sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Governo investe em projeto para beneficiar mães e recém-nascidos no Marajó

Da Redação
Agência Pará


Ana Júlia Carepa assina o termo de compromisso com a Amam, ao lado de Danielle Cavalcante, Pedro Rodrigues e Maurício Bezerra.
Maurício Bezerra, da Santa Casa, ressaltou os investimentos do governo para melhorar a assistência a mães e recém-nascidos nos município de origem
Ana Júlia Carepa reiterou que seu governo investe em qualidade de vida e citou obras que beneficiam gestantes e bebês, na área de neonatologia
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Um termo de compromisso assinado pelo governo do Pará e a Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó (Amam), nesta quinta-feira (06), vai viabilizar o Projeto de Educação Continuada em Saúde com Ênfase em Neonatologia e Atendimento à Gestante. O projeto será desenvolvido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará e Amam.

O documento foi assinado pela governadora Ana Julia Carepa, pelo presidente da Amam, Pedro Rodrigues, pela secretária de Estado de Saúde Pública em exercício, Danielle Cavalcante, e pelo presidente da Fundação Santa Casa, Maurício Bezerra, tendo como testemunha o secretário de Estado de Integração Regional, André Farias. A solenidade aconteceu às 15 horas, no auditório do Centro Integrado de Governo (CIG), na presença de autoridades estaduais e convidados.

O objetivo principal do projeto é capacitar profissionais de saúde dos municípios da região do Marajó para o atendimento à gestante e ao recém-nascido, contribuindo para a melhoria da assistência à mulher e à criança no município de origem.

Considerando a carência de profissionais especializados em neonatologia no Estado, o projeto prevê a realização de treinamentos, cursos e outras ações de natureza didático-pedagógicas, para o aprimoramento, qualificação e requalificação dos profissionais, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem, agentes de saúde, agentes comunitários de saúde e parteiras, nos 16 municípios do Arquipélago do Marajó.

A ideia da capacitação partiu da Fundação Santa Casa que, em função de fatos históricos e contemporâneos relacionados à assistência neonatal no Estado, propôs trabalhar em rede com os municípios, para oferecer melhor qualidade de vida à população assistida.

O trabalho deve resultar na formação de equipes municipais de saúde capacitadas a prestar assistência à gestante e aos bebês nos seus locais de atuação, com conhecimento de todo o protocolo de encaminhamento para unidades de alta complexidade, como o hospital Santa Casa.

Pelo protocolo, a Santa Casa coordenará o projeto, formará os grupos de trabalho e gerenciará as ações; a Sespa entrará com financiamento e apoio técnico, e a Amam participará com financiamento, mobilização interna dos municípios, monitoramento de informações e dará suporte logístico ao grupo capacitador.

Investir em vida - A governadora Ana Júlia Carepa destacou que as obras do seu governo têm como principal missão melhorar a vida da população paraense. "Capacitar para a saúde significa investir em vidas humanas". Na ocasião, ela também enumerou uma série de obras na área de neonatologia, como a implantação de Unidades de Cuidados Intermediários no município de Castanhal e, brevemente, no município de Marituba.

A secretária Danielle Cavalcante ressaltou que este governo tem investido na Atenção Básica, o que é fundamental para reduzir a demanda para alta complexidade. A principal mudança é o repasse de recursos diretamente do governo do Estado para os municípios.

Maurício Bezerra destacou os grandes investimentos que vêm sendo feitos na instituição e a importância do projeto para melhorar a assistência a mães e recém-nascidos nos próprios municípios, fazendo com que venham para Belém apenas os casos mais graves e corretamente referenciados.

A importância da parceria entre governo do Estado e municípios para reduzir a mortalidade infantil no Marajó foi ressaltada por Pedro Rodrigues. "Veremos o resultado desse projeto em cinco ou dez anos, quando soubermos quantas crianças deixaram de morrer por falta de assistência", frisou o presidente da Amam.

Roberta Vilanova - Fundação Santa Casa
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