sábado, 23 de abril de 2011

Eclusas de Tucuruí

Veja no vídeo institucional a importancia das eclusas para a economia regional e brasileira


Brasil será destaque na maior feira de café do mundo que acontece nos Estados Unidos

Blog do Planalto:

"O Brasil será o destaque maior da 23ª Feira da Associação de Cafés Especiais da América, que começa na próxima semana, em Houston, Estados Unidos. A intenção do Brasil ao participar do evento é expor sua capacidade de fornecer produtos diversificados e com qualidade, respeitando, acima de tudo, o meio ambiente. Ao longo dos anos, o potencial da produção brasileira em cafés especiais (gourmets) vem ganhando destaque no mercado internacional – em 2010, foram exportadas cerca de um milhão de sacas de 60 kg de cafés especiais, 15% a mais que em 2009.

O anúncio foi feito pelo Ministério da Agricultura, nesta semana, já que a indústria nacional tem buscado um produto com valor agregado. O chamado café gourmet tem seu foco na alta qualidade do produto final oferecido, sendo, necessariamente, produzido com grãos limpos e naturalmente doces, obtidos a partir de cuidados especiais com a lavoura e colheita da matéria-prima. A feira acontece no período de 29 de abril a 1º de maio.

Desde 1988, ano de criação da Associação de Cafés Especiais da América, os organizadores do evento selecionam um país a ser homenageado recebendo um destaque especial na feira, que intitulam de portrait country, e, nesta edição, o país destaque participará com mais de 500 produtores, torrefadores, pesquisadores, exportadores, especialistas e baristas brasileiros. Todos esses participantes brasileiros poderão expor seus conhecimentos e técnicas a um público esperado de 10 mil pessoas, incluindo participantes de países produtores e consumidores, além de exportadores, importadores, varejistas, empresários e baristas de todo o mundo.

Os diversos aromas e sabores dos cafés especiais brasileiros poderão ser degustados no estande especial criado para a exposição de produtos originários do Brasil na SCAA. No estande, cafés gourmets de nove regiões produtoras nacionais representarão o país, vindas dos estados de Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Paraná e Espírito Santo.

Não é por acaso que o Brasil foi selecionado como o grande destaque da SCAA. O país detém o título de maior produtor e exportador de café do mundo – só no ano de 2010, faturou US$ 5,7 bilhões, resultado considerado recorde, que representa um crescimento de 34,7% em relação ao ano anterior. Além disso, o mercado de café envolve 287 mil produtores brasileiros, que trabalham em uma área de 2,2 milhões de hectares e geram mais de 8 milhões de empregos no país. A produção de café já se espalhou por 12 dos 26 estados brasileiros, que já exportam seus grãos dos mais variados aromas e sabores para os Estados Unidos, Itália, Argentina, dentre outros.

SIMPÓSIO – Nos dias 27 e 28 de abril, o Brasil participará ainda de um simpósio organizado pela Associação de Cafés Especiais da América com o apoio do Ministério da Agricultura, Apex-Brasil, Sebrae e entidades representativas do setor cafeeiro. O evento contará com palestras para discutir temas como sustentabilidade, certificação e qualidade e contará ainda com a degustação dos Cafés do Brasil para potenciais clientes com apresentações técnicas sobre os produtos apresentados.

As palestras sobre os temas acima serão ministradas por especialistas brasileiros como Carlos Brando, da P&A Internacional Marketing; José Francisco Pereira, da Monte Alegre Coffees; e Flávio Borém, professor da Universidade Federal de Lavras.
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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Lula, Dilma e o futuro do Brasil

Carta Maior:

Sexta-Feira, 22 de Abril de 2011


Os brasileiros foram decidindo, ao longo dos últimos anos, o tipo de país que queremos. Lula tornou-se o presidente de todos os brasileiros, ancorado em um modelo econômico e social de democratização do país. Reformulou o modelo econômico e o acoplou indissoluvelmente a políticas sociais de distribuição de renda, de criação de emprego e de resgate da massa mais pobre do país. Dilma pretende consolidar essa hegemonia também no plano político.

Mas a questão essencial, aberta, sobre o futuro do Brasil, não se dará nesses planos: o modelo econômico, submetido a difíceis e inevitáveis readequações, será esse, com aprofundamento e extensão das politicas sociais. A possibilidade do governo consolidar sua maioria e de se intensificar e estender a sangria da oposição, é muito grande.

A questão fundamental que decidirá o futuro do Brasil se dá no plano dos valores. Nosso país foi profundamente transformado em décadas recentes. Esgotado o impulso democrático pela frustração de termos um governo que democratizasse o país não apenas no plano político e institucional, mas também nas profundas estruturas injustas e monopólicas geradas e/ou consolidadas na ditadura, sofremos a ofensiva neoliberal dos governos Collor, Itamar e FHC, que não apenas transformaram o Estado e a sociedade brasileiros, mas também os valores predominantes no país.

O resgate no plano da economia e das relações sociais que o governo Lula logrou - e a que o governo Dilma dá continuidade – não afetou os valores predominantes instalados na década anterior. O justo atendimento das necessidades de acesso aos bens e serviços básicos de consumo da massa mais pobre da população foi acompanhada, pela retomada da expansão econômica, pela continuidade e a extensão dos estilos de consumo e dos valores correspondentes gerados no período anterior.

Que valores são esses? Eles se fundamentam na concepção neoliberal da centralidade do mercado em detrimento dos direitos, do consumidor em detrimento do cidadão, da competição em detrimento do justo atendimento das necessidades de todos. É o chamado “modo de vida norteamericano”, que se difundiu com a globalização e com a hegemonia mundial que os EUA conquistaram no final da guerra fria, com o fim do mundo bipolar e sua ascensão a única potencia global.

Trata-se de uma visão do mundo não centrada nos direitos, na justiça, na igualdade, mas na competição entre todos no mercado, esse espaço profundamente desigual e injusto, que não reconhece direitos, que multiplica incessantemente a concentração de riqueza e a marginalização da grande maioria.

A extensão do acesso ao consumo para todos e o monopólio dos meios de comunicação – concentrados em empresas financiadas pelos grandes monopólios privados – favoreceram que as transformações econômicas e sociais não tivessem desdobramentos no plano da ideologia, dos valores, no plano cultural e educativo. No momento em que a ascensão social das camadas pobres da população ganha uma dimensão extraordinária, o tema dos valores que essas novas camadas que conseguem, pela primeira vez, ter acesso a bens fundamentais, fica em aberto que valores serão assumidos por esses setores, majoritários na sociedade brasileira.

Não por acaso setores opositores, em meio a uma profunda crise de identidade, tentam apontar para essas camadas sociais ascendentes como seu objetivo, para buscar novas bases sociais de apoio. E o próprio governo tem consciência que na disputa sobre os valores desses setores ascendentes se joga o futuro da sociedade brasileira.

Há várias questões pendentes, preocupantes, com que o governo Dilma se enfrenta. As readequações da política econômica não conseguiram ainda dar conta da extensão dos problemas a enfrentar: taxas de juros altas e em processo de elevação, desindustrialização, riscos inflacionários, insatisfação com o aumento do salario mínimo – para citar apenas alguns.

Da mesma forma que as condições em que se dão obras do PAC revela como a acelerada busca dos objetivos do plano não levou devidamente em consideração as condições a que as empreiteiras submetem as dezenas de milhares de trabalhadores das obras mais importantes do governo federal. Jirau, Santo Antonio, Belo Monte – são temas que estão longe de ter sido devidamente equacionados.

As mudanças, mesmo se de nuance, na politica externa, suscitam perguntas sobre se a equilibrada formulação de perseguir o respeito aos direitos humanos sem distinção do país, se reflete na realidade, quando inseridas em um mundo extremamente assimétrico, em que, por exemplo, o Irã é denunciado, enquanto os EUA – por Guantánamo – e Israel – pela Palestina – não são tratados da mesma forma. Em que a Líbia é bombardeada, enquanto se trata de maneira diferenciada a países em que se dá o mesmo tipo de movimento opositor, como o Iémen e o Bahrein, para citar apenas alguns casos. Se iniciativas que impeçam que se trate, objetivamente, de dois pesos, duas medidas, não forem tomadas, o equilíbrio que se busca não se refletirá no conflitivo e desequilibrado marco de relações internacionais.

Mas a questão estrategicamente central - mencionada anteriormente - é a questão das ideias, dos valores, da cultura, das formas de sociabilidade. Nisso, as dificuldades na politica cultural (retrocessos, isolamento politico, ausência de propostas, falta de consciência da dimensão da politica cultural no Brasil contemporâneo), na educativa - com a indispensável e estreita articulação entre politicas educativas e culturais - e o seu desdobramento fundamental nas politicas de comunicação, são os elementos chave. Com a integração das políticas sociais – do Bolsa Família às praças do PAC -, das politicas de direitos – dos direitos humanos aos das mulheres e de todos os setores ainda postergados no plano da cidadania plena – deveria ir se constituindo uma estratégica ampla e global para promover e favorecer formas solidárias e humanistas de sociabilidade. Para que estejamos a favor do governo não apenas porque nossa situação individual está melhor, mas porque o principal problema que o Brasil arrasta ao longo do tempo – a desigualdade, a injustiça social, a marginalização das camadas mais pobres – tem tido respostas positivas e sua superação é o principal objetivo do governo.

Foi criada no Brasil uma nova maioria social e politica, que elegeu, reelegeu Lula e elegeu Dilma. Trata-se agora de consolidar essa nova maioria no plano das ideias, dos valores, da ideologia, da cultura. Esse o maior e decisivo desafio, que vai definir a fisionomia do Brasil da primeira metade do século XXI.

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Foxconn investirá R$ 12 bilhões e criará 100 mil empregos no Brasil

Convergência Digital:

Pimentel acredita que Foxconn investirá R$ 12 bilhões e criará 100 mil empregos no Brasil

:: Luiz Queiroz


O ministro da Indústria e do Comércio, Fernando Pimentel, disse nesta quarta-feira, 20/04, durante entrevista ao programa 'Bom Dia Ministro', da NBR TV, que se criou uma 'certa seleuma' com relação aos números anunciados pela Foxconn de investimentos no Brasil, durante a visita da presidenta Dilma Rousseff à China. 'Isso é um processo longo, a empresa não vai chegar aqui do dia para a noite e contratar 100 mil pessoas', disse Pimentel, lembrando que os chineses projetam esse investimento para um período de cinco anos.

Mas deixou claro que acredita ser 'perfeitamente possível que a Foxconn complete seu programa de investimentos ( R$ 12 bilhões) e chegue aos números que anunciou' não entrando, porém, no mérito de que oficialmente a empresa não confirmou nem desmentiu essas informações. Na realidade, elas partiram do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que também viajou com a presidenta Dilma à China.

Pìmentel também jogou no dúbio com relação aos locais ondes esses investimentos serão feitos. Lembrou que os contatos do governo não se restringiram à Foxconn. Disse ser possível que pelo menos uma delas (Foxconn, Huawei e ZTE) resolva se instalar no Pólo Industrial de Manaus, assunto que não foi até agora cogitado por nenhuma das companhias.

Mudando de tema, defendeu as Lan Houses, que acabaram de ter um projeto de Lei de regulmentação aprovado pela Câmara, mas que ainda falta passar pela análise no senado. A entrevista do ministro Fernando Pimentel foi concedida a uma cadeia nacional de rádio formada pelo programa de rádio 'Bom Dia, Ministro', produzido pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República e a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

CDTV do portal Convergência Digital reproduz os principais trechos da entrevista referentes ao setor de Tecnologia.

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Até 2012, Brasil terá um PC para cada dois habitantes

BRASIL! BRASIL!:

"“Ainda no primeiro trimestre de 2012,o Brasil atingirá a marca de um computador para cada dois habitantes. A constatação é fruto da 22ª Pesquisa Anual do Uso de Informática, elaborada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgada nesta terça-feira, 19.

De acordo com Fernando Meirelles, professor da entidade e coordenador da pesquisa, a proporção já era esperada, mas não agora. Como o último Censo do IBGE reduziu o número de pessoas do país, a relação de um PC para duas pessoas foi adiantada.

Há atualmente 85 milhões de computadores pessoais em uso no Brasil, já que em 2010 um PC foi vendido a cada dois segundos, totalizando 14,6 milhões de máquinas comercializadas. O quadro, explica Meirelles, é fruto de três fatores: queda de preço, aumento de poder aquisitivo da população (da classe C, em especial) e algo chamado por ele de 'percepção de utilidade'.

'Dá para viver hoje sem um computador? Dá, mas a pessoa vai passar perrengue. Isso faz com que haja uma disposição para a pessoa ter um computador', justificou.

Hoje o Brasil possui 44 PCs para cada grupo de 100 habitantes, o que coloca o país acima dá média mundial, que é de 36/100. Mas ainda há perspectiva de crescimento para o mercado, pois nos Estados Unidos, por exemplo, há 106 computadores a cada 100 pessoas.'

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