quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Briga pelo Lisboão

Publicado no Diário do Pará

Estádio de Salvaterra entra em batalha jurídica


Uma batalha jurídica está sendo travada em Salvaterra, na ilha do Marajó, pela posse e uso do único campo de futebol murado da cidade.

O espaço conhecido como estádio Lisboão, em alusão póstuma a Luiz Gonçalves Lisboa, um dos sócios da Sociedade Beneficente Esporte Clube Salvaterra, criada em 1940, é o objeto da disputa. Hoje, o campo é o único espaço que a cidade possui para a realização de certames esportivos com a condição de controle de público e com estrutura mínima para garantia de segurança.

Durante muitos anos, o espaço foi mantido com recursos pessoais do falecido presidente da associação Luiz Lisboa.

A celeuma jurídica tomou tons de acirramento com a morte de Luiz Lisboa em 2007. Filhos de Luiz, passaram-se a se intitular proprietários únicos do campo, reclamando, na justiça, o direito de fechar o único campo de futebol.

Os moradores da cidade divergem da condição de propriedade privada uma vez que parte do patrimônio foi resultante de doações de anônimos locais, contribuição de sócios através de mensalidades e arrecadações através de locações.

Um dos defensores da manutenção do espaço aberto ao público é Marcel Raul Modesto. Ele reclama, junto à justiça, o direito de manter o espaço para qual presta serviço de preservação e manutenção. Sem, no entanto, ter recebido um único centavo sequer pelos serviços. (Diário do Pará)
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