos de um ano de existência, o prêmio recebido é a prova do êxito do projeto.

A luta contra a criminalidade é um desafio constante, segundo Costa Júnior. Ele ressaltou que foi justamente na comunidade que se começou a mudar as estatísticas negativas. "Se não conseguirmos diminuir os índices sociais negativos, não vamos conseguir diminuir os índices de violência", afirmou.

Primeira base - Além dos policiais destacados para atuar nos bairros em bases comunitárias, o programa conta com o apoio fundamental dos promotores, cidadãos formados pelos policiais civis e militares, que ajudam no trabalho de fiscalização. Para isso, recebem orientações práticas e técnicas, como cartilhas e outros materiais didáticos.

O Segurança Cidadã foi lançado em meio a uma grande mobilização no bairro da Terra Firme, um dos mais populosos e violentos da capital paraense, que recebeu a primeira base comunitária, a de Tucunduba. O projeto passou a nortear todas as ações do governo na área de segurança, representando a estratégia de utilizar a segurança pública como um instrumento de transformação social.

Está previsto, para até final de setembro, o lançamento do programa em mais seis locais da Região Metropolitana: os bairros da Terra Firme (que receberá a segunda base), do Tapanã e do Guamá, em Belém; e Coqueiro, Águas Lindas e Icuí Guajará, em Ananindeua. As bases comunitárias são construídas com recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
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