terça-feira, 14 de dezembro de 2010

a valorização do professor é o eixo central do próximo Plano Nacional de Educaçaõ

Plano Nacional de Educação prevê “metas ambiciosas”

Café com o presidenteO Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020, que será encaminhado ao Congresso Nacional nos próximos dias, traz a “meta ambiciosa” de chegar a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) investido em educação, afirmou o presidente Lula nesta segunda-feira (13/11), no programa de rádio Café com o Presidente. Nesta semana, em caráter excepcional, o ministro da Educação, Fernando Haddad, também participou do programa para falar sobre o Plano.
Lula afirmou que deixará público o compromisso do governo brasileiro com a educação até 2020 e que o Plano “não é um programa para um governo, é um programa para a educação brasileira, que pode perpassar dois governos e meio”. O presidente enfatizou, ainda, que uma das grandes preocupações apontadas no Plano Nacional de Educação é a questão da qualidade desde a creche ao ensino universitário. Na opinião dele, apesar de haver “indícios de que estamos no caminho certo”, é preciso evoluir e construir parcerias com prefeitos e governadores para que a educação se torne definitivamente prioritária.
Aliás, esse é um desafio para a futura presidenta do Brasil, a companheira Dilma Rousseff, e um desafio para quem for escolhido por ela para ser ministro da Educação. Porque se no nosso mandato nós fizemos um investimento muito forte na educação universitária, daqui para a frente nós precisamos fazer com que haja uma maior evolução, mais ousadia na questão do ensino fundamental.
Ouça aqui a íntegra do programa:

Para ler a transcrição da entrevista, clique aqui.

Em sua participação, o ministro Fernando Haddad trouxe a informação de que o Brasil, dentre todos os países avaliados pelo Programa Internacional de Avaliação Estudantil (Pisa), foi o terceiro que mais evoluiu em qualidade da educação entre 2000 e 2009, ficando atrás apenas de Luxemburgo, “que é um país muito pequeno da Europa”, e o Chile, “que é um país que tem a dimensão de um estado médio brasileiro”. Na opinião do ministro, o dado aponta que o País está crescendo em quantidade e em qualidade, mas que agora é preciso “acelerar o passo para garantir que na próxima década nós possamos fazer ainda mais pela educação brasileira que, no século XX, foi relegada a segundo plano”.
Haddad afirmou ainda que, conforme orientação do presidente Lula, o governo está consolidando uma visão sistêmica da educação, que vai da creche até a universidade, e que o Plano prevê metas para cada nível de ensino. Além disso, explicou o ministro, o foco nesse Plano é a figura do professor que ainda ganha, em média, 60% do que ganham os demais profissionais de nível superior.
Nós queremos encurtar essa distância para que a carreira do Magistério não perca talentos para as demais profissões, ou seja, quem está vocacionado para ser professor, tem que ser professor. Então, a valorização do professor é o eixo central do próximo Plano.

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